sábado, 30 de outubro de 2010

NESTE DOMINGO É DIA DE DILMA 13



Para pedir o voto em Dilma vou contar uma breve história.  Esta história começa nos ano 60 quando partilhávamos de uma infância feliz em uma cidade do interior do estado de São Paulo.  No dia 1 de abril de 1964, vimos quando o exército marchou pelas ruas de Bauru para mostrar que a lei de exceção estava em vigor no Brasil, e que os militares tinham desfechado o golpe de 1964 e, assim derrubado um presidente eleito democraticamente, e o pior, morria ali o sonho de milhões de brasileiros que vislumbravam um País mais justo, democrático e inclusivo.  Nesta época eu tinha 9 anos e na verdade não tinha muita consciência do que estava acontecendo, salvo algumas conversas que ouvia entre meu tio e meu avô,  e também pelo fato de meu pai ter fugido da cidade em que trabalhava como dentista, perseguido pela repressão.
O mundo de então estava em ebulição nos costumes, na música e, principalmente na política.
Por um lado The Beatles, Rolling Stones, Festival de Monterey, Woodstock, o movimento hippie, os protestos estudantis da França em 1968 e também a Primavera de Praga no mesmo ano, quando Dubseck tentou dar uma face humana ao “Socialismo” e teve seu sonho e do povo Tcheco esmagado pelos tanques soviéticos.
Olhamos tudo de longe, vivíamos em Bauru e a opção do meu grupo foi de contestar o regime militar tentando nos engajar nos movimentos da derrubada dos costumes e tabus vigentes, pois éramos muito infantis para pensar em política.  Pois uma revolução não acontece somente quando se empunha armas, mas principalmente quando se muda conceitos, se derruba costumes e tabus transformando assim o modo de pensar da sociedade.
Neste contexto assumimos o “Centro Cívico”, da escola estadual em que estudávamos e começamos ali nossa “revolução”.  Esta escola elitista através de sua direção não demorou muito para tentar frear as mudanças que tentávamos implantar, mas fomos em frente; já que tínhamos o apoio maciço dos alunos que esperavam de nós algo em que acreditar.  Lembro-me das xispadas (para quem não sabe o que significa era correr pelado pelas principais ruas da  cidade como forma de protestar contra a ordem vigente), das noites em que ficávamos muito “loucos” sentados na rampa da escola Senai  da Rua Virgílio Malta, olhando para as estrelas e refletindo sobre os livros de Carlos Castaneda.  Já no cursinho não posso me esquecer do Jornal “O Vagalume”, que criamos em pleno Governo Medíci e também do Grupo de Teatro Momento que em 1975 encenou a peça” Herrare Humanun Est.”
Veio a faculdade, nossas lutas pela redemocratização, as diretas já e, finalmente a eleição  direta de um civil para Presidência da República.  Mas a situação de nosso povo pouco mudou.
Precisou que em 2002, um operário fosse eleito Presidente para que o País começasse a mudar.  Nestes 8 anos aqueles que estiveram esquecidos por 500 anos puderam voltar não só a sonhar mas principalmente ter a certeza que suas vidas estavam mudando definitivamente.
Por tudo isso eu peço para que neste domingo você vote em Dilma 13 para que o Brasil possa continuar mudando sem medo de ser feliz.     
Este texto é dedicado ao Marco Antonio (Turco), Kamelzinho, Gilson, Alvaro, Maria Helena, Claudia, Paulo Neves e tantos outros amigos que ajudaram a forjar minha personalidade.
                                                                                                               Emir Bechir

Circula por aí que Lula e Dilma não apoiaram o Estado de São Paulo nestes últimos 8 anos. Mentira. O desespero está tomando conta dos tucanos.

No atacado, os números reais estão abaixo:
Analisando os dados oficiais do Tesouro Nacional, o governo Lula/Dilma repassou para o governo do Estado de SP, através das transferências constitucionais e voluntárias (convênios), cerca de R$ 9,7 bilhões por ano, em valores corrigidos pelo INPC, totalizando, de 2003 a 2009, cerca de R$ 68,4 bilhões.
Para compararmos, estes números representam um aumento real de 19,1% em relação aos repasses feitos pelo governo FHC ao Estado de São Paulo. No governo anterior, os repasses anuais foram de R$ 8,2 bilhões.
O governo Lula/Dilma também autorizou o governo do Estado de SP a realizar diversas operações de empréstimos, no valor total de R$ 17,3 bilhões (valores atualizados), fundamentais para os novos investimentos em metrô, trens, saneamento, segurança e rodovias. Convém lembrar que destes recursos o governo do Estado de SP gastou apenas R$ 3,4 bilhões (menos de 20%), revelando grande ineficiência em sua ação.
Além disso, o Programa de Aceleração do Crescimento/PAC  do governo Lula/Dilma é responsável por investimentos no Estado de SP da ordem de R$ 131 bilhões durante o período de 2007 a 2010, e mais R$ 204 bilhões após 2010. Estes investimentos estão sendo realizados em parceria com o Estado e com os municípios paulistas em diversas áreas, tais como na infra-estrutura energética, nos transportes, no saneamento e na habitação.
No varejo, as denúncias dos tucanos podem ser facilmente contestadas:
1)   Circula por aí que Lula/Dilma não mandou recursos para o Metrô e os trens da CPTM. Mentira. Para o Metrô e para os trens/CPTM já foram repassados pelo governo federal R$ 425 milhões. Além disso, o governo Lula/Dilma autorizou empréstimos de R$ 10 bilhões para obras de ampliação e modernização do metrô e dos trens/CPTM. O governo do Estado gastou apenas R$ 2,8 bilhões (ou 27,5%).
2)   Os tucanos também dizem que já investiram R$ 21 bilhões no Metrô e na CPTM. Mentira. Os registros oficiais no orçamento estadual revelam que foram previstos, na verdade, R$ 15,4 bilhões, sendo que entre 2007 e 2009 o governo Serra deixou de aplicar R$ 1,8 bilhão no Metrô. A não aplicação dos recursos reflete na superlotação do Metrô e dos trens paulistas, transformando a população em “sardinhas humanas”. A ‘revolução pelos trilhos’ entre pelo cano.
3)   Os tucanos anunciam ainda que o governo Kassab investiu R$ 1 bilhão no Metrô. Mentira. Na verdade, através dos balanços do metrô paulista, a prefeitura de SP tinha aplicado de fato R$ 325 milhões até 2009. Faltam quase R$ 700 milhões para a promessa de cumprir.
4)   Os tucanos dizem que investiram em AMES e AMAS na Saúde no Estado, enquanto o governo Lula/Dilma não investiu nada. Mentira. Foram os tucanos que ajudaram a acabar com a CPMF (que financiava a saúde pública no Estado e no Brasil). O Estado de SP também é um dos poucos que não faz parcerias com o governo federal e os municípios para a implantação do SAMU (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) e das UPA´s (Unidades de Pronto Atendimento). Não coloca um centavo. Ainda assim, o governo Lula/Dilma repassou ao Estado mais de R$ 22 bilhões para a área da saúde. Destaca-se ainda que, durante o período Serra, os investimentos federais realizados na Saúde (em obras e aquisição de equipamentos) cresceram quase 90% em relação aos valores previstos. Convém ressaltar também que o governo paulista, na área da saúde, deixou de aplicar R$ 5,7 bilhões de 2001 a 2009. Só o governo Alckmin deixou de aplicar mais de R4 700 milhões em investimentos na saúde.
5)   Os tucanos dizem que o governo federal não investiu nada nos aeroportos do Estado. Mentira. Estão sendo investidos através do PAC mais de R$ 550 milhões até 2010 na modernização e ampliação dos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Viracopos. Além disso, o governo Lula/Dilma repassou R$ 63 milhões para obras nos aeroportos administrados pelo governo do Estado de SP. Já o governo paulista, de 2000 a 2009, deixou de investir R$ 125 milhões nos aeroportos sob responsabilidade do Estado.
6)    Os tucanos dizem que não receberam recursos do governo federal para a segurança pública do Estado de SP. Mentira. O governo Lula/ Dilma já repassou R$ 663 milhões para a segurança pública desde 2003.
7)   Os tucanos dizem que fizeram 40 FATEC´s e 100 mil novas vagas nas Escolas Técnicas, enquanto Lula/Dilma não investem um tostão na área. Mentira. O governo Lula/Dilma está implantando o maior plano de expansão de universidades e escolas técnicas federais da história. O Estado de São Paulo, que possuía apenas 3 escolas técnicas federais e 2 universidades federais, está recebendo 21 novas escolas técnicas e 11 novos campi da UNIFESP, UFSCAR e UFABC. Já o governo Serra não ampliou as vagas nas universidades estaduais de SP.
8)    Os tucanos dizem que as rodovias federais no Estado continuam abandonadas, principalmente a Fernão Dias e a Régis Bittencourt. Mentira. Só quem não utiliza estas rodovias pode falar tamanha besteira. No caso da Rodovia Régis Bittencourt, com cerca de um ano de concessão e pedágios muito mais baratos, já é visível as melhorias na sinalização, pavimentação e serviços de auxílio ao usuário. Na verdade, estas acusações são feitas para não explicar porque os pedágios paulistas são tão caros. As estradas sempre estiveram entre as melhores do Brasil, muito antes das concessões. Ocorre que neste período, as concessionárias paulistas tiveram um lucro de quase R$ 5 bilhões. Só a Via Oeste, por exemplo, deixou de aplicar mais de R$ 550 milhões em novos investimentos. Com isso, a duplicação da Rodovia Raposo Tavares, que deveria ter sido entregue em 2002, ficará para 2022. Ainda sobre as rodovias, o governo Federal repassou R$ 1,4 bilhão para a recuperação e duplicação de rodovias paulistas.
9)   Os tucanos acusam Lula/Dilma de não ajudar as vítimas na época das enchentes em SP. Mentira. O governo federal enviou para São Paulo combater as enchentes cerca de R$ 280 milhões. O governo Lula/Dilma também autorizou R$ 323 milhões em novos empréstimos para o combate às enchentes e R$ 2,1 bilhões para saneamento em mananciais e despoluição do Rio Tietê. Cabe lembrar que a imprensa denunciou as verdadeiras causas das enchentes em SP: na verdade, o governo Serra deixou de limpar o rio Tietê durante três anos, “jogando fora” cerca de R$ 1 bilhão referente às obras de aprofundamento da calha do rio. Finalmente, para fechar com “chave de ouro”, cabe lembrar que os tucanos fizeram um aditamento no contrato de limpeza do rio Tietê totalmente irregular, aumentando a despesa em mais de 50% (quando o máximo só poderia ser de 25%).

Para convencer paulistas, tucanos usam vídeos contra Dilma na internet


 
Marcela Rocha
O PSDB, partido do presidenciável José Serra, disparou via email nesta quinta-feira (28) o vídeo "Dilma não gosta de São Paulo", que acusa a oponente Dilma Rousseff (PT) de não gostar do Estado governado pelo tucano até abril deste ano. "Durante sete anos, Dilma só prejudicou São Paulo. Dá para acreditar nela agora?", questiona a locução do vídeo.
No dia anterior foi postado no Youtube um vídeo apocalíptico sobre um eventual governo Dilma. "2012: O fim está próximo" também fala sobre os efeitos da eventual vitória da petista sobre São Paulo. O vídeo estava publicado no Blog "Vou de Serra 45", que estava linkado na página oficial da candidatura.
A responsável pelo conteúdo online da candidatura, Soninha Francine, nega qualquer vínculo da campanha com o vídeo e admite que retirou do site "Serra45" o link para o blog "Vou de Serra 45" após saber que o vídeo estava postado nele.
Já a peça oficial - "Dilma não gosta de São Paulo" - foi produzida pela campanha e postada no Youtube ainda nesta quinta. A locutora lista nove "provas" de que Dilma não gosta de São Paulo. Segundo o vídeo, a ex-ministra de Lula não teria contribuído para a melhoria das estradas, metrôs e trens, ambulatórios médicos de especialidades (AMEs) e escolas técnicas em São Paulo.
Os tucanos pretendem estimular o anti-petismo em São Paulo, governado há 16 anos por integrantes do PSDB. Segundo a última pesquisa Datafolha, divulgada nesta terça-feira (26), a petista tem 44% das intenções de voto na região Sudeste. O tucano tem quatro pontos percentuais a menos do que ela.
A candidata do PT passou a trazer o Estado de São Paulo para o centro do debate político a partir do debate Folha/Rede TV! para tentar minar Serra em seu próprio território. Temas como educação, segurança pública e o tratamento para viciados em drogas entraram na pauta da petista já neste embate. A palavra de ordem entre os petistas é a "desconstrução" da imagem de bom administrador de Serra.
Lado B
No vídeo "2012: O fim está próximo", a locução afirma que Dilma acabaria com São Paulo, tiraria investimentos e as empresas acabariam deixando a região:
São citadas supostas ações da candidata petista como "Dilma declara guerra contra São Paulo, usando sua maioria no Congresso consegue vetar recursos do Governo Federal para São Paulo, Alckmin inicia um mandato sem recursos para fazer investimentos na saúde na segurança e na educação e São Paulo vira o inimigo numero um da atual presidente".
Mais adiante, as imagens mostram um país em guerra em 2012, com exércitos tentando reestabelecer a ordem. Na mesma sequência, o vídeo continua a dizer que Dilma receberia a ajuda do presidente venezuelano Hugo Chávez, seria defendida no Congresso por Fernando Collor, aprovaria a descriminalização do aborto, a taxação de impostos para igrejas e fecharia as sedes dos principais veículos de imprensa do país.

Conselho Nacional de Justiça lança cartilha para prevenir bullying

Adital -
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou uma cartilha para ajudar pais e educadores a prevenir o problema do bullying nas suas comunidades e escolas. Escrita pela psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, a cartilha traz perguntas e respostas que ajudam a identificar e tratar o problema. O material será distribuído nas escolas das redes de ensino público e privada do país, além de conselhos tutelares e varas da infância e juventude.

Desde 15 de outubro, Dilma passa a liderar também entre as mulheres (APG)

 

Analisando-se separadamente as intenções de voto de homens e mulheres, divulgadas pelos principais institutos de pesquisa, observa-se que as diferenças entre os votos para os candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) apresentam comportamentos distintos conforme o sexo dos eleitores. Nas pesquisas de intenção de voto ao longo do primeiro turno, Dilma Rousseff mantinha a liderança no voto masculino, mas perdia entre as mulheres. No segundo turno, a distância entre os índices de Dilma e Serra no eleitorado masculino se mantém estável, com uma diferença relevante de 2 dígitos. No inicio de outubro, esta diferença era de 12  pontos percentuais, agora está em 16 pontos, segundo a última pesquisa Datafolha, de 26 de outubro.


http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/

Ficha Limpa: ‘Ainda não chegamos no ideal, mas é uma vitória’, diz MCCE


Após um clima tenso nos debates e o empate de cinco votos a favor e cinco contra no caso de Jader Barbalho (PMDB-PA), o Supremo Tribunal Federal (STF), acatando a interpretação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que a Lei de iniciativa popular da Ficha Limpa valerá para essas eleições. Assim, Barbalho e os demais políticos que renunciaram ao mandato para fugir da cassação estão inelegíveis
A decisão da noite de quarta-feira agradou os movimentos e organizações sociais que lutaram por mais de dois anos pela aprovação da lei. De acordo com Jovita José Rosa, diretora da secretaria executiva do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral - MCCE, a decisão satisfez o movimento, mas ainda se espera mais.

"Estamos satisfeitos porque a Lei já surgiu efeito, já está valendo, mas na verdade gostaríamos que o Supremo tivesse decidido pela Ficha Limpa na íntegra. Mesmo assim, se surgir outra questão no Supremo, já temos a garantia de que a lei é sim constitucional e vale para este ano. Ainda não chegamos no ideal, mas é uma vitória", explica.
O caso de Jáder Barbalho, que renunciou ao mandato de senador para fugir da cassação, não foi o primeiro desta natureza a ser analisado no STF. Em setembro deste ano, o Supremo colocou em pauta o caso de Joaquim Roriz (PSC), candidato ao governo do Distrito Federal, que renunciou ao mandato de senador para escapar de um processo no Conselho de Ética da Casa, em que estava sendo acusado de envolvimento em esquema de corrupção.
Por precaução e temendo a aplicação da Lei da Ficha Limpa, Joaquim Roriz, cujo caso desencadeou o ‘Movimento Roriz nunca mais’, em Brasília, decidiu por colocar sua esposa, Weslian Roriz, para concorrer ao governo do Distrito Federal. Weslian chegou ao segundo turno com 31,49% dos votos válidos e deverá concorrer ao governo do DF com o candidato petista Agnelo Queiroz.
As votações da quarta-feira (27) também relembraram o caso de Roriz. O ministro do Supremo, Gilmar Mendes, que votou contra a aplicação da Ficha Limpa nestas eleições, afirmou que a decisão do TSE é "artificial" e que a lei, do modo como foi aprovada, favorecerá ao Partido dos Trabalhadores (PT) do Distrito Federal. Gilmar Mendes defendeu que a Ficha Limpa valesse apenas para Jader Barbalho.
Além de Joaquim Roriz, inelegível até 2022, pelo menos mais quatro políticos de Brasília estão com suas candidaturas barradas. Pedro Passos, Júnior Brunelli e Leonardo Prudente, todos ex-deputados distritais, renunciaram aos seus cargos públicos para evitar a cassação por quebra de decoro parlamentar na Câmara Legislativa. Paulo Otávio, que renunciou ao cargo de vice-governador, tomou a decisão quando a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do DF já havia entrado com pedido de impeachment.
A partir desta última decisão do STF, espera-se que as portas sejam abertas para a aplicação da Ficha Limpa na íntegra, para que candidatos ficha-suja que estão na fila para assumir o mandato não possam fazê-lo. Pelo menos oito com passado sujo que aguardam para assumir estiveram entre os mais votados de seu Estado.
"O trabalho que temos pela frente é maior do que se imagina. Precisamos atuar nos campos da conscientização, da educação e da cidadania. Precisamos mostrar que o voto tem consequência, pois a partir do momento em que se vota em alguém estamos passando uma procuração para esta pessoa fazer o que quiser pelo nosso futuro. Cabe a nós e à mídia continuar pautando a Ficha Limpa e não deixá-la cair no esquecimento", encerrou Jovita.

Quem cuida dos pobres em São Paulo é o governo federal, diz Dilma em debate


A candidata à presidência, Dilma Rousseff, afirmou ontem (29), durante debate da TV Globo, que quem cuida das pessoas carentes em São Paulo, estado governado até março desse ano pelo candidato tucano, José Serra, é o governo federal, com os programas sociais da gestão petista.
Ela reclamou ainda que o governo do PSDB dificulta o acesso ao benefício. “Quem cuida de pobres em São Paulo é o governo federal. São Paulo tem 1,4 milhão de famílias que precisam do Bolsa Família. Atendemos apenas 1,1 milhão. E essas 300 mil não atendemos porque o município e o estado não fazem cadastro”, disse.
Segundo ela, a questão social para ela não é um detalhe. É o centro da sua proposta. “A questão social é fundamental no meu projeto. Além do concreto e do cimento, o que é mais importante é a vida das pessoas. Tiramos 28 milhões da pobreza e vou tirar os 21 milhões que ainda estão na pobreza extrema”, disse.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Escola do MST tem a melhor nota no Enem em Abelardo Luz

Localizada no assentamento 25 de Maio, em Santa Catarina, a Escola Semente da Conquista, foi destaque no Exame Nacional do Ensino médio (Enem) de 2009, divulgado na pagina oficial do Enem, alcançando a primeira posição no município, com uma nota de 505,69.
Na escola estudam 112 filhos de assentados, de 14 a 21 anos. A escola é dirigida por militantes do MST (movimento dos Trabalhadores Sem Terra) e professores indicados pelos próprios assentados do município de Abelardo Luz. A cidade possui com o maior número de famílias assentadas no estado. São 1418 famílias, morando em 23 assentamentos.

Encontro visibiliza boas práticas e Projetos Inovadores em Direitos da Criança

Será realizado em Brasília, nos dias 6, 7 e 8 de dezembro, a primeira edição do encontro Observatório de Boas Práticas e Projetos Inovadores em Direitos da Criança e do Adolescente. O evento tem o objetivo de oportunizar o intercâmbio de experiências e de resultados das ações e projetos que contribuem para ampliar a realização dos direitos das crianças e adolescentes no Brasil. O Observatório será um espaço de apresentação de resultados e reflexão sobre experiências inovadoras nas políticas locais, estaduais e nacional desenvolvidas no âmbito da pactuação federativa com foco na promoção dos direitos humanos de crianças e adolescentes.

As inscrições para o Observatório estão abertas de 23 de outubro a 12 de novembro de 2010 no portal www.obscriancaeadolescente.gov.br.. Do total das experiências inscritas, serão selecionadas 50 que serão apoiadas para participar do evento em Brasília.
Contato nacional@obscriancaeadolescente.org.br, ou pelo telefone: 62.3098.0350 (Coordenação do Observatório de Boas Práticas 2010)

CNT/Sensus: Dilma tem 58,6% dos votos válidos e abre 17,2 pontos sobre Serra

Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta quarta-feira (27) mostra a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, com 58,6% dos votos válidos contra 41,4% do tucano José Serra.
Antes, Dilma tinha 52,8% dos votos válidos contra 47,2% de Serra: vantagem de 5,6 pontos percentuais. Agora, a diferença entre os dois chega a 17,2 pontos percentuais. Os votos válidos desconsideram brancos e nulos, que somaram 4,7% dos 2 mil eleitores entrevistados entre os dias 23 e 25, e indecisos, que somaram 6,8%.

Considerando-se os votos totais, Dilma tem 51,9% e Serra, 36,7%, o que mostra o aumento da vantagem da petista em mais de 10 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, realizada nos dias 18 e 19 deste mês. Na pesquisa anterior, divulgada semana passada, a petista tinha 46,8% contra 41,8% do tucano.
A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TSE sob o número 37609/2010.
O índice de rejeição à candidata petista que era de 35,2% na pesquisa anterior, caiu para 32,5%. Serra tinha rejeição de 39,8% e agora atinge seu recorde da pesquisa CNT/Sensus, com 43%. Para o instituto, rejeições acima de 40% seriam indicativos de derrota do candidato.
Na análise do instituto, a troca mútua de acusações entre os candidatos faz o eleitor voltar seu interesse novamente para os aspectos econômicos, onde a petista levaria vantagem.

Aprovação ao governo Lula bate recorde histórico e chega a 83%, aponta Datafolha

Pela terceira semana consecutiva, a avaliação do governo Lula obteve um patamar recorde de aprovação na série histórica do Datafolha na pesquisa realizada e divulgada nesta terça-feira (26) pelo instituto.
No levantamento atual, 83% dos eleitores brasileiros avaliaram sua administração como ótima ou boa.
Na semana passada, essa aprovação chegava a 82%. No mesmo período, o patamar dos que consideram seu governo regular passou de 14% para 13%, enquanto 3% dizem que ele é ruim ou péssimo, índice que se manteve.
Dois de cada três eleitores de Serra (67%) avaliam a gestão de Lula como ótima ou boa. Entre os eleitores de Dilma, esse índice chega a 96%.
Para 80% dos eleitores que votaram em Marina no primeiro turno, a gestão do petista é ótimo ou bom.
A nota atribuída ao governo Lula no atual levantamento é 8,2, a mesma registrada na semana passada.
 

BC reduz projeções para reajuste das tarifas de telefone fixo e de energia elétrica este ano

Brasília - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu as projeções para o reajuste das tarifas de telefonia fixa e de eletricidade neste ano. Segundo a ata da última reunião do comitê, realizada nos dias 19 e 20 deste mês, a estimativa de reajuste da tarifa de telefonia fixa caiu para 0,8%, ante 1,6% previsto no documento anterior.
Para a tarifa de eletricidade, a redução na projeção foi de 0,1 ponto percentual, para 3,6%. O Copom mantém a expectativa de que não haverá reajuste da gasolina e do gás de botijão neste ano.
Para o conjunto de preços administrados por contrato e monitorados em 2010, foi mantida a projeção de 3,6%, mesmo valor considerado na reunião de 31 de agosto e 1º de setembro.
Esse conjunto de preços, de acordo com os dados publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), correspondeu a 29,35% do total do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro.

Para 2011, a projeção de reajustes dos itens administrados por contrato e monitorados foi reduzida para 4,3%, ante 4,4%, estimativa considerada na reunião anterior do comitê.

STF decide pela validade da Lei da Ficha Limpa nestas eleições

Brasília – A Lei da Ficha Limpa foi aplicada hoje (27) pela primeira vez, barrando a candidatura de Jader Barbalho (PMDB-PA), segundo mais votado para representar o Pará no Senado. Depois de uma discussão marcada por vários momentos de tensão e desentendimentos entre ministros, venceu a tese proposta pelo decano Celso de Mello, por 7 votos a 3. Ele sugeriu a interpretação, por analogia, de um artigo do Regimento Interno do STF quando há empate, prevalece a decisão questionada – no caso, a do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que negou o registro de Barbalho.
A discussão sobre os possíveis desfechos para o novo empate de 5 a 5 obtido hoje sobre a aplicação da lei começou assim que o presidente da Corte, Cezar Peluso, votou a favor do registro de Barbalho. Em primeiro lugar, os ministros discutiram se o resultado deveria ser dado hoje ou se a Corte esperaria a chegada do décimo primeiro ministro (integrante que substituirá Eros Grau, aposentado recentemente). Neste caso, o placar foi de 6 a 4, pois o ministro Celso de Mello, um dos que votaram contra a lei, afirmou que o julgamento deveria ser concluído hoje.
“Na ocasião do julgamento do recurso de Joaquim Roriz [ex-candidato ao governo do Distrito Federal e que também teve a candidatura rejeita pelo Tribunal Superior Eleitoral - TSE], sugeriu-se esperar para que pudéssemos refletir mais sobre uma alternativa, e é o que tenho feito desde então”, disse Celso de Mello. Em seguida, ele listou diversas possibilidades para o desfecho do caso, citando e descartando as hipóteses da espera do décimo primeiro ministro, do voto de minerva do ministro Cezar Peluso e da possibilidade de convocar um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Por fim, Mello sugeriu a tese vencedora acompanhada pelos ministros Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto, Cármen Lúcia, Ellen Gracie e Cezar Peluso: a aplicação da lei nestas eleições. A solução foi adaptada do Inciso 2º do parágrafo único do Artigo 205 do Regimento Interno do STF, que diz que, no caso de empate em votação contra ato do presidente da Corte (em que ele não vota), “prevalecerá o ato impugnado”, ou seja, a decisão do TSE.
“Com isso, sem o prejuízo da convicção de cada qual, agora é superação da questão do mérito para solucionarmos o impasse”, disse Mello. Em seu voto, o ministro Cezar Peluso deixou claro que estava submetendo sua decisão à maioria em nome da “instituição STF” e que, para ele, prevaleceu o “princípio da necessidade”. “A história nos dirá se acertamos ou não”, disse Peluso.
Vencida a hipótese de esperar um novo ministro, os ministros Antonio Dias Toffoli e Gilmar Mendes defenderam a possibilidade do voto de qualidade de Peluso. Segundo Toffoli, a solução proposta por Celso de Mello “ao invés de privilegiar o presidente da Corte [STF], privilegia outro [TSE]”. Mendes também propôs a regra de desempate do habeas corpus, que é sempre favorável a quem diz que seu direito está sendo violado.
Os ministros reconheceram, no julgamento do então candidato Joaquim Roriz, a repercussão geral da decisão. Isso significa que ela se aplicaria a outros casos semelhantes, como o de Barbalho, que, como Roriz, renunciou o mandato para escapar de possível cassação.
No julgamento de hoje, os ministros não apresentaram um posicionamento claro sobre a questão da repercussão geral. Até o fim do julgamento, havia três hipóteses de abrangência da lei: apenas no caso de Barbalho, em todos os casos de renúncia para escapar de cassação, ou em todos os casos de atingidos pela Lei da Ficha Limpa.
Um dos temas abordados pelos ministros da minoria vencida é a situação que pode se criar com o enquadramento de Barbalho e posterior mudança de posicionamento da Corte com a chegada do décimo primeiro ministro. Eles citaram o caso do próprio Pará, onde o terceiro candidato mais votado para o Senado, Paulo Rocha (PT-PA), seria inelegível pelo mesmo motivo de Barbalho. “Poderia se criar a aberração de o terceiro mais votado ser elegível com decisão da Corte completa”, ressaltou Gilmar Mendes.

Anvisa publica no Diário Oficial regras para controlar venda de antibióticos

Anvisa publica no Diário Oficial regras para controlar venda de antibióticos

Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou hoje (28) no Diário Oficial da União as novas regras para controlar a venda de antibióticos. Essas substâncias, a partir de agora, só poderão ser vendidas em farmácias e drogarias do país mediante a apresentação da receita de controle especial em duas vias pelo consumidor.
A primeira via ficará retida na farmácia e a segunda deverá ser devolvida ao paciente carimbada para comprovar o atendimento. Quem prescrever as receitas deve atentar para a necessidade de entregar de forma legível e sem rasuras duas vias do receituário aos pacientes.
As embalagens e bulas também terão que mudar e incluir a frase “Venda sob prescrição médica – só pode ser vendido com retenção da receita”. As empresas terão 180 dias para se adequar às novas normas de rotulagem.
A resolução definiu também novo prazo de validade para as receitas, que passa a ser de dez dias, em função dos mecanismos de ação dos antimicrobianos. Todas as prescrições deverão ser escrituradas, ou seja, ter suas movimentações registradas no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados. O prazo para que as farmácias iniciem esse registro e concluam a adesão ao sistema é de 180 dias.
As medidas valem para mais de 90 substâncias antimicrobianas, que abrangem todos os antibióticos com registro no país, com exceção dos que têm uso exclusivo no ambiente hospitalar. O objetivo da Anvisa é ampliar o controle sobre essas substâncias, principalmente após o aumento do número de contaminaçães pela superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC).

Presidentes sul-americanos são esperados em Buenos Aires para velório de Kirchner

Brasília - O presidente da Bolívia, Evo Morales, deverá ser o primeiro presidente latino-americano a chegar a Buenos Aires para acompanhar o velório do ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner, que morreu ontem (27). Morales é um dos oito presidentes sul-americanos que confirmaram presença nas cerimônias fúnebres.
Os presidentes Hugo Chávez, da Venezuela; Rafael Correa, do Equador; Fernando Lugo, do Paraguai; José Mujica; do Uruguai; Sebastián Piñera, do Chile; e Juan Manuel Santos, da Colombia, estão sendo esperados ao longo do dia de hoje (28). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajará amanhã (29) a Buenos Aires.
O governo argentino ainda não confirmou o local do enterro do ex-presidente, mas é provável que o corpo siga na tarde de amanhã para Rio Gallegos, cidade em que Kirchner nasceu e onde os pais dele estão enterrados. Em várias ocasiões informais, ele havia expressado o desejo de ser enterrado na cidade natal.
Uma multidão começa a se formar diante da Casa Rosada, aguardando o momento em que as autoridades autorizarão a entrada das pessoas para prestar homenagens a Kirchner. O corpo do ex-presidente já está no Salão dos Patriotas Latino-Americanos, onde será velado ao longo do dia de hoje. Todos os ministros e autoridades do primeiro escalão do governo argentino participarão do velório.

Com Dilma pela democratização das comunicações

Com disposição para a luta pela continuidade aperfeiçoamento das mudanças iniciadas pelo governo Lula, nós, jornalistas, radialistas, comunidades rurais e urbanas, movimentos sociais, sindicais e acadêmicos de luta pela democratização das comunicações no Brasil estamos com Dilma no segundo turno. Oriundos e atuantes na grande mídia ou não, em Blogs, nos veículos societários e estatais, redes sociais e em diversos meios, todos estamos comprometidos com a consolidação da democracia no Brasil, em suas várias dimensões. Consideramos que Dilma representa no momento a única opção para avançarmos na construção de políticas públicas democráticas, normativas, inclusivas e participativas, nesta frente de luta, garantindo aplicação das resoluções consensuadas na primeira Conferência Nacional de Comunicação e possibilitando uma Segunda Conferência Nacional, heterogênea, aberta, mais ampla, inclusive com os setores que se recusaram a participar da primeira.

Diferentemente de outros campos da luta social - como saúde e educação -, onde é possível quantificar metas e indicadores sensíveis como mortalidade e analfabetismo, a luta da comunicação vai muito além de sua dimensão instrumental, articulando-se intimamente aos processos emancipatórios, libertários – ontem, hoje e sempre. Esta luta se insere na luta política dos povos deste continente pelo direito coletivo e difuso à comunicação na perspectiva da autodeterminação dos povos, de uma sociedade igualitária, possível e necessária e de novas práticas de democracia, onde os governos e as representações da sociedade, sobretudo as populares, pautam questões, discutem livremente e partilham de dissensos e consensos acerca das decisões locais, regionais e nacionais. Essas espelham novas experiências para novos rumos do desenvolvimento da sociedade, em lugares diversos do território brasileiro, na perspectiva de avançar à democratização do espectro radioelétrico e fortalecer a comunicação popular.

As práticas dos meios de comunicação de massa hegemônicos são demonstrações de que esses veículos do sistema privado, a exemplo da Veja, Folha, Estadão, Rede Globo e de outras redes espalhadas no Brasil e no continente, não respeitam a natureza pública da comunicação, os valores culturais e direitos sociais das classes subalternizadas. E, na esteira dos programas de entretenimento e nos espaços noticiosos fraudados, produzem e reproduzem a mídia do capital e a materialização do discurso das práticas de governos que sustentam a dominação do capital, o ideário neoliberal, o fundamentalismo religioso, as formas diversas de homofobia, a concentração da propriedade privada nos meios de produção, inclusive no campo da informação e comunicação.

O sistema privado de comunicação no país, com jornais, rádio, TVs e, hoje, a Internet, amparado constitucionalmente para exercer a liberdade de expressão, extrapola, em suas funções de modo irresponsável, certos de que podem mentir, distorcer, manipular, difundir preconceitos, partidarizar as informações, omitir fatos relevantes, porém, se suas vítimas reagem, são acusadas de querer controlar a imprensa. Em nome da liberdade de imprensa, as empresas querem suprimir a liberdade de expressão. A imprensa pode criticar, mas não aceita ser criticada. Entretanto, quem demite, persegue e censura jornalistas e radialistas são os mesmos que agora se dizem defensores da "liberdade de  imprensa".

Os sistemas estatal e público comunitário, com características e funções sociais distintas, se desenvolveram nos últimos anos no país. Mas, tudo é novo e instável para as emissoras destes dois sistemas. As estatais, raras por longos anos desde Getúlio Vargas, absorvem as educativas em desvio de função e novas são criadas, entre os três poderes, durante o governo de Luis Inácio Lula da Silva. As públicas comunitárias, antes raras livres dos anos 80, regulamentadas por uma legislação frágil, confusa, reprimidas antes e mesmo depois de outorgadas para as comunidades, são, em grande número, ofertadas como moeda de troca para políticos e grupos religiosos. A ética na política de outorga e o marco regulatório, sobretudo nestes dois sistemas, inseridos numa Lei Geral das Comunicações – ou Estatuto da Comunicação  Social – é o desafio para um Presidente de República que tenha compromisso com a sociedade brasileira

A internet de banda larga deste novo século, cada vez mais veloz, espaço das convergências de novos formatos de conteúdos e de recepção simultânea dos tradicionais veículos de difusão de mensagens massivas: rádio, jornal, cinema, televisão, revista, além do telefone, do livro, museu, biblioteca, correio, música, escola, entre outros, se configura neste momento como lugar privilegiado da mídia alternativa, representada por influentes blogs e uma rede de web rádios, apesar dos inúmeros sites e portais institucionais, de diferentes ideologias, e da tentativa de controle do acesso à informação a partir dos provedores, sob legislações a exemplo do AI-5 Digital.  É fundamental a garantia da liberdade de expressão, do direito à informação e à comunicação no ciberespaço, contudo, se materializa no acesso barato ou gratuito, não - privado, á rede de computadores nas comunidades, com provedores e espaços públicos. A internet já está emparelhada com a tv aberta em matéria de entretenimento. Isto resulta na transferência de publicidade da tv para a internet, que amplia  a cada ano. Dilma representará: internet gratuita ou mais barata, mais veloz, com a democratização do acesso.

 A comunicação constitui um desafio gigantesco, abrindo sempre novos horizontes na luta democrática pela construção permanente de uma outra sociabilidade e convivência humana, sem guerras, com justiça social, igualdade e solidariedade, para além do Capital alienante.

Esta eleição define o futuro do país e deveria ser pautada pelo debate dos grandes temas nacionais, pela busca de soluções para os graves problemas sociais. Os grupos que detém a concessão dos meios midiáticos pautam a mentira e o jogo sujo da política oligárquica de outrora na tentativa de confundir as mentes dos eleitores.  Mas, estamos plenos de consciência e cheios de esperança que não haverá retrocesso, que Dilma vai ganhar no segundo turno para avançar na democratização da sociedade, do Estado e da comunicação nas esferas do Estado, do mercado e da sociedade, sem a adoção do AI-5 Digital e a criminalização das comunidades e dos movimentos sociais ao criarem seus próprios meios de difusão.

 As Comunidades e os movimentos sociais têm sido reprimidos toda vez que tomam a iniciativa do uso livre e comunitário das ondas de rádio, de sons e imagens, ou de recursos digitais  para TV, telefonia e internet banda larga na perspectiva da universalização do acesso às novas tecnologias da informação e comunicação. Com Dilma, abrem-se as possibilidades para avançar na definição de um novo marco das comunicações no Brasil, a partir das características, função social e complementaridade dos três sistemas (estatal, público e privado) de comunicação, previstos na Constituição brasileira de 1988.

AJOSP – Associação dos Jornalistas do Serviço Público
FNDC-BA – Comitê da Bahia do Fórum Nacional  Pela Democratização da Comunicação
ABRAÇO-BA – ASSOCIAÇÃO BAIANA DE RADIODIFUSÃO COMUNITÁRIA
SOCIEDADE CIVIL  ACAUÃ
JONICAEL CEDRAZ DE OLIVEIRA -  UFBA
FÓRUM SINDICAL E SOCIAL/MG
JERRY DE OLIVEIRA-COORDENADOR ABRAÇO/SUDESTE
CLEMENTINO DOS SANTOS LOPES-COORDENADOR ABRAÇO/SUL
JOSUÉ FRANCO LOPES-COORD. COMUNICAÇÃO E CULTURA DA ABRAÇO
MARCELO FIORIU-TV CIDADE LIVRE/RIO CLARO
ALAN VINICIUS-RBC/MG
DIRCE KUCHLER/MG
JOSÉ ANTÔNIO VIEIRA/MG
FRANCISCO FRANÇA ANDRADE- FAMEMG
RONALDO RODRIGUES BATATINHA- PT/Congonhas
BERENICE DE FREITAS DINIZ-COMUNICAÇÃO E SAÚDE/FIOCRUZ
ROGÉRIO AUGUSTO BARACHO-MILITANTE ABRAÇO/MG
JOSÉ GUILHERME CASTRO-MILITANTE ABRAÇO/MG
GERALDO VITOR ABREU-AMBIENTALISTA-BRASÍLIA
RILKE NOVATO PÚBLIO-FENAFAR
JACKSON DAVID DE OLIVEIRA SOUSA-MILITANTE PSOL/MG
VITO GINNOTTI-ESCRITOR E COMUNICADOR/RJ
ROGÉRIO HILÁRIO-JORNALISTA CUT/MG
MARCO AURÉLIO MOREIRA ROCHA-PT/BH
MARCOS VALÉRIO MENEZES MAIA-PT/BH
BRÁULIO QUIRINO SIFFERT-JORNALISTA SIND-SAÚDE/MG
VALDISNEI HONÓRIO ALVES DA SILVA-MILITANTE ABRAÇO/MG
EDMAR MIRANDA RODRIGUES(CAZUZA)-CUT/MG
TOMAZ DE JESUS SILVA-CUT/MG
LOURDES APARECIDA DE JESUS VASCONCELOS-SIND-UTE/MG
JUNINHO MENDES-MILITANTE ABRAÇO/MG
EDELVAIS QUEIRÓS GONÇALVES FERNANDES-FUND. ABRAÇO METRO/BH
IVAN LÚCIO DOS SANTOS-CUT/MG
MILTON PEREIRA LIMA-CC PRIMEIRO DE MAIO/BH
SINDGUARDA/BETIM
LUCIANA SILAMI CARVALHO-FARMACÊUTICA/MG
WILLIAM DE SOUZA LOPES-HISTORIADOR
SILVIA ANGÉLICA AMÂNCIO VASCONCELOS-JORNALISTA
SEBASTIÃO FORTUNATO-FARMACÊUTICO/MG
JORNAL A VERDADE
SIND-SAÚDE/MG
KELY SIDNEI DE ALMEIDA-CEBS/MONTES CLAROS
ÉLCIO PACHECO-ADVOGADO/RENAP
JOVINA GOMES PEREIRA-SIND-DAÚDE/MG
SIND.FARMACÊUTICOS/MG
MIC-MOVIMENTO INTER-REGIONAL DE CULTURA
SUMIÇO DE R$ 400 MILHÕES E LICITAÇÃO NO METRÔ-SP COM CARTAS MARCADAS
CartaCapital - 26/10/2010
Auditoria comprova sumiço de quase R$ 400 milhões de recursos federais repassados para SP - por Leando Fortes
Quando assumir, pela terceira vez, o governo do estado de São Paulo em 1º de janeiro de 2011, o tucano Geraldo Alckmin terá que prestar contas de um sumiço milionário de recursos federais do Ministério da Saúde dimensionado, em março passado, pelo Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus). O dinheiro, quase 400 milhões de reais, deveria ter sido usado para garantir remédios de graça para 40 milhões de cidadãos, mas desapareceu na contabilidade dos governos do PSDB nos últimos 10 anos. Por recomendação dos auditores, com base na lei, o governo paulista terá que explicar onde foram parar essas verbas do SUS e, em seguida, ressarcir a União pelo prejuízo
 
Brasília Confidencial - 27/10/2010
Licitação bilionária comandada por Serra e Goldman tinha cartas marcadas
PT e PDT querem investigações do Ministério Público e da Assembleia Legislativa de SP
CartaCapital
STF julga hoje pedido de acesso da Folha de SP ao IPM da ditadura contra Dilma
Um novo ponto pode entrar na pauta de julgamento do STF: a avaliação da liminar proposta pelo jornal Folha de S.Paulo, que pede acesso ao processo da candidata Dilma Rousseff durante a ditadura militar.
 
NR
Repórter do NR e da RBA é ofendido por Aloysio Nunes, senador eleito do PSDB
 
PERÍCIA CRIMINAL: BOLINHA DE PAPEL OU OUTRO OBJETO QUE ATINGIU SERRA
Viomundo
A nota dos peritos criminais federais
É temerário que se tome como fato real a conclusão de profissionais que não pertençam aos órgãos oficiais de perícia criminal, pois esses profissionais não necessariamente possuem compromisso com a verdade
 
ONDE DESMINTIR E/OU COMUNICAR BOATOS E FALSAS MENSAGENS CONTRA DILMA
D13
Em nome da verdade
Nesta página, além da possibilidade de você repassar um boato para a campanha de Dilma, você pode consultar informações que desmentem mensagens falsas que circulam pela internet
 
Blog SDV
Seja dita verdade
Ao entrar na página, clique a palavra ou sinônimo constante de uma mensagem falsa que você quer desmentir.
Por exemplo: circula um email falso "Dilma no Conselho da Petrobras": este email falso induz ao erro.  Clique a palavra Petrobrás e encontre, entre outras alternativas dadas, a resposta específica.
 

A bancada do PT na Assembleia Legislativa pediu ao procurador-geral de Justiça do Estado, Fernando Vieira, Ministério Público que apure "possível ilegalidade, inconstitucionalidade e improbidade na conduta" de autoridades do Estado, citando, nominalmente, o ex-governador José Serra e o atual Alberto Goldman.
Saiba mais
 
 
OUTRAS NOTÍCIAS SOBRE ELEIÇÕES

Entrevista com o bispo de guarulhos- hipocresia total‏

 
Dom Luiz Gonzaga nega ter recomendado voto em Serra
Ricardo Filho
Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo diocesano de Guarulhos, concedeu entrevista exclusiva à Folha Metropolitana ontem à tarde em sua casa, no bairro do Gopoúva, e explicou as várias questões sobre o folheto que conclama o fiel católico a não votar em Dilma Rousseff. O impresso, que estranhamente demorou a ser reconhecido como oficial pela CNBB, foi apreendido pela Polícia Federal no dia 17, sob suspeita de prática de crime eleitoral. De acordo com o clérigo, suas ações foram em defesa da vida.   “Nunca disse uma palavra, vote no Serra. Nunca.”  Acompanhe:

Folha Metropolitana – O senhor tem manifestado voto contra Dilma Rousseff. É uma indicação pessoal?

Luiz Gonzaga Bergonzini – É, como bispo, como cidadão, não somente pessoal, sempre tendo em vista a condição da defesa da vida.

FM – Mas o senhor se valeu do nome da CNBB para dar essa opinião.

LGB – Não. Absolutamente. (Me manifestei) Como bispo de Guarulhos, responsável pela Diocese de Guarulhos, sujeito única e exclusivamente ao papa. A CNBB não é um organismo hierárquico é uma conferência episcopal que coordena as atividades dos bispos do Brasil. Ninguém pode assumir atitudes a favor ou contra as instituições da Diocese.

FM –
Para fazer os folhetos, o senhor usou que recursos?

LGB – Recursos próprios.

FM – Não foi dinheiro da Cúria?

LGB – De Jeito nenhum. Pessoas que doaram. Eu não tenho recursos. Inclusive os empresários que doaram o fizeram com a condição de não divulgar o nome deles. Não sei quem doou, nem quanto cada um doou. Teve uma sobrinha, de R$ 1 mil mais ou menos, por causa da interrupção do trabalho da gráfica, que eu vou doar ao seminário.

FM – A CNBB disse que não indica partidos ou candidatos, diferentemente do senhor. Como nessa fase temos apenas dois candidatos, sobra o voto em Serra ou em branco ou em nulo. Qual a sua posição?

LGB – A minha palavra é uma só: não vote na Dilma. As outras possibilidades cada um vai ter de decidir. Eu dizia não vote em Dilma, no primeiro turno, desde que a campanha tinha oito ou nove candidatos (à Presidência). Eu não indiquei candidato nenhum.
FM – Mas o senhor está reiterando isso agora também?
LGB – Justo. Eu não mudei de posição. Eu não sou como ela, com todo o respeito à senhora Dilma, que mudou três vezes o plano de governo dela. A minha palavra continua a mesma: eu disse, mantenho, escrevo, assino e confirmo. Isso não significa que só agora que estejam na disputa apenas dois eu esteja recomendando o voto contra Dilma. Eu continuo dizendo: não vote na Dilma.

FM – Uma legislação de 1948 já prevê a interrupção da gravidez no Brasil. E há ainda uma norma técnica sobre o assunto de 1998, assinada em 2001 pelo então ministro da Saúde José Serra. Por que nos folhetos o senhor centrou fogo somente na petista?

LGB – Essa norma técnica foi feita para segurar a extensão do aborto...

FM – O senhor acredita que ela foi feita para segurar, para conter esse avanço?

LGB – A norma? sim. Não havia porque aplicar aquela lei. Eu não estou defendendo o Serra, não. Essa norma técnica afirma que é viável, é possível, é permitido oficialmente, legalmente, e legalmente não quer dizer moralmente, o aborto em caso de estupro, em caso de má-formação, de anencéfalo, e risco de vida para a mãe. (...) A vida pertence a Deus, parte Dele e Ele só pode tirar. Legalmente, dentro da lei brasileira, existem essas possibilidades, essas concessões, mas não são aprovadas pela Igreja.

FM – Mas o candidato Serra acabou se apropriando desse discurso...

LGB – Acontece que ele é contra o aborto. Não sei se você viu uma declaração em que ele disse temer que a liberação do aborto vire uma carnificina.

FM – Mas entre declarar e praticar... Recentemente, veio à tona que a esposa dele (Mônica Serra) teria feito aborto durante os anos de exílio nos Estados Unidos. No caso, temos uma candidata que defende e outro que a mulher já praticou o aborto. Com quem o senhor fica?

LGB – Eu não fico. Já disse ao senhor que sou contra o aborto e contra Dilma. Sou contra todo e qualquer partido ou político que defenda o aborto. Eu não estou defendendo o voto em Serra, você é quem vai decidir. Vote em branco, vote nulo, você é quem vai decidir. O voto é secreto e inviolável.

FM – Ao conclamar voto contra um dos candidatos o impresso deixa de ser um documento de orientação religiosa para ser um panfleto sem número do CNPJ. Isso configura crime eleitoral, não?

LGB – Onde você viu isso?

FM –
Eu estou fazendo uma pergunta.

LGB – Não senhor. É um documento assinado por três cidadãos, bispos, que têm residência fixa e podem ser encontrados a qualquer tempo. É um documento que foi assinado sim e distribuído.

FM – Eu queria entender a razão de sua posição tão veemente contra Dilma se temos dois candidatos com ideias sobre aborto tão parecidas.

LGB – Eu disse isso desde o primeiro turno quando tinha nove ou dez candidatos, agora sobrou só ela e Serra e eu continuo dizendo: não vote em Dilma.

FM – Não seria o caso de retomar o artigo ‘Daí a César o que é de César’ e ponderar sobre essas questões? Porque a impressão que dá é que o senhor está pregando voto em um dos candidatos. O senhor não se sente responsável...

LGB – De jeito nenhum. O que eu escrevi, eu assinei. E nunca disse uma palavra vote no Serra. Nunca. Desafio qualquer pessoa a dizer que eu recomendei voto no Serra, que recomendei por escrito ou de viva voz o voto no Serra. Ao contrário, disse não vote na Dilma ou em qualquer candidato que defenda o aborto. E não vou reformular o artigo. O que eu disse está assinado.

FM –
Após essa celeuma sobre o folheto, a CNBB se manifestou dizendo que não indica candidatos ou partidos e o Regional Sul 1 condenou a instrumentalização do documento para uso em campanhas. Depois silenciaram. Demorou para que assumissem a responsabilidade sobre o impresso. Por que isso aconteceu?

LGB – Eles devem ter se reunido e analisado melhor e visto a intenção de defesa da vida, e que não é uma visão político-partidária. Deve ser isso.

FM – O Senhor disse em uma ocasião que iria buscar orientação no Vaticano. O senhor chegou a fazer isso?

LGB – Sim, enviei uma carta endereçada ao papa dizendo que estava à disposição dele e que aguardava sua decisão com uma obediência filial.

FM –
O senhor não obteve resposta?

LGB – Não.

FM –
Acha que a CNBB pode ter recebido uma orientação do Vaticano no sentido de apoiar o documento?

LGB – Pode ser. Não vou perguntar a eles e eles não vão me dizer...

FM – Mas pode ter acontecido?

LGB – Pode. Coloca aí que o bispo disse que pode, mas que não afirma isso.

FM – Por que a Diocese usou o Kelmon Luiz de Souza como intermediário na encomenda dos folhetos?

LGB – Quando nós convidamos líderes de vários movimentos da Igreja para uma reunião sobre essas questões, decidiu-se que seria feito um impresso. E na divisão de tarefas o Kelmon ficou encarregado dessa parte de impressos.

Deixa de ser enganador, pois bolinha de papel não fere e nem causa dor‏

veja o samba e a brilhante ironia do carioca....
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/10/em-discurso-lula-lembra-bolinha-de.html
 
Resultado de licitação do metrô de São Paulo, durante gestão Serra/Goldman,  já era conhecido seis meses antes
A Folha soube seis meses antes da divulgação do resultado quem seriam os vencedores da licitação para concorrência dos lotes de 3 a 8 da linha 5 (Lilás) do metrô.
O resultado só foi divulgado na última quinta-feira, mas o jornal já havia registrado o nome dos ganhadores em vídeo e em cartório nos dias 20 e 23 de abril deste ano, respectivamente.
A licitação foi aberta em outubro de 2008, quando o governador de São Paulo era José Serra (PSDB) --ele deixou o cargo no início de abril deste ano para disputar a Presidência da República. Em seu lugar ficou seu vice, o tucano Alberto Goldman.
O resultado da licitação foi conhecido previamente pela Folha apesar de o Metrô ter suspendido o processo em abril e mandado todas as empresas refazerem suas propostas. A suspensão do processo licitatório ocorreu três dias depois do registro dos vencedores em cartório
 
Conversa Afiada
Escândalo: licitação do metrô de Serra era de carta marcada
E o Serra ainda insiste com a Erenice
 
Viomundo
As denúncias de Amaury Ribeiro Jr.
Elas apontam indícios de pagamentos de propinas nas privatizações durante do governo FHC e, por tabela, no Estado de S. Paulo, durante a gestão Covas. Serra estaria entre os envolvidos.
 
IMPRENSA & ELEIÇÕES
Direto da Redação
Serra precisa de uma fita crepe - por Mário Augusto Jakobskind
Que coisa lamentável o comportamento da mídia de mercado, leia-se no caso TV Globo e Folha de São Paulo, querendo demonstrar que José Serra foi vítima de agressão na cabeça com fita adesiva.  A emissora apresentou uma imagem de má qualidade feita por um repórter da Folha de São Paulo para “demonstrar” que Serra foi agredido, isso depois de receber uma bola de papel na cabeça, cuja imagem é claríssima, enquanto a da ”prova” da agressão é de péssima qualidade. Não seria o caso de perguntar: por que o cinegrafista da Globo e de outras emissoras  lá presente não captaram a agressão que Serra diz ter sofrido? E por que será que a Vênus Platinada teve de recorrer a imagem precária de um repórter da Folha de S. Paulo para “confirmar a agressão”?   E ainda por cima convocar o polêmico técnico Molina, questionado em outras ocasiões ao analisar laudos
 
Observatório da Imprensa
Jornal Nacional e o meteorito de papel - por Washington Araújo
Na tarde da quarta-feira (20/10), no Rio de Janeiro, tivemos o próprio "Efeito Borboleta": uma simples bolinha de papel, pesando não mais que 5 ou 8 gramas, bateu na cabeça do candidato José Serra.
Mas foi suficiente para produzido o festejado efeito cinematográfico: ocupou espaço nobre no Jornal Nacional, edição mais que caprichada com direito a inserção de vídeo com foto, de entrevista de médico com áudio de repórter, ampliações desmesuradas com o intuito nada ingênuo de transformar o choque de uma bolinha de papel sobre um ser humano com a gravidade e contundência de meteorito se chocando com o planeta Terra
 
Observatório da Imprensa
Até a imprensa cansou dos escândalos - por Luciano Martins Costa
Os analistas da política começam a admitir que a eleição presidencial está definida em favor da candidata governista Dilma Rousseff. Também aparecem textos na imprensa internacional afirmando que há poucas possibilidades de surpresas daqui até o próximo domingo. Ainda assim, as edições dos jornais seguem recheadas de denúncias, repercutindo um pouco do que foi o penúltimo debate deste segundo turno entre os candidatos.
Mas há novidades.
Uma deles é produzida pela Folha de S.Paulo, que realizou aquela velha tática de antecipar o resultado de uma licitação para demonstrar que o processo de contratações para o setor público é feito com cartas marcadas. Desta vez, o jornal paulista antecipa a escolha do consórcio de empresas que seriam encarregadas das obras de dois lotes da linha 5 do metrô de São Paulo. A licitação foi aberta quando José Serra era governador do estado

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Debate na Record: Dilma cobra investigação sobre braço direito de tucano

Durante o debate de presidenciáveis na noite de ontem (25) na TV Record, a candidata à presidência, Dilma Rousseff, cobrou novamente do candidato tucano uma explicação de por que o ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, não foi investigado pelas autoridades estaduais, após ter seu nome envolvido com suspeitas de irregularidades nos contratos com as empreiteiras que construíram o Rodoanel em São Paulo.
Serra mais uma vez se esquivou de explicar por que o governo tucano não abriu sequer uma sindicância para apurar os malfeitos do aliado, conhecido entre os membros do PSDB de São Paulo como Paulo Preto.
“O candidato Serra, quando está pressionado inventa, essa história de trololó. Ele só enrola. Ele [Paulo Preto] é braço direito, esquerdo e até talvez a cabeça também do candidato Serra. Ele é responsável pelas principais obras do governo Serra em São Paulo. Ele mudou o contrato da Dersa com as empreiteiras e três vigas do Rodoanel caíram. Como isso pode ser exemplo de gestão do Serra?”, questionou a petista.
Dilma também perguntou a Serra o motivo de a Polícia Civil de São Paulo não ter investigado Paulo Preto, quando descobriu uma jóia roubada com ele. “A Polícia Civil de São Paulo podia investigar, por ele ter recebido uma jóia roubada. Ou o senhor podia ter aberto uma sindicância para avaliar a gestão dele na Dersa. Tem gente que investiga e pune. E tem gente que acoberta e ainda considera a pessoa que cometeu o malfeito como competente e sério”, disse Dilma para Serra.
Ela lembrou ainda que Serra disse que não conhecer o aliado num dia, mas que depois de uma entrevista em que Paulo Preto afirmou à Folha de S. Paulo que “não se deixa um aliado ferido na estrada”, o tucano rapidamente se lembrou de Paulo Souza e até lhe fez elogios.

Vox Populi: Dilma mantém liderança e abre 14 pontos de vantagem sobre Serra


Pesquisa Vox Populi/iG publicada nesta segunda-feira mostra que, a menos de uma semana das eleições, a candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, mantém a dianteira sobre o tucano José Serra na corrida presidencial.
Considerando-se apenas os votos válidos, Dilma seria eleita com 57% contra 43% de Serra. De acordo com esse critério, a distância entre os dois candidatos é de 14 pontos, igual à apontada pelo último levantamento. Ainda assim, 88% dos eleitores ainda afirma, porém, que já tem certeza da decisão tomada.

Segundo a pesquisa, Dilma oscilou dois pontos para baixo em relação ao levantamento realizado pelo instituto entre os dias 15 e 17 de outubro e agora conta com 49% das intenções de voto. Com isso, ela tem uma vantagem de 11 pontos sobre Serra, que perdeu um ponto e aparece com 38%.
O número de eleitores que pretendem votar nulo ou em branco ainda é de 6% - mesmo índice contabilizado na última pesquisa. O Vox Populi apontou, no entanto, aumento do número de eleitores indecisos ou que não responderam ao questionário: de 4% para 7%.
O Vox Populi ouviu 3.000 pessoas em 214 municípios, entre os dias 23 e 24 deste mês e, portanto, já refletem a repercussão de episódios que marcaram o debate presidencial na semana passada, como o tumulto em um compromisso de Serra no Rio de Janeiro. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob número 37059/10 em 20 de outubro.
Vantagem
A região onde a candidata do PT tem a maior vantagem em relação ao adversário tucano é o Nordeste: 64%, contra 27%. O Sul é a única região em que Serra tem vantagem sobre a petista: 47% a 39%. No Sudeste, onde está concentrada a maior fatia do eleitorado, ela venceria por 44% a 40%.
Entre os eleitores de Dilma, 53% são homens e 46%, mulheres. Já Serra tem mais apoio entre mulheres (40%) do que entre os homens (36%).
Num momento em que temas religiosos ganharam destaques na campanha, a pesquisa aponta também que Dilma venceria o rival entre eleitores católicos (51% a 39%), católicos não praticantes (53% a 35%) e evangélicos (44% a 41%). Entre os eleitores que não têm religião, a vantagem da petista é de 46% a 38%.