segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Participamos no último dia 30/01 do Programa Latino América na Radio 9 de Julho AM 1600 kh

acompanhe as fotos





Na foto Miguel Angel, Joas, Emir Bechir e Padre Mário.

Prefeito Efaneu concedeu entrevista ao Jornal da Estância



do Jornal da Estância
JE – Faça um balanço dos seus dois primeiros os anos deste seu terceiro mandato?
 PREFEITO EFANEU - Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a oportunidade que o Jornal da Estância me proporciona, para falar do trabalho que nós estamos desenvolvendo a frente da Administração Municipal.  Aproveito para parabenizá-los pelo lançamento do Jornal, ressalto que o nome é bem sugestivo, e tem tudo a ver com a cidade.  Continuem nessa luta que vocês merecem e tem uma marca para isso.  Procuramos priorizar quatro itens: Educação, Saúde, Infra-estrutura e Segurança.  Estamos trabalhando bastante desenvolvendo estes quatro pontos, tenho certeza que traremos investimentos  para o município sem oferecer isenção de impostos, não há necessidade, o principal é oferecer qualidade. 
Educação - Já na educação estamos qualificando cada vez mais, trouxemos a Cetec (escola de ensino técnico federal), e junto com ela a primeira escola de ensino superior com o curso de Biologia que começa neste ano de 2011 com 40 alunos, é importante a gente dizer que a primeira escola de Ensino Superior gratuito, complementando a partir do segundo semestre teremos a Fatec, Faculdade de Tecnologia, também escola pública é só fazer o vestibular e pronto.  Pensando nessa linha já temos o cursinho pré-vestibular para acesso a Etec voltado principalmente para os menos favorecidos. 
Nas creches, emeis e ensino fundamental desde 2005 estamos preparando a estrutura que são as salas de aula e os prédios, preparando a escola para que nós tenhamos no final de 2012 um avanço chegando ao índice do Ideb que é a média 6,0, e o principal, hoje temos em torno de 5000 alunos  e queremos chegar em 15000, estamos trabalhando para que todos os alunos que estão em responsabilidade do município estudem em período integral.  Está comprovado, o que melhora o município é uma educação de qualidade.
Saúde – Estamos trabalhando para que ela melhore, sentimos uma queda, as cidades vizinhas perderam qualidade sobrecarregando nosso  atendimento.  Em 2011 vamos aumentar o investimento, para assim, voltarmos aos antigos padrões satisfazendo nossa população.  Estamos brigando, mas ainda não conseguimos trazer a hemodiálise e a UTI que são nossos desejos, estamos investindo bastante na Santa Casa, pois é um marco da região e atende a todos.  Estamos melhorando nossos postos de saúde, construindo novas unidades, desenvolvendo Programa Saúde da Família em parceria com o Governo Federal.  Na realidade estamos melhorando, mas ainda não chegamos naquilo que a população merece.  Nosso trabalho é feito com muito carinho e vamos melhor ar ainda mais nos últimos dois anos.
Infra-estrutura - Nos últimos três anos em parceria com o governo Serra investimos muito na região, recuperamos todas as nossas estradas, o Acesso, Estrada do Vinho, Benedito Renê, Darcy Penteado, Capela Santo Antonio, a própria Raposo, as vicinais, foram investidos mais de R$ 160.000.000,00.  Estamos recuperando as ruas centrais, os bairros estão totalmente asfaltados e outras obras que virão, melhoramos e muito o abastecimento de água, a Sabesp tem investido bastante, me lembro bem que quando começamos em 2005, não se podia tomar banho em São Roque, isso mudou muito, a falta de água também foi minimizada.  Foram investidos de trinta a quarenta milhões melhorando a captação e o tratamento de água, mas ainda não chegou ao ideal.
Segurança – Estamos  trabalhando forte, fazendo parceria com a Polícia Militar e devemos estender esse processo a Polícia Civil e a Guarda Municipal, Temos feito gestões junto ao Governo do Estado para que possamos retirar a cadeia pública do centro da cidade já que é a única que atende a região e não pode continuar dessa maneira.
Vários empreendimentos estão chegando à cidade. Me lembro que em 1997 o Orçamento era de R$ 19.000.000,00 e hoje é de R$ 160.000.000,00, um crescimento de 8 vezes, o que prova que São Roque está no caminho certo.
JE – No Turismo a menina dos olhos é o trem Turístico, recentemente o Governo do Estado abriu uma licitação para viabilizar a implantação de uma linha entre São Paulo e Sorocaba, o senhor e o Prefeito Denys Veneri de Mairinque se posicionaram contra, por quê?
PREFEITO EFANEU – Na realidade não somos contra, somos contra o trem subúrbio, pois se não conseguimos atender adequadamente a nossa população, como poderia abrigar uma expansão populacional causada pela implantação deste projeto. Quanto a implantação do trem turístico teremos uma estação central de onde partirão de seis a oito roteiros: roteiro do vinho, do centro, histórico, Raposo Tavares, daí é que entra a Maria Fumaça já adquirida pela nossa Administração, e a sua implantação está prevista para este ano.  Estamos reformando a Estação Central, já há um projeto para receber o turista em Canguera, tudo isto já está sendo trabalhado junto a CPTM e ao Governo do Estado.
JE – Como foi o seu relacionamento com o Governo Federal, já que sabemos que o senhor é do PSDB?
PREFEITO EFANEU – A partir do momento que sou Prefeito de uma cidade, não deve haver discriminação.  Tenho parcerias com deputados do PSDB, meu partido, e de outro s partidos, inclusive do PT.  Devemos ser parceiros daqueles que nos ajudam, as parcerias trazem recursos para a cidade, exemplo disso é o PAC que está em São Roque a todo vapor, uma obra linda, são mais de 150 casas que estaremos entregando gratuitamente tirando os moradores das áreas de risco, são casas de primeira linha.  Inicialmente o projeto previa 32 metros quadrados melhoramos com recursos municipais e chegamos a 48 metros quadrados.  Fico feliz pois graças a essa parceria com o Governo Federal reformamos o posto de São João Novo e estamos construindo outro posto de Saúde em Mailasqui, reformamos também o Posto de Saúde do Paisagem Colonial e ainda vamos reformar o de Canguera. Estamos buscando recursos para construir um posto na Vila Amaral.  Todos os projetos que vão de encontro aos interesses da população nós participamos, os resultados aparecem.
JE – Certos setores da oposição o acusam de ser um Prefeito elitista, em contrapartida, com a obra do PAC no Paisagem Colonial, o senhor vai ser o administrador que mais casas populares entregou a população.  Como o senhor vê esta questão?
EFANEU – Não vejo desta forma, muito menos acho que a população me enxerga como um Prefeito elitista, isso faz parte da política, pois vivemos em um regime democrático, a oposição tem o direito de pensar o que quiser, as obras estão aí além das casas no Paisagem Colonial construímos também casas no bairro Quinta dos Teixeiras.  É importante lembrar do asfalto que chegou a diversos bairros, as escolas, ginásios de esportes, postos de saúde, a maioria de nossos investimentos é dedicado as pessoas que mais precisam.
JE – Nossa redação recebeu um email de um leitor do bairro da Campininha, ele afirma que o senhor fez várias promessas durante a campanha eleitoral, e os moradores estão aguardando o cumprimento delas?
EFANEU – Na realidade entendemos as necessidades do bairro Campininha e estamos trabalhando para que as melhorias sejam feitas, uma das prioridades é a construção de uma escola e vamos construí-la, já adquirimos o terreno e o projeto está pronto.  Vamos construir a escola, a emei, campo de futebol e o ginásio de esportes, melhoramos a Rodovia Quintino de Lima, levamos água, mas ainda falta o esgoto e o asfalto, estamos pleiteando recursos junto ao Governo Federal. 
JE – 2012 é ano de eleição, como o senhor vai se comportar politicamente nesse processo, já que não pode concorrer mais?
EFANEU – Em 1997 quando iniciamos o projeto de transformar São Roque em uma estância turística de fato, sem deixar de lado a indústria e o comércio, é importante dizer que a cidade é um município equilibrado, mas é claro que pra consolidarmos este processo precisaríamos de no mínimo 20 anos.  Eu cito como exemple a cidade de Gramado, para chegar aos padrões atuais foram necessários quase 30 anos, outras cidades como Campos do Jordão e Guarujá iniciaram um trabalho e acabaram perdendo qualidade.  Para manter a qualidade a palavra chave é continuidade, nossa maior preocupação é apoiar um candidato comprometido com essas mudanças.
JE – Para finalizar gostaria que o senhor deixasse uma mensagem para nossa população?
EFANEU – Primeiramente gostaria de mais uma vez a agradecer a oportunidade que o Jornal da Estância me proporcionou e dizer para que nossa população continue acreditando, pois só assim vamos conseguir construir uma São Roque melhor.

Moradores resistem em deixar “bairro fantasma” arrasado pelas chuvas em Teresópolis. Mortos já chegam a 847


Teresópolis (RJ) – O bairro de Campo Grande foi arrasado pelas enxurradas que já mataram pelo menos 343 pessoas em Teresópolis. Da localidade alegre e movimentada que existiu até o dia 11 de janeiro sobraram apenas poucas casas em ruínas e as demais condenadas pela Defesa Civil.

Como foi ordenada a desocupação de Campo Grande, o bairro mais parece uma cidade fantasma, devastada por uma guerra. Pouquíssimas pessoas se arriscam a caminhar pelos escombros, na tentativa de recolher algo útil que tenha sobrado.

As casas que ainda estão em pé dão passagem fácil ao visitante, pois já não há portas e as paredes desabaram. No interior, vestígios dos últimos momentos de aflição e sofrimento de famílias que tentaram se salvar ou que saíram às pressas, deixando tudo para trás.

Os brinquedos das crianças ainda estão espalhados pelo quintal. Cadernos e agendas ficaram em cima dos móveis, ainda com as últimas anotações escritas com lápis.

Roupas, sapatos, objetos de decoração se espalham pelos quartos devassados, de janelas abertas, escancaradas para o nada em que se transformou Campo Grande, um silencioso monte de entulhos, pedras, paus e restos de construções.

Na cozinha de uma casa, o prato com um garfo dentro, em cima da pia, pode ter sido a última refeição de alguém que não voltou ou que já está morto. O número de vítimas fatais ainda é incerto, pois há um grande número de desaparecidos na cidade, que na última sexta-feira (28) era de 235.

Entre as estatísticas dos desaparecidos estão o filho único, a nora, o neto e um sobrinho do comerciante Edésio Ramos, de 56 anos. Na madrugada do dia 12 ele ainda tentou chegar em casa, mas não conseguiu. No dia seguinte, descobriu que tudo havia sido destruído. Ele continua a buscar seus parentes, pois dos quatro, só o corpo do sobrinho foi reconhecido e os demais continuam desaparecidos.

“É pior o desaparecimento. Porque quando você enterra, pelo menos faz o enterro digno de um filho”, lamentou Edésio, que já foi ao Instituto Médico Legal e a outros lugares, mas até agora não teve qualquer notícia de nenhum dos três.

Apesar da dor e das lembranças do lugar, ele reluta em abandonar o bairro, que teve luz e água cortadas por ordem da prefeitura, para evitar que os moradores voltem às suas casas. “Se a lei deixar, vou permanecer. Aqui ou em outro lugar a dor vai ser a mesma”.

Permanecer em Campo Grande, apesar de tudo o que aconteceu, também é a vontade de Amancio Gonçalves, de 56 anos, que trabalha como cabouqueiro  (que fura e molda pedras). Ele viu sua casa, que construiu durante toda a vida, ser tomada pela água. No mesmo imóvel moravam cinco filhos e suas famílias. Todos se salvaram, mas estão desabrigados.

“Eu não tenho para onde ir. Onde querem me botar, eu não quero. Abrigo nem pensar”, protestava Amancio, enquanto ajudava a tirar a lama de dentro de casa, ao mesmo tempo que uma retroescavadeira derrubava um imóvel próximo ao seu.

Amarildo Lopes, de 17 anos, ainda estava em dúvida se deixaria a casa em que morava, de onde conseguiu se salvar com a mãe durante a enxurrada. Apesar da água ter invadido o imóvel, as paredes resistiram. Foi construído pelo pai, que acabou morrendo, arrastado pelo rio. Outros 26 parentes seus também morreram: “Eu não quero abandonar esta casa, onde moro desde os dois anos de idade”.

Enquanto uns lutam para ficar, outros não conseguem conviver com a lembrança de permanecer no cenário de tanta destruição. A intenção da aposentada Nilda Ferreira, de 59 anos, é não voltar mais para o bairro, onde morou por quase toda a vida e ajudou a cuidar de inúmeras crianças da vizinhança, além dos cinco filhos.

Ela perdeu oito parentes e muitos amigos: “Eu choro todo o dia. Na minha opinião, do jeito que morreu gente aqui, ninguém mais devia morar neste lugar. Deveriam construir uma igreja ou um memorial, para lembrar delas para sempre”.

Conselho Nacional de Defesa Civil se reúne em Brasília

Brasília - O Conselho Nacional de Defesa Civil se reúne hoje (31) para debater ações destinadas a prevenir os danos provocados por desastres. O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, abre o encontro às 14h30 no Ministério da Ciência e Tecnologia.

Na sexta-feira passada (28), o ministro anunciou investimentos de R$ 600 milhões na reestruturação do sistema nacional de Defesa Civil. A verba faz parte de uma linha de crédito que o ministério busca no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para que os recursos sejam obtidos por governos estaduais e prefeituras, a taxas de juros baixas e prazos longos.

Além de aperfeiçoar as estruturas das defesas civis, o objetivo é qualificar equipes e mapear as áreas de riscos em municípios mais vulneráveis.



Brasil comandará o Conselho de Segurança das Nações Unidas em fevereiro

Brasília – Na próxima terça-feira (1º), o Brasil assume a presidência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Em fevereiro, o comando será brasileiro. O posto é rotativo e sempre ocupado por um dos 15 membros do órgão. Há anos, o Brasil tenta ocupar um assento permanente no conselho e defende sua reforma. Ao assumir o comando, o objetivo é ampliar os debates para as áreas de conflito nas regiões mais pobres do mundo.

As informações são confirmadas pelas Nações Unidas. No dia 11 de fevereiro, o Brasil promove um debate sobre as questões paz, segurança e desenvolvimento. O ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, deverá participar das discussões.

Na ONU, o Brasil é representado pela embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti. De acordo com diplomatas que acompanham as discussões nas Nações Unidos, o momento é para observar com atenção o que ocorre no Kosovo, no Congo e em Guiné Bissau, além dos efeitos do plebiscito no Sudão.

No ano passado, em sessão das Nações Unidas em nome do governo brasileiros, o então ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu a reforma urgente da atual estrutura do Conselho de Segurança. Criado em 1945, depois da Segunda Guerra Mundial, o formato do órgão estabelece que cinco países tenham assento permanente e dez ocupem provisoriamente, por dois anos, as vagas.

Uma das propostas em discussão é que, entre os seus integrantes permanentes, sejam incluídos mais dois países da Ásia, um da América Latina, outro do Leste Europeu e um da África. Atualmente, são integrantes permanentes do conselho os Estados Unidos, a Rússia, China, França e Inglaterra. Já o Brasil, a Turquia, Bósnia Herzegovina, o Gabão, a Nigéria, Áustria, o Japão, México, Líbano e Uganda são membros rotativos no órgão, com mandato de dois anos.

É o Conselho de Segurança das Nações Unidas que autoriza a intervenção militar em um dos 192 países-membros da organização e também que estabelece sanções – como ocorreu ao Irã, em junho. Os conflitos e crises políticas são analisados pelo conselho, que define sobre o envio e a permanência de militares das missões de paz.

No ano passado, em junho, Brasil e Turquia, que integram o Conselho de Segurança das Nações Unidas, votaram contra as sanções ao Irã. O Líbano se absteve da votação, mas 12 países foram favoráveis às restrições. Para a comunidade internacional, o programa nuclear do Irã é suspeito de produção secreta de armas atômicas. Os iranianos negam.
 

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Dilma anuncia doação de 6 mil moradias para vítimas das chuvas no Rio

Rio de Janeiro - A presidenta Dilma Rousseff anunciou hoje (27) a construção de 6 mil casas que serão entregues às vítimas das chuvas do último dia 12 na região serrana do Rio. As unidades virão do programa Minha Casa, Minha Vida e terão prestações subsidiadas pelos governos federal e estadual.

“Estamos colocando mais 6 mil casas para atender a emergência, fora o conjunto do Minha Casa, Minha Vida, que é bem maior do que isso. Moradias, seja na forma de casas ou de apartamentos, para que essa população que perdeu o seu lugar tenha acesso, o mais rápido possível, a um novo lar. Com isso, pretendemos diminuir a dor dessas famílias”, disse Dilma, em cerimônia no Palácio Guanabara, ao lado do governador do Rio, Sérgio Cabral, e do vice-governador Luiz Fernando Pezão. No mesmo evento, foi anunciada a construção de mais 2 mil imóveis, que serão doados por 12 empresas de construção civil.

A presidenta esclareceu que as 6 mil casas serão entregues aos desabrigados a custo zero. “No caso da catástrofe, o governo [federal] entra com o seu subsídio tradicional, que é quase integral, e o governo do estado entra com o pagamento de R$ 50 [referente ao valor da prestação]”.

As residências doadas pelas construtoras terão 32 metros quadrados, dois quartos, sala, cozinha e banheiro. Os imóveis serão construídos em terreno doado pelo governo estadual.

Em apoio à região, o governo federal também  anunciou a liberação de R$ 100 milhões para o estado e os municípios, além de mais duas parcelas aos trabalhadores com direito ao seguro-desemprego e da ampliação do limite de saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para R$ 5,4 mil.

Obras de contenção de encostas e de drenagem, previstas na segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), terão recursos de R$ 11 bilhões. Além disso, serão investidos, também no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida, R$ 170 milhões para a remoção de famílias que moram em áreas de risco ou que tenham sido desabrigadas por desastres naturais.



Primeira chamada do ProUni tem mais de 117 mil pré-selecionados

Brasília - O Ministério da Educação informou hoje (28) que 117.644 estudantes foram pré-selecionados na primeira chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni). Nessa etapa, ao todo, foram distribuídas 79.823 bolsas integrais e 37.821 parciais – que cobrem 50% da mensalidade.
Mais de 1 milhão de estudantes se inscreveram para disputar uma das 123 mil bolsas oferecidas para o primeiro semestre de 2011.
Os aprovados devem comparecer às instituições de ensino para onde foram selecionados até o dia 4 de fevereiro para matrícula e comprovação das informações prestadas durante as inscrições. A lista dos documentos que devem ser apresentados também está disponível no site do ProUni.
No dia 11 de fevereiro, será divulgada a lista dos pré-selecionados em segunda chamada, com prazo de comprovação de documentos até 17 de fevereiro. Caso ainda haja bolsas disponíveis, o MEC abrirá um novo período de inscrições entre os dias 21 e 24 de fevereiro. Quem já tiver conseguido uma bolsa na primeira etapa não poderá participar da segunda seleção.

Psicanalista alerta sobre necessidade de acompanhamento psicológico de vítimas de enchentes

Rio de Janeiro - A psicanalista Soraya Hissa de Carvalho alertou sobre a necessidade de ser feito, pelo menos nos próximos seis meses, o acompanhamento psicológico e psiquiátrico das vítimas das enchentes registradas recentemente no país. O objetivo é  evitar que elas apresentem o transtorno de estresse pós-traumático. A doença faz parte do grupo de transtornos de ansiedade.

A especialista explicou, em entrevista à Agência Brasil, que existem três situações de estresse que podem ocorrer nesse tipo de tragédia. A primeira é o estresse imediato, ou reação aguda ao estresse, em que a pessoa fica como em estado de choque. Esse tipo de estresse é resolvido em poucos dias ou horas, “às vezes com ou sem medicamento”, disse.

O problema pode evoluir também para o estresse crônico, embora com recuperação posterior. “E pode surgir, até seis meses depois, o estresse pós-traumático que, de todos, talvez seja o mais perigoso, porque a pessoa fica em estado de latência e a partir daí pode modificar toda a personalidade. E não tem volta”, acrescentou.

Por isso, a médica destacou a necessidade de que esses pacientes sejam ouvidos sobre o que está ocorrendo e examinados por um período mais longo. “Quem for fazer o diagnóstico deve estar atento a várias alterações”. Ela explicou que caso se trate de estresse pós-traumático, esse paciente pode estar em estado de torpor, agressividade, ou mesmo de medo de tornar a vivenciar o trauma e, no decorrer de seis meses, pode surgir o transtorno.

“Aí é que o paciente chega a uma situação que a gente tem que prevenir de todas as formas”. Essa pessoa deve ser ajudada para que não falte alimento, abrigo, agasalho, ou seja, tudo o que o ser humano precisa minimamente para sobreviver.  “E a turma que também olha a saúde mental deve estar atenta e dar apoio a ela nos próximos seis meses, para  ver se terá alguma alteração de personalidade. E havendo, tem que ser tratada, para que consiga reverter o processo”.

Soraya Hissa destacou ainda a importância de que paralelamente aos movimentos de reconstrução das cidades atingidas por tragédia, haja a preocupação de recuperar a auto-estima da população, reintegrando as pessoas à rotina de trabalho e às atividades do cotidiano.

“É muito importante porque, a partir do momento em que a situação já está mais ou menos sob controle,  a pessoa tem que voltar [às atividades]. O ser humano precisa da rotina. Ele precisa saber que tem que levantar, trabalhar, que tem que colocar os primeiros tijolos da casa dele. Ou então tomar providências para buscar a própria  subsistência e daqueles que restaram da família”.

A psicanalista lembrou a importância da ajuda coletiva para as vítimas das tragédias, pois ajudam a diminuir o sofrimento daqueles que não têm para onde ir e nem sabem como recomeçar. “Todos aqueles que tiverem condições, por favor, ajudem. Porque a gente estará praticando um ato humano, de cidadania e de prevenção a doenças psiquiátricas que podem surgir no futuro. E em  um futuro breve”, alertou.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

São Roque precisa discutir alternativa para o trânsito


Nos últimos dez anos a população de São Roque cresceu de 67.040 para 78.873 habitantes, um crescimento percentual de 18,4%.  Neste mesmo período houve um crescimento da frota veicular da ordem 80,18%, ou seja, a frota de veículos saltou de 16.858 para 30.374, até os dez primeiros dias de novembro 2010.  É importante salientar que passaram a circular em nosso espaço urbano mais 13.516 veículos neste período.
Se estabelecermos uma média para estes dez anos, vamos descobrir que a cada ano 1.351 veículos passaram a circular por nossas vias públicas.  Se de um lado isto demonstra o crescimento econômico e social pelo qual o País passou neste espaço de tempo, por outro, fica claro que nossa cidade não preparou sua infra-estrutura urbana para este crescimento.
Quando da aprovação do novo Plano Diretor, que definia para onde a cidade deveria crescer pelos próximos anos, será que a empresa contratada para o desenvolvimento do mesmo não previu este crescimento.  O que nos parece fazendo uma avaliação mais detalhada é que ele foi construído por tecnocratas que não conheciam nossa realidade.  Já que, São Roque é uma cidade de 354 anos, e sua área central restringe-se a uma pequena parcela em relação ao tamanho do município.
O que temos visto nos últimos quatro anos é um total estrangulamento das vias centrais da cidade, pois nossa Administração Municipal não tem desenvolvido uma política de urbanização que consiga abrigar adequadamente os veículos que transitam pelas nossas ruas centrais.  A falta de estacionamento nesta região é latente, o escoamento de veículos em qualquer horário que seja não acontece de maneira adequada, causando vários problemas sejam para pedestres, motoristas e comerciantes.  A regulamentação da Zona Azul não resolveu o problema, já que ela é mal fiscalizada, e o que deveria funcionar em sistema rotativo acaba não acontecendo.
Não adianta só pintar faixas ou mudar a mão de direção desta ou daquela via, o que precisamos é de uma política urbana que cumpra aquilo que foi estabelecido no Plano Diretor, ou seja, que a área comercial da cidade acompanhe o crescimento populacional e principalmente consiga absorver o aumento da frota de veículos.



Tabela do crescimento populacional de 2000 a 2010.
Município
População em 2000
População em 2010
variação
variação
Alumínio
15.252
16.833
1.581
10,37%
Araçariguama
11.154
16.690
5.536
49,63%
Ibiúna
64.384
69.675
5.291
8,22%
Mairinque
39.975
41.807
1.832
4,58%
São Roque
66.637
78.011
11.374
17,07%
Vargem Grande Paulista
32.683
42.442
9.759
29,86%

frota 2001
frota agosto de 2010
variação
variação
Alumínio
2.416
4.897
2.481
102,69%
Araçariguama
2.125
5.413
3.288
154,73%
Ibiúna
11.450
24.666
13.216
115,42%
Mairinque
8.032
16.685
8.653
107,73%
São Roque
16.858
30.374
13.516
80,18%
Vargem Grande Paulista
7.920
16.468
8.548
107,93%


Fomos ouvir o Chefe do Departamento de Trânsito da Prefeitura Municipal, Sr. Durival Cantamessa, que falou sobre as ações desenvolvidas para a melhoria do tráfego em nossa cidade. 
JE – O que tem feito o Departamento de Trânsito para minimizar os problemas que são muitos aqui em São Roque?
DURIVAL CANTAMESSA – É importante colocar que São Roque foi uma das primeiras cidades a municipalizar o trânsito.  A orientação agora é descentralizar, estamos completando dez anos de municipalização, e graças a isso conseguimos evoluir bastante.  Acidade está toda ela sinalizada segundo orientação do Denatran, no ano passado acabamos de implantar toda a sinalização de orientação ao turista e ao munícipe de uma forma geral.  Agora estamos sofrendo as conseqüências do excesso de veículos por falta de planejamento de vias, já que São Roque é ma cidade tricentenária.
JE – Que medidas o Sr. entende viável para resolver problemas de estacionamento na área central, já que em nosso entender a fiscalização não atua a contento, e também em relação aos comerciantes que ocupam as vagas em frete aos seus comércios como se fossem estacionamentos particulares?
DURIVAL CANTAMESSA -  Ao assumir o Departamento uma de nossas primeiras medidas foi a implantação da Zona Azul, observamos que as vagas da área central eram ocupadas principalmente por comerciantes, e pessoas que trabalham no centro da cidade.  Com isso conseguimos aumentar a rotatividade, apesar de algumas falhas na fiscalização e a insistência do comerciante em não privilegiar o seu cliente, pois o estacionamento rotativo visa beneficiar o usuário do comércio local.  Estamos trabalhando na melhoria da fiscalização, mas entendemos que a tolerância de dez minutos aprovada pelos Vereadores a partir de outubro prejudica esse trabalho.  Inserimos a Guarda Mirim na fiscalização, notificando o motorista através de um cupom amarelo que serve de parâmetro para que o agente de trânsito autue o infrator.  Pois para a autuação é necessário anexar o cupom amarelo a multa.  Porém observamos que muitos motoristas e comerciantes aguardam a colocação do cupom de advertência para retirá-los, o que dificulta ainda mais a fiscalização.
JE – A construção de bolsões não seria uma forma de diminuir o problema?
DURIVAL CANTAMESSA -  Não, pois o próprio motorista está procurando alternativas, principalmente nas ruas onde não temos a Zona Azul, nossa idéia e ampliar este serviço de estacionamento, mas devido a falta de efetivo para fiscalizar ainda não realizamos a implantação.  Eu vejo que as autoridades de uma forma geral estão visando melhorias no trânsito de todo o País e em São Roque não é diferente.

EDITORIAL

   do Jornal da Estância 

                          Nova Presidente Velhos Problemas.
Ninguém encontra respostas, ninguém consegue explicar, num piscar de olhos todos os caminhos desaparecem, varrendo bens materiais, destruindo histórias e deixando os que ficam completamente sem perspectiva.
As fortes chuvas que atingiram a região serrana do Rio deixaram para traz um cenário de guerra só visto em catástrofes de primeira grandeza, casas destruídas, deslizamentos, lama por todos os lados, angústia, tristeza pelos mais de 700 mortos e medo, medo do futuro.
A natureza mostra aos poucos sua força e minimiza o “poder” do homem, sem discriminação ela vem cobrar algo que lhe fora tirado, talvez por ambição, falta de planejamento, má distribuição de renda, falta de opção.  Nessa hora o dinheiro não vale nada.  Ricos e pobres se juntam entre as vitimas.
Será que esta tragédia cairá no esquecimento, como tantas outras?  É claro que sim.  Em um mundo tão dinâmico não há tempo para bater na mesma tecla, “vida que segue”, com certeza é bem mais fácil para quem está no outro lado da TV, ou mesmo em seus luxuosos gabinetes em Brasília.  Amanhã, vamos falar de Ronaldinho Gaucho no Flamengo, do BBB 11 etc. etc. etc.
Hoje ao colocar a cabeça no travesseiro pense por um minuto naqueles que perderam tudo, nos que não estão mais entre nós, nas famílias inteiras destruídas, gente que morreu sem ter chance de se salvar.  É preciso cuidar das pessoas com políticas e prevenção, barrando o crescimento desordenado.  Citamos como exemplo a cidade de Gramado no Rio Grande do Sul que é referência em políticas públicas de prevenção a catástrofes.  Cuidar do planeta não pode ser demagogia, e sim prioridade, tanto dos cidadãos quanto dos governantes.  Pode demorar, mas a natureza uma hora vem cobrar a fatura, e nem sempre o homem tem como pagar.