sábado, 30 de abril de 2011

Grande número de romeiros participaram da saída 82ª. edição da Romaria dos Cavaleiros de São Jorge em São Roque



Aconteceu agora pela manhã a saída da 82ª. edição da Romaria dos Cavaleiros de São Jorge de São Roque a Pirapora.  Grande número de populares ocuparam as principais ruas da cidade para acompanhar a passagem dos romeiros que se dirigiam a Pirapora.  Num clima de grande emoção e alegria a romaria seguiu seu destino.  Acompanhe as fotos feitas por Miguel Ahumada:










Ao contrário de dado oficial, latrocínios cresceram na cidade




Sem contabilizar sete casos, governo divulgou que capital paulista teve uma queda de 12% de roubo seguido de morte

Em um dos casos, morte de vítima é relatada no boletim de ocorrência, mas aparece só como roubo em estatística


ANDRÉ CARAMANTE
DE SÃO PAULO

Ao contrário do que anunciou o governo de São Paulo no dia 15 deste mês, os latrocínios (roubos seguidos de morte) na capital paulista subiram ao menos 16%. A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) havia apontado queda de 12% desse tipo de crime.
O chefe da Polícia Civil, delegado Marcos Carneiro Lima, admitiu ontem existir uma falha a ser corrigida nos registros de boletins de ocorrência para evitar distorções.
Segundo a divulgação da Secretaria da Segurança Pública, a cidade de São Paulo teve 22 latrocínios no 1º trimestre deste ano contra 25 no 1º trimestre do ano passado.
Porém, ao menos sete latrocínios ocorridos neste ano ficaram de fora da contabilidade oficial. A maior parte foi registrada só como "roubo".
Com a inclusão dos casos não computados, os latrocínios subiram de 22 para 29 (30 vítimas, pois um caso teve dois mortos) só na capital.
A inclusão dos casos muda também a estatística no Estado. Agora, registra um aumento de 12%, e não de 2,5%, como divulgado.
O latrocínio contra o pizzaiolo José Arteiro Morais, 43, na Vila Nova Cachoeirinha, zona norte, em 2 de março, é narrado com detalhes pelo delegado Thiago Reis no BO n.º 2.028/ 2011, do 72º DP.
"O autor do delito pediu dinheiro para a vítima e, após ela ter falado que não tinha, o autor ordenou que a vítima se ajoelhasse, momento este que desferiu-lhe um tiro no rosto, não levando nenhum pertence da vítima (sic)". Esse caso constava como "roubo" na estatística.
Ao consultar as estatísticas sobre latrocínios na área do 72º DP, na página da Segurança Pública na internet, o número divulgado é zero.
O mesmo ocorreu no caso do estudante de publicidade Nicholas Marins Prado, 20, morto com um tiro na cabeça por um ladrão que roubou seu carro na Vila Mariana, em 4 de março. A estatística oficial da delegacia da área, o 36º DP, onde o crime segue sem solução, aponta só um latrocínio no 1º trimestre deste ano, o de um homem atacado ao sair de um banco.
OUTROS CRIMES

SECRETARIA MUDA PARTE DOS NÚMEROS
O governo começou a corrigir parte das estatísticas divulgadas no dia 15. Em todas, houve pequeno aumento de casos. O número de roubo de veículos no Estado, por exemplo, passou de 18.440 para 18.610 no trimestre. Os latrocínios ainda não foram corrigidos.
OUTRO LADO

"Vamos corrigir essa falha", diz chefe da polícia

DE SÃO PAULO

O chefe da Polícia Civil de São Paulo, delegado Marcos Carneiro Lima, afirmou que irá criar uma normatização para evitar falhas no registro dos latrocínios no Estado.
"Existe uma falha, mas nós vamos corrigir. A partir de agora, vamos cobrar mais atenção dos delegados nos registros desse tipo de crime", disse o delegado-geral.
De acordo com Lima, as estatísticas oficiais sempre são aprimoradas ao longo das investigações de cada crime e, muitas vezes, um caso registrado inicialmente como tentativa de homicídio ou lesão corporal dolosa passa a ser tratado como homicídio.
"A alteração estatística é feita posteriormente", disse.
A Secretaria da Segurança Pública foi questionada sobre quantos casos de roubo registrados em 2010 foram alterados depois para latrocínio, mas não se manifestou.
A pasta também não respondeu quantas tentativas de homicídio e lesões corporais intencionais evoluíram para homicídio doloso.
O governo paulista mudou o sistema de divulgação de estatísticas neste ano. Além de detalhar os crimes por delegacias das cidades, a Secretaria da Segurança Pública promete divulgar dados mensais sobre a violência no Estado de São Paulo.

Mais forte do que o crack, óxi chega a São Paulo após se espalhar por dez Estados


Guilherme Balza
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Ainda desconhecido pela maioria da população, o óxi ou oxidado, uma droga parecida com o crack, só que mais devastadora, já se espalhou por dez Estados do país e recentemente chegou a São Paulo. Assim como o crack, o princípio ativo do óxi é a pasta base da folha de coca. Enquanto o crack é obtido a partir da mistura e queima da pasta base com bicarbonato de sódio e amoníaco, no óxi são utilizados cal virgem e algum combustível, como querosene, gasolina e até álcool de bateria --substâncias que barateiam o custo do entorpecente.
O óxi é inalado ou fumado, assim como o crack, na lata ou no cachimbo. A droga é produzida na Bolívia e no Peru e começou a entrar no Brasil em 2005 pelo interior do Acre. Em pouco tempo, chegou a Rio Branco, onde atualmente há um número elevado de usuários, e se espalhou para outras capitais da região Norte, como Manaus (Amazonas), Belém (Pará), Macapá (Amapá) e Porto Velho (Rondônia).
Nos últimos meses, houve apreensões e registros de usuários em Goiás, Distrito Federal, Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Piauí --onde foram confirmadas 18 mortes só neste ano por conta do uso do óxi. Há rumores da circulação da droga no Mato Grosso, Maranhão e Paraná, embora não haja registros oficiais.
A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), subordinada ao Ministério da Justiça, informou que pesquisadores do órgão registraram a circulação da droga em Santos (SP), mas não forneceu mais detalhes. Na capital, não há registros de usuários de óxi no SUS (Sistema Único de Saúde), segundo a Secretaria de Estado da Saúde. A Secretaria Municipal da Saúde da capital paulista, que faz um trabalho com usuário de drogas na Cracolândia, região central, também afirma não ter encontrado a droga.
Oficialmente, o Denarc (Departamento de Investigações sobre Narcóticos) da Polícia Civil ainda não fez apreensões da droga. Segundo o órgão, no entanto, o óxi já pode ter sido apreendido, mas não foi diferenciado em razão de sua semelhança com o crack. A maior diferença na aparência entre as duas drogas é a cor mais amarelada do óxi, enquanto a pedra do crack é mais clara.

Composição da droga

- Pasta base da folha de coca
- Cal virgem
- Combustível, como queresone, gasolina e até álcool de bateria
O delegado Reinaldo Corrêa, da Divisão de Prevenção e Educação (Dipe) do Denarc, cita um episódio ocorrido em março deste ano, em que foram apreendidos 200 kg de crack em um laboratório no Ipiranga, zona sul de São Paulo. Na ocasião, a polícia prendeu oito mulheres contratadas em Alagoas para empacotar a droga, além de seis homens que compravam a droga no atacado na Bolívia. Na época, o Denarc anunciou que a apreensão era de crack, mas segundo Corrêa, tudo indica que, na verdade, tratava-se de óxi.
“Os investigadores queimaram algumas pedras para analisar o material e a substância soltou uma espécie de óleo, que é um resíduo do querosene do óxi que o crack não solta. Só foi registrado como crack porque os investigadores não sabiam da existência do óxi. Agora, qualquer coisa que a gente apreender, vamos ficar de olho”, afirmou o delegado.
Ainda segundo Corrêa, pedras estão sendo vendidas na cracolândia por R$ 2 a R$ 5, valor inferior ao que normalmente o crack é comercializado (entre R$ 7 e R$ 10), o que pode ser um indício do comércio de óxi. Também há relatos não-oficiais de uso de óxi na região da avenida Jornalista Roberto Marinho, na zona sul da capital. “Se olharmos o percurso da droga, o próximo destino é São Paulo, que é o grande centro consumidor de crack. Nada impede que o óxi chegue aqui”, disse.

Efeitos e danos ao organismo

A pasta base é feita a partir da trituração da folha de coca, encontrada nos países andinos (Bolívia, Peru, Colômbia e Equador). Para obter a pasta base, utiliza-se ácido sulfúrico e outros componentes tóxicos. No óxi, a pasta base é misturada com combustível e cal virgem, componentes corrosivos e extremamente danosos ao organismo.
A droga inalada chega ao cérebro entre 7 e 9 segundos, apenas, e acelera o metabolismo do usuário, causando sensações de euforia, depressão, medo e paranoia. Diferente da cocaína, os efeitos duram pouco tempo, no máximo 10 minutos. Essas circunstâncias obrigam o drogado a inalar o óxi repetidamente para manter o “barato”, o que aumenta as agressões ao organismo.
De acordo com o psiquiatra Pablo Roig, diretor de uma clínica particular de recuperação de drogados, o que torna o óxi mais letal que o crack é, em primeiro lugar, os componentes adicionais --cal e combustível-- e, em segundo, a quantidade do princípio ativo da cocaína, que no óxi é de 60% do composto, um pouco superior ao encontrado no crack.
“São substâncias com alta toxicidade, que causam dificuldades na respiração, fibroses e endurecimento do pulmão. Afetam o sistema cardiorrespiratório e promovem uma vasoconstrição muito intensa. Muitos usuários têm perda de consciência, o que leva a uma parada cardíaca e ao coma”, afirma o médico.
A maioria dos usuários intercala as inaladas com doses de álcool para controlar a sensação de abstinência causada pela droga, o que ataca o fígado e o sistema digestivo, fazendo com que os usuários tenham diarreia e vômito. Muitos usuários de óxi apresentam aparência amarela por conta dos efeitos da droga no fígado.
“O álcool com a substância da cocaína forma o cocaetileno, que pode provocar esteatose hepática (gordura no fígado) e cirrose”, diz Roig. O cocaetileno também é uma substância tóxica para o miocárdio, o que pode também provocar morte súbita.
Ainda não há um estudo sobre a letalidade do óxi. Nos próximos dias, a Fundação Oswaldo Cruz, em parceria com o Ministério da Justiça, divulgará um amplo estudo sobre o crack que também deve abordar o óxi. No entanto, segundo o delegado do Deic, em média 30% dos usuários da droga não sobrevivem após um ano de uso.

Autor da pesquisa que apontou as 459 mortes em Sorocaba depõe na Câmara


Autor da pesquisa disse que os sete hospitais psiquiátricos da região de Sorocaba estão entre os nove com maiores taxas de mortalidade no estado

Da Redação / TV Tem +
Vereadores da comissão especial que apura como é o atendimento nos hospitais psiquiátricos de Sorocaba ouviram nesta sexta-feira (29) novos depoimentos. o médico de um dos hospitais e o autor da pesquisa que aponta o alto índice de mortalidade participaram do encontro. nesta semana, integrantes da secretaria de Direitos Humanos do governo federal e do Ministério da Saúde também estão fazendo uma vistoria nas unidades citadas na pesquisa.

O primeiro convocado a prestar depoimento foi Carlos Eduardo Zacharias, coordenador do
pronto-socorro do Hospital Regional. Ele também atua como médico no hospital Vera Cruz,
um dos citados na pesquisa que aponta alta taxa de mortalidade nos hospitais
psiquiátricos da região de Sorocaba. Sobre o levantamento, o médico diz que desconhece a
metodologia usada e também criticou o valor dos recursos repassados pelo Governo
Federal para o tratamento desses pacientes.

O segundo depoimento foi do professor Marcos Garcia, autor da pesquisa. Ele rebateu as críticas sobre a quantidade de recursos disponibilizados e ressaltou a realidade apontada pelo estudo. Segundo ele a taxa de mortalidade é alta nos hospitais psiquiátricos da região. O documento apontou que em quatro anos, foram registradas 459 mortes nos sete hospitais da região, a maioria por infarto.

Durante a audiência, o autor da pesquisa fez uma nova apresentação de dados. Disse que os sete hospitais psiquiátricos da região de Sorocaba estão entre os nove com maiores taxas de mortalidade no estado.

Esta foi a segunda audiência dos vereadores integrantes da comissão especial que faz o acompanhamento do atendimento nos hospitais psiquiátricos. Estão previstas oito audiências, que são realizadas uma vez por semana.

Puxão de orelha em aluno vira denúncia


jornal cruzeiro do sul


O comandante da Guarda Municipal (GM) de Piedade, Antônio Santti, puxou a orelha de um aluno de 12 anos da Escola Estadual Professora Theodora Camargo Ayres. Ele disse que fez o gesto por brincadeira e sem a intenção de agredir, mas o Conselho Tutelar da cidade do interior paulista denunciou o guarda municipal por agressão e abuso de autoridade. Santti corre o risco de ser processado civil e criminalmente e, ainda, de perder o cargo.
O puxão de orelha ocorreu no dia 19 de abril, mas só chegou ao conhecimento da Polícia Civil na última quarta-feira, depois que a presidente do Conselho, Sidnéia Ponsoni, foi à casa da família e tomou o depoimento do garoto. Ela convenceu a família a denunciar a agressão à polícia. Um guarda municipal, que acompanhava o comandante, e dois funcionários da escola confirmaram a versão do garoto.
De acordo com a Polícia Civil, o menino estava fazendo guerra de bolinhas de papel com os colegas de classe, quando foi surpreendido pelo professor. Levado à diretoria, foi suspenso por cinco dias, porém, ao invés de ir para a casa, ficou na frente da escola. O comandante da GM contou que passava com a viatura quando viu o garoto uniformizado e achou que estava "matando" aula. Na abordagem, ficou sabendo da suspensão e mandou-o para casa. O estudante resistiu.
Testemunhas disseram que Santti agarrou a orelha do menino e usou a expressão "vai para casa, vagabundo". O comandante da GM nega a agressão verbal e disse que não usou de força contra o menino. "Não fiz para machucar ou ser violento, foi uma brincadeira", disse. O delegado José Chaves de Mello abriu inquérito por abuso de autoridade. A prefeitura abriu uma sindicância e deve instaurar processo administrativo contra o comandante da GM.

Excesso de partidos dificulta a governabilidade, afirma Alckmin


DO RIO
Um dia após endossar a fusão do PSDB com o DEM e o PPS, e ver a sigla tucana sofrer desidratação com a criação do PSD, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu a diminuição do número de partidos.
Ele afirmou que o excesso de legendas "dificulta a governabilidade". Questionado se a crítica era direcionada à criação da nova sigla do ex-aliado Gilberto Kassab, o governador disse se tratar de uma afirmação "genérica".
Alckmin diz que considera positiva fusão entre PSDB, DEM e PPS
"Quando se tem mais de 30 partidos, não se tem mais de 30 ideologias. [...] Não tem democracia com 40 partidos, com essa fragmentação partidária", disse ele, durante a edição latino-americana do Fórum Econômico Mundial.
Ele disse não ser contrário à criação de partidos. Mas afirmou que o fim da coligação proporcional --feita para eleição de deputados e vereadores-- eliminaria siglas com poucos votos.
"Quem quiser pode fazer partido, mas tem que proibir coligação proporcional. Tem que ter votos suficientes para eleger seus representantes. Só proibindo a coligação daríamos uma enorme contribuição para melhorar a política brasileira", afirmou.
Segundo ele, o excesso de siglas dificulta a governabilidade, porque "começa a ter partidos que você não consegue identificar seu caráter programático, ideológico". Ele citou o que considera o excesso de partidos na Assembleia de São Paulo.
"Fui deputado quando [Franco] Montoro foi governador. Eram 84 cadeiras na Assembleia, e o PMDB, o nosso partido da época, elegeu 42 deputados. Montoro teve 36% dos votos. Na última eleição eu tive mais de 50% dos votos. Meu partido elegeu, de 94 cadeiras, 22 [deputados]. Tem 16 partidos na Assembleia. Partidos de um deputado, dois..." (CIRILO JUNIOR, ITALO NOGUEIRA E RODRIGO RÖTZSCH)

Brasil tem 60 mil casais gays que vivem juntos, diz Censo



PEDRO SOARES
DO RIO
De acordo com os dados do Censo 2010, divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil tem 60.002 casais gays que vivem juntos. Esse foi o número de cônjuges que se declararam do mesmo sexo do responsável pelo domicílio.


O número representa apenas 0,2% do total de cônjuges --37,547 milhões em todo o país. É a primeira vez que o dado foi pesquisado.
CAMPANHA
Durante a coleta de dados do Censo, a ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) realizou uma campanha para que os homossexuais declarassem sua condição aos recenseadores.
A campanha ganhou a internet e diversas paradas gays pelo país, com o slogan "IBGE: se você for LGBT, diga que é!". O objetivo foi garantir que a população homossexual fosse mensurada pela primeira vez em todo o país.
CENSO
Foram contratados em 2010 mais de 190 mil recenseadores para visitar os mais de 5.5000 municípios brasileiros. Ao todo, foram visitados 67,5 milhões de domicílios no período de 1º de agosto a 31 de outubro. Outras 899 mil residências foram consideradas fechadas.
De acordo com o IBGE, neste ano, foi feito pela primeira vez uma estimação dos moradores de domicílios fechados. Em 2000, do total de 54,3 milhões de domicílios, 45 milhões eram ocupados e 528 mil fechados.

Seguranças do Metrô de SP agridem repórter do 'Estado' em estação


Jornalista do grupo registrava confusão em celular quando levou 'gravata' de funcionário


Estadão.com.br
SÃO PAULO - O repórter Gabriel Toueg, de 32 anos, do Estadão.com.br, foi agredido na tarde desta sexta-feira, 29, por seguranças do Metrô ao fotografar uma discussão entre os agentes e seis meninas na Estação Sumaré, da Linha 2-Verde. Os funcionários foram afastados.
Gabriel Toueg/Estadão.com.br
Gabriel Toueg/Estadão.com.br
Confusão não causou transtorno aos passageiros
Segundo agentes da companhia, as seis garotas, todas menores de idade, seriam pedintes. Uma delas, de 11 anos, quebrou uma lâmpada da plataforma de embarque quando era retirada do local por seguranças. Ela alega ter sido agredida antes.
O repórter registrava a discussão com um celular quando um dos seguranças disse que não poderia fotografar, avançou em direção a ele e pegou o telefone. No mesmo momento, outro agente deu uma "gravata" em Toueg. "Leva ele também", disse o primeiro funcionário, referindo-se à Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), na Barra Funda, para onde as meninas foram encaminhadas. Toueg afirma que nesta hora identificou-se como repórter.
A caminho da viatura, a dificuldade de controlar as garotas fez com que os agentes desistissem de levar Toueg. Ao ser liberado, ele recebeu o celular e foi orientado a apagar as fotos. Mais tarde, o repórter registrou um boletim de ocorrência e seria submetido na noite de sexta a um exame de corpo de delito.
Em nota, a companhia informou que os funcionários envolvidos foram "afastados de suas funções até a conclusão da apuração dos fatos."
Menores. As meninas foram levadas à Delpom acompanhadas de pelo menos oito agentes do Metrô. Até o início da noite, a polícia tentava localizar seus familiares e confirmar as identidades. Se os parentes não forem encontrados, o Conselho Tutelar será acionado.
De acordo com a delegada Ana Lucia Marques, se as crianças forem menores de 12 anos, poderão ser encaminhadas ao Centro de Referência da Criança e do Adolescente. Com mais de 12 anos, podem ir para a Fundação Casa.

Repressão ao 'dia da fúria' na Síria deixa 62 manifestantes mortos


Nove policiais morrem nos protestos contra o ditador Bashar Assad, que foram realizados em várias cidades sírias, entre elas Damasco, e pela primeira vez tiveram a participação de membros da Irmandade Muçulmana, grupo banido há mais de 40 anos


Lourival Sant?Anna - O Estado de S.Paulo
Pela primeira vez com a participação ostensiva da Irmandade Muçulmana, banida há quatro décadas, milhares de pessoas foram ontem às ruas de dezenas de cidades da Síria para exigir a renúncia do ditador Bashar Assad, nas maiores manifestações desde que elas começaram, em 15 de março.
AP
AP
Multidão. Imagem feita por celular mostra sírios protestando na cidade de Banias após orações
As forças de segurança mais uma vez abriram fogo contra as multidões. Segundo relatos de testemunhas colhidos pelas agências de notícias, pelo menos 42 manifestantes foram mortos no chamado "dia de fúria". No entanto, grupos de defesa dos direitos humanos disseram que 62 manifestantes foram mortos, além de 9 policiais.
Foi também uma das poucas vezes em que os manifestantes saíram às ruas de Damasco. Apesar do forte esquema de segurança, testemunhas disseram que o protesto reuniu pelo menos 10 mil pessoas na capital.
Pichações. O governo sírio afirmou que quatro soldados foram mortos e dois capturados em um "ataque terrorista" contra um posto militar em Deraa, epicentro dos protestos, desencadeados pela prisão de três jovens em 15 de março nessa cidade do sul, por terem feito pichações contra o governo.
A Irmandade Muçulmana é um movimento fundamentalista sunita fundado em 1928 no Egito e presente em vários países árabes. Foi reprimida pelo Partido Baath desde sua ascensão ao poder na Síria, em 1963, e definitivamente banida pelo ex-ditador Hafez Assad, pai de Bashar, que assumiu em 1970. Os Assads pertencem à minoria alauita, seita xiita que representa apenas 11% da população síria, enquanto os sunitas são a imensa maioria - 74%. O líder da Irmandade na Síria, Ali Sadr Eddine Bayanuni, vive refugiado em Londres. Assim como no Egito e na Líbia, inicialmente o grupo manteve atitude discreta.
Aparentemente pelo receio de dar munição aos respectivos governos na acusação de que se tratava de conspiração islâmica, o que afugentaria o apoio do Ocidente e dos setores secularistas da classe média, importante motor das revoltas no mundo árabe.
Num indicador de que o fator religioso não basta para explicar o anseio por mudanças, tem havido protestos também em Latakia, reduto alauita na costa oeste, onde testemunhas disseram que as forças de segurança abriram fogo contra os manifestantes. Segundo grupos de defesa dos direitos humanos, mais de 500 pessoas já morreram nas seis semanas de confrontos.


Lula prevê vitória do PT em São Paulo e no Planalto diante de crise da oposição


Em conversas com Dilma e petistas, ex-presidente afirma que desgaste de PSDB e DEM com a criação do PSD de Kassab é janela de oportunidades para 2012; em resolução, diretório do partido diz que os 'tucanos debatem-se à procura de um rumo'


João Domingos - O Estado de S.Paulo
Sem mandato, mas no papel de condottiere, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornou a Brasília com um "grito de guerra" para o PT. Em conversas com a presidente Dilma Rousseff e líderes da legenda, Lula avaliou que a crise na oposição, com DEM e PSDB sob ataque especulativo do PSD, abriu uma janela de oportunidade para o PT e os aliados conquistarem a Prefeitura de São Paulo em 2012 com relativa "tranquilidade".
Evelson de Freitas/AE–23/10/2010
Evelson de Freitas/AE–23/10/2010
Ontem, hoje e amanhã. Palanque do PT no ano passado: Marta e Mercadante estão entre pré-candidatos para 2012, mas Lula defende escolha de nome com trânsito entre partidos aliados
Para dar certo, ressaltou Lula nas conversas dos últimos dias, será necessário escolher um candidato que tenha trânsito entre os principais partidos da base aliada. A condição poderia afastar do radar alguns pretendentes com arestas locais e alto índice de rejeição nas pesquisas, como a senadora Marta Suplicy.
Lula reforçou mais uma vez que está disposto a entrar fortemente na campanha à Prefeitura - principalmente se o PSDB lançar o ex-governador José Serra.
Por enquanto, o PT trabalha com quatro nomes para a sucessão do prefeito Gilberto Kassab (PSD): Marta Suplicy, que agora se fortalece com a eleição de Rui Falcão para a presidência do PT, e os ministros Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), Fernando Haddad (Educação) e José Eduardo Cardozo (Justiça).
Desses, o que tem menor chance de se candidatar no momento é Mercadante. Ele disputou o governo de São Paulo no ano passado por uma ampla coligação, costura bem-sucedida, mas perdeu a eleição para Geraldo Alckmin. E Dilma Rousseff confidenciou no Planalto que não gostaria de ver um ministério ser tratado como estepe no caso de, derrotado, Mercadante querer retornar ao governo.
Em fase de articulador, Lula jantou com a presidente Dilma Rousseff na quinta-feira, no Palácio da Alvorada. Participaram do encontro o ex-ministro Luiz Dulci e os atuais ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), Antonio Palocci (Casa Civil) e Guido Mantega (Fazenda).
Na reunião, o ex-presidente disse que o partido, além de vencer na capital paulista em 2012, conquistará a próxima eleição presidencial, principalmente porque, segundo ele, os planos de Dilma Rousseff para erradicar a miséria logo começarão a ser postos em prática.
Enquanto Lula estava no Alvorada com a presidente, um jantar na casa de Marta Suplicy reuniu Rui Falcão, o ex-ministro José Dirceu e o ex-tesoureiro Delúbio Soares, entre outros petistas de carteirinha. No cardápio, também as eleições municipais.
Nas análises que faz sobre a oposição, Lula tem dito que o senador Aécio Neves (MG), um dos nomes fortes do PSDB, envolveu-se num caso bobo - dirigir com a carteira de habilitação vencida e recusar-se a fazer o teste do bafômetro - que pode ter um custo político no futuro. Para o ex-presidente, o assunto será explorado tanto por aliados quanto por adversários.
No dia 19, Lula teve reunião com 32 prefeitos do PT, num hotel, em Osasco. Pediu a cada um deles que encontrem "um José Alencar" para ser o vice. Alencar, que morreu no fim de março, foi, segundo Lula, sua garantia para vencer a eleição em 2002.
Sem rumo. Uma proposta de resolução política que será votada hoje pelo Diretório Nacional do PT faz referência indireta ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, chamado de "patrono intelectual" da oposição. O PT critica o racha no DEM e no PSDB e afirma que os tucanos debatem-se à procura de um "rumo" para a oposição.
"Carecendo de projeto nacional soberano, órfãos até de um programa oposicionista vêm se pulverizando. Resumo da história: em artigo que acendeu polêmica em suas próprias bases, até seu patrono intelectual desistiu de dialogar com o povo", diz um trecho da resolução, numa alusão a Fernando Henrique.
Com 27 tópicos, o texto ainda é preliminar e pode receber emendas. Um dos artigos diz que os adversários do PT e do governo Dilma fragmentam-se, porque sofrem "sequelas" da última campanha e estão envolvidos em contradições internas.
Cita o "esvaziamento do DEM" e destaca que o partido acena com possível fusão com o PSDB, pois está "desidratado" pelo lançamento do PSD do prefeito Gilberto Kassab. "Envoltos numa guerra de cúpula pelo comando do partido e às voltas com a debandada de seis vereadores paulistanos, os tucanos debatem-se à procura de um rumo para a oposição", afirma a proposta petista.

Crescem registros de casos de estupro de adolescentes no Rio de Janeiro



Da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP) divulgou hoje (29), dados sobre violência contra a mulher em 2010. O destaque foram os dados referentes ao estupro. Das 4.589 vítimas desse tipo de crime, 3.751 referiam-se à “estupro de vulnerável”, quando acontece em meninas com até 14 anos de idade.
“Esse aumento das notificações de violência contra a mulher não pode ser visto como um aumento da violência. O que aumentou foi a notificação, a visibilidade. Ganhou porque as mulheres que estavam nos segmentos territoriais onde hoje estão as unidades de Polícia Pacificadora não são vitimizadas pela segunda vez”, disse a chefe de Polícia Civil, delegada Marta Rocha.

Usuários de planos de saúde poderão mudar de operadora sem novos prazos de carência



Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Mais 12 milhões de usuários de planos de saúde passarão a ter direito de mudar de plano sem precisar cumprir novos prazos de carência. A norma da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) foi publicada hoje (29) no Diário Oficial da União e começará a valer a partir do dia 27 de julho. As operadoras de planos de saúde têm 90 dias para se adequarem à nova resolução.
Desde abril de 2009, clientes de planos individuais contratados desde janeiro de 1999 já são beneficiados por essa norma. Agora a ANS ampliou esse benefício para usuários de planos individuais, familiares ou coletivo contratado por uma entidade de classe ou profissional após janeiro de 1999. No entanto, a norma não vigora para planos coletivos contratados por empresas para seus funcionários, os chamados planos empresariais.
Segundo a resolução da ANS, os usuários poderão fazer a portabilidade independente da abrangência do pacote de serviços ser municipal, estadual ou nacional. Outra mudança é a redução no prazo de permanência mínima no plano que caiu de dois para um ano, contando a partir da segunda portabilidade.
As operadoras do plano de origem deverão também informar aos clientes sobre as datas inicial e final para solicitar a migração levando o período de carência cumprido por meio do boleto de pagamento ou em comunicado enviado aos titulares.
Para fazer a portabilidade, o cliente precisa estar com o pagamento das mensalidades em dia e migrar para um pacote de serviços do mesmo padrão ou superior.
A ANS criou também uma portabilidade especial para cliente de planos extintos por causa da morte do titular e usuário de plano coletivo contratado por uma entidade representativa de uma profissão ou setor, como conselhos profissionais ou sindicatos. Esse tipo de portabilidade vale também para clientes de operadora que esteja sem condições de cumprir os contratos por dificuldade financeira e sob intervenção da ANS.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Em nota, presidente do PSDB nega crise em São Paulo



Deputado federal Sérgio Guerra atribui saída de vereadores às eleições municipais de 2008 e sai em defesa de Alckmin, apontado como responsável pelas disputas no partido

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    Gustavo Uribe, da Agência Estado
    O presidente nacional do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra (PE), enviou nesta sexta-feira, 29, nota à imprensa na qual nega que a sigla enfrente uma crise em São Paulo. O parlamentar ressaltou que os tucanos que deixaram nas últimas semanas o partido estavam no PSDB, mas não votaram com o partido nas eleições municipais de 2008, quando apoiaram a reeleição do atual prefeito Gilberto Kassab.
    O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, era o candidato do PSDB naquele pleito. "Neste momento, o PSDB promove convenções estaduais e municipais, como fazem todos os partidos", ressaltou. "Em praticamente todas, há acordos. Em alguns casos, há negociações e até disputas. Nada disso indica crise", acrescentou.
    O líder tucano atribuiu a saída do secretário municipal de Esportes e Lazer, Walter Feldman, da legenda a divergências da época do pleito. "Na cidade de São Paulo, alguns vereadores deixaram o partido. Estavam no PSDB, mas, nas eleições municipais, não votaram conosco", afirmou. "No caso Walter Feldman, as divergências também são dessa época e apenas se consumaram agora", emendou.
    O presidente do PSDB ressaltou que o governador de São Paulo tem uma gestão aprovada e que a sigla "confia que a sua liderança levará o partido à vitória nas próximas eleições". "Tampouco há qualquer quebra de ética em nosso partido. A ética discutível está na formação de partidos que reúnem adesismo, conveniências em torno de projetos pessoais e mudança de lado", alfinetou.
    http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,em-nota-presidente-do-psdb-nega-crise-em-sao-paulo,712693,0.htm

    Em dez anos, população feminina superou a masculina em 4 milhões


    Carolina Gonçalves
    Repórter da Agência Brasil
    Rio de Janeiro - O Brasil passou a ter quase 4 milhões de mulheres a mais do que homens em dez anos, segundo dados do Censo Demográfico 2010, divulgados hoje (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A relação entre os gêneros, segundo o estudo, é de 96 homens para cada 100 mulheres.
    “Isso já vem ao longo dos censos e é em função da mortalidade. Apesar de nascerem mais homens, como a mortalidade dos homens é superior à das mulheres ao longo da vida, no final, você tem um contingente maior de mulheres”, explicou Fernando Albuquerque, gerente de projetos da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE.
    De acordo com Albuquerque, nascem 105 homens a cada 100 mulheres, mas como eles estão mais vulneráveis a situações de violência, por exemplo, o número de mortes é maior.
    A capital carioca foi apontada no levantamento como a unidade da Federação com a menor proporção entre pessoas do sexo masculino e feminino, ao concentrar 91,2 homens para cada 100 mulheres.
    A Região Norte é a única do país onde o contingente masculino é superior ao feminino. Segundo Fernando Albuquerque, esse fenômeno ocorre “em função dos movimentos migratórios e também do tipo de atividade – extrativa e de mineração –, em que os homens são a grande maioria”.
    Outra constatação do levantamento que verificou a situação demográfica do país e as mudanças ocorridas entre 2000 e 2010 foi o envelhecimento da população brasileira que somou cerca de 190 milhões de habitantes (190.755.799) no ano passado. De acordo com o IBGE, o crescimento absoluto da população adulta e o aumento da participação da população idosa no país foram os fatores que mais contribuíram para o aumento da população brasileira.
    O Censo Demográfico mostra que os grupos etários de menos de 20 anos vêm diminuindo no contingente populacional. “Em cada censo, a base [do gráfico demonstrativo onde a base representa a população mais jovem] se estreita mais em função da queda da fecundidade e o topo se alarga mais, com indicativo de maior longevidade”, explicou Albuquerque.
    No cenário brasileiro, apenas no Norte e no Nordeste ainda mantêm uma base mais larga, ou seja, um contingente de jovens ainda maior do que em outras regiões. De acordo com o gerente de projetos do IBGE, a justificativa é que estados da região norte e nordeste iniciaram o processo de transição demográfica mais tarde do que no Sudeste, Sul e Centro-Oeste. “O declínio da fecundidade foi posterior ao das outras regiões isso faz com que o número de filhos ainda seja mais alto do que em outras regiões.”
    Segundo Fernando Alburquerque, a tendência é de uma convergência no país, “com redução da diferença entre fecundidade e mortalidade entre as grandes regiões brasileiras”.

    Estado investe mais na PM e economiza com Polícia Civil


    Verba dada à corporação militar superou 35% do previsto nos últimos seis anos

    Já a civil recebeu 13% a menos, algo em torno de R$ 65 milhões; recurso seria suficiente para melhorar inteligência


    ROGÉRIO PAGNAN
    DE SÃO PAULO

    O governo paulista concentrou seu investimento em segurança no últimos seis anos na Polícia Militar e economizou com a Polícia Civil.
    Dados do sistema orçamentário fornecidos pela liderança do PT na Assembleia a pedido da Folha mostram que de 2005 a 2010 o Estado investiu R$ 296 milhões além do previsto na corporação militar: incremento de 35%.
    Já a civil deixou de receber cerca de R$ 65 milhões em investimentos: 13% a menos.
    O policial civil é responsável por elucidar crimes. A verba não gasta seria suficiente para implantar um sistema de identificação por digitais que existe em países desenvolvidos há 30 anos.
    A PM patrulha as ruas. Em 2010, ganhou cinco helicópteros e, na semana passada, 50 caminhonetes Hilux SW4 2.7. O comandante da corporação, coronel Álvaro Camilo, tem um veículo de luxo Captiva, de R$ 92,9 mil.
    O secretário de Segurança, Antonio Ferreira Pinto, no cargo desde 2009, é um ex-oficial da PM. Em sua gestão, os militares ganharam poder. Agora, PMs podem, por exemplo, registrar boletins de ocorrência e enviá-los a delegados -a atribuição era exclusiva da Polícia Civil.
    Na gestão de Ferreira Pinto, cerca de 800 delegados, num total de 3.300, foram ou estão sendo investigados.
    Especialistas dizem que aumentar o índice de esclarecimentos de crimes ajuda na sua redução. Hoje, São Paulo se diz incapaz de tornar públicas tais informações. Mas dados extraoficiais mostram que só 40% dos homicídios, por exemplo, são resolvidos.
    O presidente do sindicato dos investigadores, João Batista Rebouças da Silva Neto, admite que o índice é vergonhoso. "Muita gente não vai nem à delegacia porque sabe que não vai resolver. A gente sente muito isso", diz.
    Além de equipamentos mais modernos, o governo deixou de investir na estrutura física da Polícia Civil. Parte dos prédios onde estão as delegacias tem estado precário.
    Segundo o próprio governo, quase metade dos 1.460 edifícios ocupados pela Polícia Civil é alugada. Departamentos funcionam em casas adaptadas e galpões.
    A presidente da associação dos delegados, Marilda Aparecida Pansonato Pinheiro, afirma que a situação da Polícia Civil é ainda pior no interior do Estado.

    Colaborou EVANDRO SPINELLI
    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2904201107.htm
     
    Por ano, SP joga fora uma Belo Monte em cogeração
    Avanço de protocolo ambiental reduziu queimadas, mas sobra da palha já chega a 32 milhões de toneladas


    AGNALDO BRITO
    DE SÃO PAULO

    A indústria canavieira desperdiçou na última safra 32 milhões de toneladas de palhas, insumo -a exemplo do bagaço- viável para o uso na cogeração de energia elétrica. Em São Paulo, principal polo da indústria sucroalcooleira brasileira, apenas 30% do bagaço virou energia elétrica na última safra.
    O potencial de geração de energia com essas sobras, segundo o governo de São Paulo, seria suficiente para criar um parque de geração com capacidade de 3.800 MW, quase a energia assegurada de Belo Monte, no rio Xingu (PA), ou quase o mesmo que as duas usinas em construção no Rio Madeira (RO), Jirau e Santo Antônio.
    O protocolo agroambiental, mecanismo a partir do qual avança o corte da cana crua (sem queima), está despejando por ano cerca de 12 toneladas de palha por hectare. Essa sobra ajuda a proteger o solo, mas em excesso pode virar lixo.
    "Metade da palha jogada no solo se decompõe e é absorvida. Em apenas um ano, a deposição desse material não cria nenhum problema. Mas se isso se repetir por um longo tempo vamos ter problemas", diz Ricardo Viegas, coordenador do Projeto Ambiental Etanol Verde.
    Segundo Bruno Covas, secretário de Meio Ambiente de São Paulo, o volume de palha despejada em parte dos 5 milhões de hectares ocupados por canaviais no Estado alcançará o impressionante volume de 70 milhões de toneladas em 2014.
    Junto com o bagaço, essa palha pode gerar o equivalente a duas usinas Belo Monte. Nesses volumes, diz Covas, a palha deixa de ser insumo para solo e vira lixo. Em secas severas, essa palha pode virar combustível para queimadas.
    A Secretaria de Meio Ambiente informou que o governo de São Paulo está discutindo fórmulas de incentivo econômico para destravar investimentos para cogeração e uso desse combustível hoje jogado fora.
    "Hoje, o problema é econômico. Não há estímulo para investir no recolhimento da palha, e é isso que está sendo discutido", diz Covas.

    PROTOCOLONa safra passada, o corte mecanizado da cana alcançou 55,6% dos canaviais, ou 2,6 milhões de hectares. Mas, pela primeira vez desde o lançamento do protocolo, houve aumento da área de cana queimada.
    Na safra 2009/2010, o setor canavieiro queimou 1,91 milhão de hectares. Na safra 2010/2011, a queima atingiu 2,10 milhões de hectares. Até 2009, o número só caía.
    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me2904201117.htm

    Modelo policial do país impõe desafios à segurança pública
    PAULA MIRAGLIA

    ESPECIAL PARA A FOLHA

    O orçamento é uma ferramenta básica de gestão pública. Um indicativo das prioridades, bem como da capacidade executiva do Estado.
    No Brasil, por muito tempo, a segurança pública teve boa parte de seu orçamento aplicada em armas e viaturas, o que revelava a falta de um projeto complexo de prevenção e combate ao crime.
    Nesse sentido, vale a pena refletir sobre os gastos com segurança em São Paulo.
    Como entender a diferença de tratamento dado às corporações? A Polícia Civil precisa menos de dinheiro? As delegacias são adequadas? Os policiais, bem treinados? Os salários são compatíveis com a responsabilidade da carreira?
    Uma boa resposta está na avaliação da qualidade do serviço prestado no Estado.
    Estima-se que 60% dos homicídios cometidos em São Paulo não são solucionados.
    Esse é um dos princípios fundamentais de qualquer política de segurança pública que se pretenda eficiente.
    Como explicar, portanto, que justamente a polícia responsável pela investigação não tenha recebido todos os investimentos necessários?
    Tal diferença levanta ainda uma questão de fundo: qual é o projeto de política de segurança pública que a secretaria do Estado pretende empreender? E, nesse projeto, como se articulam e equacionam policiamento ostensivo, inteligência policial e políticas de prevenção?
    O modelo brasileiro, com duas polícias com atribuições distintas, impõe desafios já conhecidos para a segurança no país. Cabe à boa gestão da política e dos recursos a tarefa de superá-los.

    PAULA MIRAGLIA é diretora-geral do International Centre for the Prevention of Crime - ICPChttp://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2904201108.htm
    29/04/2011

    Desde 2009, 51 mil esperam consulta, diz relatório

    Fabiana Cambricoli e Aline Mazzo
    do Agora
    Mais de 51 mil pacientes que dependem do SUS (Sistema Único de Saúde) na capital esperam há cerca de dois anos por uma consulta ou exame na rede municipal. Os dados são da Secretaria Municipal da Saúde e foram apresentados anteontem durante uma reunião da Comissão de Saúde da Câmara Municipal.
    A secretaria diz, no entanto, que os dados não refletem a realidade porque o cálculo do tempo de espera está sendo revisto e há problemas, como duplicidade de registros.
    Os dados revelam ainda que mais de meio milhão de pessoas --568.086 pacientes-- aguardam atendimento atualmente, o que engloba os usuários que se inscreveram na lista de espera de 2005 até março deste ano.
    29/04/2011

    Dilma quer 8 milhões de vagas em curso técnico

    Thiago Santos e Folha.com
    do Agora
    A presidente Dilma Rousseff encaminhou ontem ao Congresso Nacional o projeto de lei que cria o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego). A iniciativa deve oferecer 8 milhões de vagas em cursos técnicos até 2014 --3,5 milhões por meio de bolsas de estudo para alunos do ensino médio.
    Além disso, serão utilizados recursos do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). Os empresários poderão obter empréstimos com juros de 3,4% ao ano para capacitar seus trabalhadores. As bolsas e o financiamento poderão ser utilizados no sistema S (Sesi e Senai) e em outras escolas privadas autorizadas.
    O programa será integrado a outros benefícios sociais. Trabalhadores reincidentes no seguro-desemprego, por exemplo, serão encaminhados para cursos profissionalizantes. Já quem usa o Bolsa Família poderá ser selecionado para fazer cursos de formação em suas cidades.
    29/04/2011 | 896 GRAMAS AO DIA

    Sorocaba está entre cidades que menos produzem lixo

    Na região Sudeste, só moradores de São José dos Campos produziram menos lixo que sorocabanos
    Notícia publicada na edição de 29/04/2011 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 8 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
    Os sorocabanos ficaram na quarta colocação entre os que menos descartam lixo para a coleta pública quando comparados com moradores de 36 capitais ou cidades brasileiras com 500 mil habitantes ou mais. Na Região Sudeste perderam apenas para os de São José dos Campos. É o que mostra o "Panorama dos Resíduos Sólidos" divulgado ontem pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) com números relativos a todo o ano de 2010.

    A produção média de lixo por pessoa no ano passado foi de 896 gramas em Sorocaba e de 883 gramas em São José dos Campos. As cidades com mais de 500 mil habitantes que menos coletaram lixo no Brasil em 2010 estão na Região Norte: Rio Branco, capital do Acre, com 820 gramas ao dia por morador e Palmas, capital do Tocantins, com 883 gramas dia por pessoa. A média do Estado de São Paulo ficou em 1,382 quilo por pessoa ao dia em 2010.

    O estudo feito pela Abrelpe com base nas informações divulgadas pelas prefeituras e no censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa (IBGE) mostra que em 2010 a coleta pública de lixo em toda a cidade de Sorocaba recolheu uma média diária de 520 toneladas, 8,7 toneladas a menos do que as 528,7 toneladas dia coletadas no ano anterior. Em 2010 cada sorocabano, em média, reduziu em 14 gramas a quantidade diária de lixo gerado, se comparado com o ano anterior. Foram 896 gramas em 2010 ante 910 gramas em 2009: uma diferença de 1,5%.

    Campanha para reduzir lixo
    Apesar de Sorocaba ter ficado entre as maiores cidades brasileiras que menos geram lixo, a secretária municipal do Meio Ambiente, Jussara de Lima Carvalho, diz que a produção de 896 gramas diárias por habitante em média ainda é alta e anuncia que a Prefeitura promoverá uma campanha de conscientização para a população descartar menos rejeitos. "Vamos mostrar a quantidade de lixo que geramos em Sorocaba, o quanto custa tratar, o que individualmente podemos fazer para melhorar esses números e consequentemente destinar o que gastamos com lixo para coisas mais nobres", declarou. Ela diz que a campanha está em estudos, e que gostaria que ela começasse no início do segundo semestre, mas como ainda dependerá de licitação, prevê que possa entrar em veiculação até o final deste ano.

    Na opinião da secretária Jussara o sorocabano ainda desperdiça muito, principalmente alimentos. Afirma que sempre trabalhou com o patamar de meio quilo e por isso considera os 896 gramas muito alto. "É compatível com a cidade de Sorocaba, mas do ponto de vista ambiental ele é muito grande", declarou ao explicar que, quanto mais desenvolvida e rica uma cidade, a geração de lixo tende a ser maior. Em 2007 a quantidade de lixo gerada ao dia por sorocabano era de 640 gramas, segundo o mesmo "Panorama" da Abrelpe divulgado no ano de 2008. Sobre a redução de 1,5% na geração diária do lixo a secretária Jussara considerou que a diferença é pequena. Sobre o possível motivo da diminuição, disse que não estava confortável naquele momento porque precisaria analisar a situação.

    Estudioso valoriza diminuição
    O coordenador do curso de Engenharia Ambiental da Universidade de Sorocaba (Uniso), José Lázaro Ferraz, observa que a redução de 14 gramas ao dia por sorocabano durante um ano correspondeu a quase 3,2 mil toneladas a menos de dejetos enviados para o aterro. Apenas no mês janeiro de 2011, conforme publicado pelo Cruzeiro do Sul na edição de 20 de fevereiro, a Prefeitura gastou R$ 2,7 milhões para fazer a coleta de porta em porta, exportar e dar destino final no aterro particular em Iperó, a 16,7 mil toneladas de lixo. Considerando os custos atuais, a economia correspondente a quase 3,2 mil toneladas que deixaram de ir para o aterro em 2010 corresponde a R$ 517 mil se levado em consideração o valor por tonelada (R$ 161,68) que foi paga pela Prefeitura em janeiro de 2011 para dar destino ao lixo.

    Na opinião do professor Lázaro Ferraz, o trabalho que as cooperativas de coleta de recicláveis estão fazendo em conjunto com a Prefeitura é o grande começo para um progresso mais efetivo. "Isso é muito importante porque tem um potencial bastante alto para reduzir o lixo. Há países que proibiram o aterro, tudo tem que ser tratado", declarou. Para ele, a próxima providência será pensar no lixo orgânico e foi isso que incentivou a realização do 1º Seminário Regional de Resíduos Sólidos Urbanos, promovido pelas prefeitura da região nos últimos dois dias, na Uniso.

    Especialistas apostam na reciclagem 
    O coordenador do curso de gestão ambiental da Universidade de Sorocaba (Uniso), Vidal Mota Júnior, acredita que a queda na coleta pública está relacionada ao aumento da coleta seletiva pelas quatro cooperativas que funcionam em Sorocaba: Catares (Cooperativa de Trabalho dos Catadores de Material Reaproveitável de Sorocaba), Coreso (Cooperativa de Reciclagem de Sorocaba), Ecoeso (Espaço Cooperado de Empoderamento Social) e Cooperativa Reviver. Na opinão do professor Vidal Mota, apesar de numericamente pequena, a redução de 1,5% é significativa e representa um número muito maior porque a cidade está crescendo, o comércio está aquecido e certamente a geração de dejetos aumentou, mas deixa de ser entregue à coleta pública porque está sendo destinado para a reciclagem.

    Para a Secretaria de Parcerias (Separ) da Prefeitura, a coleta seletiva tem grande importância na redução do despejo do lixo do município no aterro sanitário, já que fez investimentos em locação de caminhões, expansão da parceria com a Coreso, remanejamento de outros espaços para triagem, e outras ações em parceria com as cooperativas. Mas os números do material comercializado pelas cooperativas fica inferior à redução da coleta pública. A média de lixo recolhido para ser levado ao aterro de 2009 para 2010 diminuiu em 8,7 toneladas ao dia, enquanto a média da coleta dos recicláveis feita pelas cooperativa, no mesmo período, aumentou em 2,6 toneladas.

    Coleta por terceiros não é mensurada
    A Prefeitura contabiliza o material reciclável comercializado pelas cooperativas de coleta. "Temos uma grande quantidade de catadores fora das cooperativas atuando na coleta seletiva em Sorocaba", observa Rita de Cássia Gonçalves Viana, presidente do Centro de Estudos e Apoio ao Desenvolvimento, Emprego e Cidadania (Ceadec), que implantou a primeira cooperativa de coletores de recicláveis em Sorocaba.

    Para a presidente do Ceadec, a redução do lixo levado para ao aterro em 8,7 toneladas dia, com certeza deve-se à quantidade de recicláveis que deixam de ser enviados para o aterro para serem reciclados. Apesar da coleta para reciclagem estar em crescimento em 2009, com base nos números oficiais da Separ, ela correspondeu a apenas 0,66% (1,26 tonelada no ano) e em 2010, a 1,17% (2,22 toneladas no ano).

    No primeiro quadrimestre de 2011, conforme notícia publicada pelo Cruzeiro do Sul, o material coletado pelas cooperativas entre de novembro de 2010 a janeiro de 2001 correspondeu a 2,74% de tudo o que foi levado para o aterro. Segundo o professor José Lázaro Ferraz, em cidades como Sorocaba, estima-se que seja possível reaproveitar até 25% de todo descarte como material para reciclagem. (Por Leandro Nogueira - leandro.nogueira@jcruzeiro.com.br)