terça-feira, 31 de maio de 2011

Greenpeace protesta contra Código Florestal



Por Daiene Cardoso
Manifestantes do grupo ambientalista Greenpeace promoveram nesta manhã um protesto contra a aprovação da reforma do Código Florestal pela Câmara dos Deputados. Cerca de dez ambientalistas se reuniram na porta de um hotel na região central de São Paulo, onde ocorre o 21º Fórum da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). “Os mandantes deste crime estão reunidos aqui hoje”, afirmou o diretor-executivo do Greenpeace, Marcelo Furtado.
Os manifestantes levaram duas faixas com os dizeres “Fórum dos donos da motosserra” e “Código Florestal: o que é ruim para o Brasil”, esta segunda frase em referência ao título do fórum organizado pela associação – “Código Florestal: O que é bom para o Brasil?”.
Um dos ambientalistas vestia terno e gravata e manejava uma motosserra. Após meia hora de manifestação, um representante do agronegócio recebeu dos manifestantes uma das faixas. A polícia foi chamada, mas só chegou quando o protesto já havia terminado.
De acordo com Furtado, o protesto não significa que a entidade seja contra a produção agrícola no País. “Os ambientalistas não são contra a produção de alimentos e o agronegócio brasileiro”, afirmou. “Mas essa discussão, às custas de comprometer as florestas, é um atraso”. O ambientalista criticou os que tentam impor ao País “a agricultura a qualquer preço”.
Cerca de 160 representantes do agronegócio estão reunidos nesta manhã para discutir o projeto do Código Florestal recém-aprovado. O relator do projeto, deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), era esperado para o encontro, mas não apareceu.
Para o Greenpeace, a aprovação do projeto do novo Código Florestal compromete as metas do País de preservação do meio ambiente. “Com este projeto, o Brasil não tem condição de cumprir seu compromisso internacional”, avaliou Furtado. De acordo com ele, existe uma preocupação dos ambientalistas com a continuidade da discussão do projeto, agora no Senado. “Estamos muito preocupados com o que vai acontecer no Senado”, disse.

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