sábado, 29 de junho de 2013

TSE aceita recurso e Fábio Bello deverá ser empossado prefeito

Folha do Povo/Ibiúna



Fábio Bello deverá ser empossado prefeito nos próximos dias
Fábio Bello (PMDB) deverá ser empossado prefeito de Ibiúna. Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acatou na noite de ontem (27) o recurso contra a impugnação da sua candidatura.
Como publicou com exclusividade o Jornal do Povo, a Ministra Laurita Vaz reconsiderou no dia 30 de abril a decisão Monocrática proferida no ano passado, que negou seguimento ao recurso do ex-prefeito, que teve seu registro de candidatura a prefeito de Ibiúna negado pela Justiça Eleitoral. Com isso, o caso teve que ser submetido a votação colegiada (de todos os ministros).
Logo que o resultado do julgamento no TSE foi divulgado, centenas de munícipes saíram às ruas para comemorar a vitória de Fábio Bello. No centro, teve carreata e muitos fogos de artifício. Em entrevista exclusiva ao Jornal do Povo, muito emocionado, Fábio Bello agradeceu muito a Deus e ao povo de Ibiúna pela vitória. “Vamos assumir a prefeitura com muito amor e dedicação ao povo ibiunense. Obrigado a todos que confiaram na gente”, declarou o novo prefeito. Ele deverá ser empossado nos próximos dias pela Câmara Municipal, assim que a decisão for publicada pelo TSE.
Com aproximadamente 20 mil votos, Fábio havia sido o mais votado nas urnas durante as eleições 2012, mas teve seu registro de candidatura indeferido pela justiça local e pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP), com base na Lei da Ficha Limpa. Isso garantiu a diplomação do atual prefeito Professor Eduardo (PT), que foi o segundo mais votado com 16.224 votos e que fica no cargo até a posse de Bello.
No julgamento de ontem (27) no TSE, a corte acompanhou o voto da relatora Laurita Vaz, que entendeu que a Medida Cautelar que Fábio conseguiu no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em outubro do ano passado, suspende os efeitos da improbidade administrativa que o tornava inelegível, determinando assim que o mesmo assuma a prefeitura de Ibiúna.

Projeto prevê isenção de imposto na compra de imóvel

Rafael Italiani

do Agora
A Prefeitura de São Paulo quer livrar de impostos os compradores de imóveis residenciais na capital.
O prefeito Fernando Haddad (PT) encaminhou à Câmara dos Vereadores, na última terça-feira, projeto de lei que isenta o pagamento do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) na compra de imóveis com até R$ 120 mil de valor venal.
O texto, enviado em caráter de urgência, deve ser votado no início de agosto, na volta do recesso da Casa.

Justiça de SP barra liminar e servidor terá, sim, de declarar bens


folha de são paulo

A Justiça negou anteontem um pedido para desobrigar os funcionários da Prefeitura de São Paulo a declararem internamente seu patrimônio.
O prazo para que 137 mil servidores forneçam a lista de bens ao sistema de intranet da prefeitura termina amanhã, conforme decreto de maio.
Na segunda-feira passada, a Federação das Associações Sindicais e Profissionais de funcionários da prefeitura tentou barrar os efeitos da medida ao entrar com pedido de liminar na Justiça paulista pedindo anulação do decreto e a não punição de quem deixar de cumpri-lo.
A principal alegação do órgão é o risco de quebra do sigilo fiscal.
O juiz Domingos de Siqueira Frascino não aceitou a ação da entidade sob o argumento de que a Lei de Improbidade, que também trata da lista de bens, já prevê o resguardo das informações.
Quem deixar de declarar os bens pode sofrer sanções como perda de salário e até demissão do serviço público.
BANCO DE DADOS
A decisão de obrigar os funcionários a repassar a relação de bens foi tomada pela Controladoria-Geral do Município (CGM), criada pelo prefeito Fernando Haddad (PT).
A ideia da prefeitura é reunir tudo num banco de dados, para cruzar as informações com os salários.
Há suspeitas de vários casos de pessoas que têm patrimônio incompatível com a remuneração que recebem.
Recentemente, a CGM descobriu, por exemplo, que um servidor da prefeitura que recebe R$ 3.000 de salário tem R$ 6 milhões em imóveis.
Outro funcionário recebe mais de R$ 10 mil de salário e tem 45 imóveis que totalizam R$ 5 milhões.
São casos que lembram o de Hussain Aref Saab, ex-diretor do departamento que aprovava plantas de empreendimentos imobiliários e que adquiriu 106 imóveis avaliados em R$ 50 milhões no período em que esteve no cargo, como a Folha revelou em maio de 2012.
EXTRAS
Até a última terça-feira, 70 mil servidores haviam informado seus bens, de acordo com balanço da prefeitura.
A estimativa interna, com dados extra-oficiais, era a de que esse número teria subido para 100 mil ontem.
O controlador-geral do Município, Mário Vinicius Spinelli, criticou a postura da entidade que representa os servidores de tentar impedir a eficácia da medida.
"É impressionante. Num momento como este do país, uma entidade como essa deveria abraçar medidas de combate a fatos ilícitos", afirmou o controlador.

Homem é morto com tiro na cabeça durante assalto em Guarulhos


folha de são paulo

O dono de um padaria foi morto na noite desta sexta-feira (28) ao ser atingido por uma tiro na cabeça durante uma tentativa de assalto, na região do bairro dos Pimentas, em Guarulhos (na Grande São Paulo). Até a manhã deste sábado, nenhum suspeito tinha sido preso.
O crime aconteceu por volta das 22h30, quando o homem fechava o estabelecimento. Segundo a Polícia Civil, ele foi abordado por três criminosos, que anunciaram o assalto. Testemunhas disseram que o comerciante chegou a segurar a arma de um dos bandidos e foi empurrado para o chão. Caído, ele foi atingido pelo tiro.
O homem foi socorrido por pessoas que passavam pelo local e encaminhado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Os três criminosos fugiram sem levar nada. A polícia afirmou que eles aparentavam ser menores de idade, segundo a descrição dada por testemunhas.
LATROCÍNIOS
Os casos de latrocínio cresceram no Estado de São Paulo no mês de maio, segundo dados divulgados nesta semana pela SSP (Secretaria de Segurança Pública). Foram 36 contra 35 que tinham sido registrados no mesmo mês em 2012.
Na Grande São Paulo o número de casos não teve alteração, ficando em oito, como em maio do ano passado. Já na cidade de Guarulhos, nenhum caso de latrocínio tinha sido registrado nos meses de abril e maio deste ano, segundo os dados da secretaria.
Editoria de Arte/Folhapress

Oito em cada 10 brasileiros apoiam manifestações


folha de são paulo

Oito em cada dez brasileiros (81%) apoiam as manifestações que tomaram as ruas do país nas últimas semanas, segundo pesquisa Datafolha. Apenas 15% dizem ser contrários aos protestos.
A maioria --65%-- diz acreditar que esses atos trouxeram mais lucros do que prejuízos, enquanto 26% pensam de maneira contrária.
Já a tarifa zero, bandeira principal do Movimento Passe Livre (MPL), teve pouca aceitação: 65% disseram ser contra a adoção dessa medida no transporte público urbano caso a contrapartida para viajar de graça seja a paralisação de obras e serviços.
Nesse quesito, 24% disseram preferir parar obras para arcar com as despesas totais do transporte público.
No dia 19, ao anunciar a revogação do reajuste das tarifas de ônibus, metrô e trens, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Fernando Haddad (PT) disseram que isso levaria à redução de investimentos em São Paulo.
Após a série de protestos, a passagem do transporte coletivo paulistano caiu R$ 0,20 --voltando a custar R$ 3.
O MPL, cujas manifestações em São Paulo detonaram outras pelo país, afirma que o financiamento da tarifa zero pode vir de várias alternativas, como o aumento do IPTU --proposta que chegou a ser estudada na capital paulista, nos anos 1990.
A pesquisa Datafolha foi realizada entre anteontem e ontem, com 4.717 entrevistas em 196 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
POUCA VARIAÇÃO
As opiniões sobre os protestos sofrem pequenas variações dependendo do gênero, faixa etária, preferência partidária, escolaridade e região do entrevistado.
Os que mais se opuseram aos protestos têm mais de 60 anos (23%) e escolaridade fundamental (24%) e renda mensal de até dois salários mínimos (20%).
No recorte partidário, 79% dos simpáticos ao PT se disseram a favor dos protestos, menor do que o apoio dos que preferem o PSDB (88%).
Com relação à tarifa zero, 63% dos ouvidos na região metropolitana de São Paulo se opõem caso haja corte em investimentos, dois pontos percentuais a menos do que a média nacional.
A onda de manifestações pelo Brasil teve início em São Paulo, quando o Movimento Passe Livre começou a organizar os protestos contra o aumento de R$ 0,20 nas tarifas de ônibus e metrô.
A primeira manifestação do MPL ocorreu no último dia 6. Reuniu ao menos 2.000 pessoas e fechou avenidas importantes. Após confronto com a polícia, houve depredação de estações do metrô.
Após a quarta manifestação, marcada pela truculência policial, houve uma onda de apoio aos protestos --que se multiplicaram pelo país.
Editoria de arte/Folhapress
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Popularidade de Dilma cai 27 pontos após protestos


folha de são paulo

Pesquisa Datafolha finalizada ontem mostra que a popularidade da presidente Dilma Rousseff desmoronou.
A avaliação positiva do governo da petista caiu 27 pontos em três semanas.
Hoje, 30% dos brasileiros consideram a gestão Dilma boa ou ótima. Na primeira semana de junho, antes da onda de protestos que irradiou pelo país, a aprovação era de 57%. Em março, seu melhor momento, o índice era mais que o dobro do atual, 65%.
A queda de Dilma é a maior redução de aprovação de um presidente entre uma pesquisa e outra desde o plano econômico do então presidente Fernando Collor de Mello, em 1990, quando a poupança dos brasileiros foi confiscada.
Naquela ocasião, entre março, imediatamente antes da posse, e junho, a queda foi de 35 pontos (71% para 36%).
Em relação a pesquisa anterior, o total de brasileiros que julga a gestão Dilma como ruim ou péssima foi de 9% para 25%. Numa escala de 0 a 10, a nota média da presidente caiu de 7,1 para 5,8.
Neste mês, Dilma perdeu sempre mais de 20 pontos em todas regiões do país e em todos os recortes de idade, renda e escolaridade.
O Datafolha perguntou sobre o desempenho de Dilma frente aos protestos. Para 32%, sua postura foi ótima ou boa; 38% julgaram como regular; outros 26% avaliaram como ruim ou péssima.
Após o início das manifestações, Dilma fez um pronunciamento em cadeia de TV e propôs um pacto aos governantes, que inclui um plebiscito para a reforma política. A pesquisa mostra apoio à ideia.
A deterioração das expectativas em relação a economia também ajuda a explicar a queda da aprovação da presidente. A avaliação positiva da gestão econômica caiu de 49% para 27%.
A expectativa de que a inflação vai aumentar continua em alta. Foi de 51% para 54%. Para 44% o desemprego vai crescer, ante 36% na pesquisa anterior. E para 38%, o poder de compra do salário vai cair --antes eram 27%.
Os atuais 30% de aprovação de Dilma coincidem, dentro da margem de erro, com o pior índice do ex-presidente Lula. Em dezembro de 2005, ano do escândalo do mensalão, ele tinha 28%.
Com Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a pior fase foi em setembro de 1999, com 13%.
Em dois dias, o Datafolha ouviu 4.717 pessoas em 196 municípios. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos (RICARDO MENDONÇA)
Danilo Bandeira/Editoria de Arte/Folhapress

Comunidade LGBT pede aprovação de leis que avancem nos direitos da identidade de gênero


 Agência Brasil
Rio de Janeiro – A aprovação imediata do Projeto de Lei de Identidade de Gênero (que garante que qualquer pessoa seja reconhecida e tratada pela sua identidade de gênero) e do Projeto de Lei Estadual 2.054/2013 (que pune estabelecimentos e agentes públicos que façam discriminação em razão da orientação sexual e identidade de gênero) são algumas das reivindicações da Marcha pelo Dia 28 de Junho: Dia Mundial do Orgulho LGBT. Homofobia até Quando?, que reuniu centenas de pessoas em passeata da Candelária à Cinelândia.
O coordenador do programa Rio sem Homofobia, Cláudio Nascimento, diz que lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) são tratados como cidadãos de segunda classe, pela falta de legislação específica, como a que torna homofobia crime inafiançável.
“É um projeto de lei que já foi aprovado na Câmara e agora está sendo analisada pelo Senado. A lei criminaliza a discriminação contra LGBT. Ela inclui na lei antirracismo a orientação sexual e identidade de gênero como questões que não podem sofrer discriminação e crime de ódio. Assim, equipara o crime de ódio da homofobia ao racismo”, diz Nascimento.
Com o lema “Ambiente saudável é ambiente sem homofobia”, a Secretaria Estadual do Ambiente (SEA) apoiou a marcha. O secretário Carlos Minc diz que uma lei de sua autoria, que vigorou por 12 anos, proibia a discriminação em ambientes públicos e privados, mas foi derrubada pela Justiça por vício de iniciativa, por ser projeto de um deputado e tratar de serviço público.
“No estado do Rio o mais urgente é reaprovar essa lei, que é uma lei pioneira no Brasil. No ano passado, ela foi sustada, o certo seria o Tribunal de Justiça suspender apenas aquele artigo, que tratava do funcionalismo público, mas suspendeu tudo. Este ano nós conversamos com o governador Sérgio Cabral, que reenviou a lei, sem o vício de iniciativa. Agora a gente tem resistência na Assembleia Legislativa, apesar de não ser uma lei nova. Vários outros estados se inspiraram na lei e fizeram leis parecidas”.
O movimento teve também a participação de membros da Igreja Cristã Contemporânea, criada há quase sete anos e atualmente com seis igrejas no Rio, uma em São Paulo e uma em Belo Horizonte, totalizando 2 mil fiéis. O pastor Fábio Inácio diz que exerceu o mesmo cargo na Igreja Universal do Reino de Deus por quatro anos, mas, quando assumiu a sua sexualidade, começou a ser tratado como aberração.
“A nossa igreja não é uma igreja gay, é uma igreja como qualquer igreja, com o diferencial que abre as portas para os homossexuais. Eu sou homossexual também e entendemos que a igreja deve militar para todos. Gaysou eu, a minha igreja me aceita”.
Atriz, cantora e ativista, a travesti Jane de Castro foi fundadora da Parada Gay do Rio de Janeiro. Ela diz que a situação da comunidade melhorou muito, mas ainda precisa avançar. “Depende muito de nós, nós temos que sair, gritar. Nós não podemos ficar em casa ou trancada dentro de um armário. Nós temos que sair, trancar o armário e jogar ele no lixo. E começar a gritar: Fora Feliciano, fora os homofóbicos”.

Dilma Rousseff decide que não verá final no Maracanã no domingo

Presidente muda de ideia e não estará presente na partida entre Brasil e Espanha


TÂNIA MONTEIRO - Agência Estado
BRASÍLIA - Depois das manifestações que tomaram as ruas nas últimas semanas, a presidente Dilma Rousseff decidiu não comparecer, neste domingo, ao jogo entre Brasile Espanha, na final da Copa das Confederações. A ideia inicial de Dilma era estar presente no Maracanã no encerramento do campeonato, apesar de ter recebido uma sonora vaia, em Brasília, na abertura da competição, no estádio Nacional (Mané Garrincha).
Dilma fez cara feia ao ouvir as vaias na abertura do torneio - Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão
Dilma fez cara feia ao ouvir as vaias na abertura do torneio
Mas, preocupada com o acirramento dos ânimos e aconselhada por auxiliares diretos, a presidente entendeu que seria uma exposição desnecessária ir ao Maracanã onde certamente o público dominante seria hostil à sua presença, repetindo as vaias da abertura da Copa das Confederações, ainda mais no Rio de Janeiro, estado onde os torcedores são ainda mais irreverentes. Em 2007, o seu antecessor e padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva, também foi vaiado no Maracanã, na abertura dos Jogos Pan-Americanos.
Não havia uma justificativa oficial para a mudança de planos da presidente, apesar de ela estar trabalhando no texto das perguntas para o plebiscito, na elaboração das regras para contratação dos médicos estrangeiros e se preparando para uma reunião ministerial.
No dia seguinte às vaias, em Brasília, na capital federal, os auxiliares diretos da presidente Dilma asseguraram que ela não se intimidaria e estaria presente na final. Mas os planos mudaram com a ampliação dos protestos, principalmente em volta dos estádios, e levaram a presidente a desistir de ir ao Rio de Janeiro para não se submeter a uma nova vaia.
Depois de ficar atônita com as crescentes manifestações, tentando entender o que estava acontecendo, a presidente Dilma passou as duas últimas semanas se reunindo com interlocutores de vários segmentos para preparar uma reação do governo.
A previsão de estar no Maracanã neste domingo, para a final da Copa das Confederações, chegou a entrar na previsão de agenda da presidente Dilma, mas sumiu do sistema de informações. O escalão precursor, que viaja antecipadamente para verificar as condições da cidade a ser visitada pela presidente, nem chegou a ser acionado. Na noite de sexta-feira, a informação oficial era que Dilma não iria ao Rio de Janeiro.
Desde o início a presidente Dilma tinha intenção de comparecer à final da Copa das Confederações. Tanto que, em fevereiro, quando esteve na Nigéria, chegou a desejar boa sorte ao time nigeriano na Copa das Confederações e afirmou: "Asseguro que sua seleção será muito bem recebida no Brasil, em junho, para a Copa das Confederações. Tenho certeza que o presidente Goodluck Jonathan e eu assistiremos juntos à final Brasil e Nigéria no Maracanã". 

Bovespa cai 22% no semestre, pior resultado desde 2008

Nesta sexta-feira, Ibovespa cedeu 0,32% e, em junho, queda foi de 11,31%


Luciana Antonello Xavier, da Agência Estado
SÃO PAULO - A Bovespa fechou em queda de 0,32% nesta sexta-feira, 28, após três pregões de valorização, alcançando os 47.457 pontos. Em junho, o recuo foi de 11,31%. Somando esses resultados aos cinco meses anteriores, o tombo no 1.º semestre de 2013 é o pior entre todos os semestres desde 2008. À época da crise mundial, o Ibovespa registrou a maior perda semestral da história, de 42,25%.
Caso comparássemos apenas primeiros semestres de cada ano, o de 2013 é o pior desde 1972, quando, por ocasião da crise do petróleo, o índice caiu 31,44%.
O movimento de baixa no início dos negócios se acentuou ainda pela manhã, após declarações de um diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) deixarem os investidores nervosos em Wall Street. O diretor do Fed Jeremy Stein citou setembro como um mês em que o BC dos EUA poderia começar a comprar menos do que os atuais US$ 85 bilhões por mês em bônus.
O mal-estar foi minimizado pelo dado de junho da confiança do consumidor norte-americano da Universidade de Michigan, que veio melhor do que o esperado. O índice subiu para 84,1 na leitura final de junho, de 82,7 na leitura preliminar de junho, e acima das expectativas dos analistas ouvidos pela Dow Jones, de leitura de 83,0.
Mesmo assim, o Ibovespa encerrou em queda 0,32%, aos 47.457,13 pontos. O volume financeiro foi de R$ 8,97 bilhões.
Dentre as maiores quedas ficaram as ações das empresas de Eike Batista: MMX ON (-10,91%); LLX Logística ON (-8,83%); OGX ON (-5,95%); além de B2W ON (-7,75%) e Usiminas PNA (-6,16%).
Na lista das maiores altas ficaram Fibria ON (+4,34%); JBS ON (+4,52%); e Sabesp ON (+3,63%).

Marcha para Jesus causa 5 bloqueios

Evento evangélico terá a concentração na Estação Luz do Metrô e trajeto até a Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira


Bruno Ribeiro e Tiago Dantas - O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - A Marcha para Jesus 2013 ocorre neste sábado, a partir das 10h, com concentração prevista na Estação Luz do Metrô e trajeto até a Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira, na zona norte. Lá, haverá show de música gospel para um público estimado em "milhões" de pessoas, segundo a organização do evento, a Igreja Renascer em Cristo.
Fiéis se aglomeram na Avenida Tiradentes na edição de 2012 - Mariana Lenharo/AE
Mariana Lenharo/AE
Fiéis se aglomeram na Avenida Tiradentes na edição de 2012
Voltado principalmente para fiéis de igrejas evangélicas, o evento neste ano deverá exigir monitoramento especial do trânsito por parte da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) já a partir das 6h. A orientação da empresa é que o motorista que não participará do ato evite a região das Avenidas Tiradentes e Santos Dumont, que fazem ligação entre o centro e a zona norte da capital.
Quem estiver na zona norte e quiser seguir para o centro deve usar a Avenida Brás Leme e, de lá, pelas Avenidas Rudge e Rio Branco. Quem estiver no sentido oposto poderá seguir pela Avenida Tiradentes, que terá uma faixa liberada, Rua Pedro Vicente e Avenida Cruzeiro do Sul.
Orientações. Para quem vai ao ato, a orientação é preferir o transporte público: há cinco estações de metrô no trajeto da marcha, todas da Linha 1-Azul. O Metrô deve reforçar o quadro de agentes e alterar o direcionamento do fluxo de passageiros nas estações para facilitar a saída dos passageiros das paradas. Há ainda programação para receber centenas de ônibus fretados, vindos do interior e de outros Estados.
Os cinco bloqueios ao trânsito, que foram montados pela CET na noite de sexta, só devem ser desmontados na madrugada de domingo. Neste sábado, no entanto, o Terminal Armênia (ao lado do metrô) ficará desativado das 10h às 14h. O contratempo é necessário para a montagem do palco e a passagem de equipamentos para os shows.
Público. No ano passado, a Polícia Militar calculou o público em cerca de 1 milhão de pessoas e não houve nenhum incidente relacionado à segurança - mas, na concentração para a caminhada algumas pessoas passaram mal, depois de um tumulto ocorrido perto da Estação Tiradentes do Metrô, provocado pelo excesso de pessoas que ficaram aglomeradas entre as grades de proteção.
Além do palco com os shows, havia ainda dez trios elétricos para entreter o público. Até a noite de sexta, a opção para cadastramento dos trios estava aberta no site da organização do evento.
A programação musical da marcha é quase exclusivamente gospel. A organização destaca os shows da banda Renascer Praise, Ao Cubo, Inesquecível e dos cantores Davi Sacer, Regis Danese, Mariana Valadão, Cassiane, Thalles Roberto, Marcelo Aguiar e Fernandinho.
Presidência. A marcha será presidida pelo fundador da Igreja Renascer, Estevam Hernandes, que já liderou as marchas dos anos anteriores. Historicamente, a Renascer defendeu temas que apareceram nos protestos recentes do País, como o posicionamento contra o casamento gay. No ano passado, na marcha, ele exaltou o crescimento da população brasileira que se declara evangélica.
Hernandes e sua mulher, a Bispa Sônia, foram condenados pela Justiça em 2009 por evasão de divisas. Eles chegaram a ser presos nos Estados Unidos, em 2007, por entrar com US$ 56 mil sem declarar a quantia.

Donadon se entrega à PF em Brasília

Parlamentar, que teve a prisão decretada na quarta-feira pelo Supremo, foi levado para o presídio da Papuda


atualizado às 17h13 - Bernardo Caram - Agência Estado
Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 13 anos, 4 meses e 10 dias de reclusão pelos crimes de formação de quadrilha e peculato, o deputado Natan Donadon (PMDB-RO) se entregou no final da manhã desta sexta-feria, 28, à Polícia Federal (PF) em Brasília. O deputado já está no presídio da Papuda, no Distrito Federal, segundo informou a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF).
Deputado foi acusado de envolvimento com desvio de recursos da Assembleia de Rondônia - Dida Sampaio/AE
Dida Sampaio/AE
Deputado foi acusado de envolvimento com desvio de recursos da Assembleia de Rondônia
Segundo o Tribunal, Donadon já passou pelo centro de triagem do complexo penitenciário (localizado a cerca de 20 quilômetros do Congresso Nacional), onde foi submetido a exames médicos e recebeu vacinas. Mais cedo, Donadon esteve na Vara de Execuções Criminais do TJDF, onde um juiz determinou o local da prisão.
Desde quarta, a PF realizava buscas em Brasília e em Rondônia para tentar encontrar o deputado, que descumpriu o acordo para se entregar na quinta-feira, 27, e passou a ser considerado foragido.
A prisão aconteceu na avenida L2 Sul, no Plano Piloto, depois de intensa negociação entre policiais federais e advogados do deputado. A assesoria da PF não soube informar se Donadon foi algemado.
A assessoria do deputado explicou que Donadon demorou a se entregar porque não imaginava que o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubaria seu recurso e ele estava tentando um acordo para se apresentar. Informou, também, que em nenhum momento o deputado teve a intenção de fugir.
Desvios. É a primeira vez, na vigência da Constituição de 1988, que um deputado federal é preso por decisão do Supremo. Ele foi punido sob a acusação de ter desviado recursos da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia por meio de contrato simulado de publicidade.
O esquema de desvios de recursos operou entre julho de 1995 e janeiro de 1998. Os valores desviados foram calculados na época em R$ 8,4 milhões. Hoje, atualizados, somariam cerca de R$ 58 milhões.

Protestos são condutores das reformas, diz chefe do MP-SP

Para o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Fernando Elias Rosa, as ruas denunciam a crise da democracia mas vão contribuir para aperfeiçoar o sistema representativo


Fausto Macedo - O Estado de S. Paulo
O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Fernando Elias Rosa, disse na noite desta sexta feira, 28, que "os movimentos populares, as mobilizações, denunciam a crise da democracia representativa, mas serão esses mesmos movimentos que haverão de agregar mudanças qualitativas na representação política". Para Elias Rosa, os movimentos nas ruas "são um indicativo da crise que se instalou nas formas de representação política, mas são também a revelação, ainda que ocasional, do desejo de participação política que anima homens e mulheres de todas as idades".
O procurador-geral falou para um grupo de 78 promotores de Justiça – empossados no início desta semana –, em solenidade na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. "O paradoxo está na circunstância de as massas populares indicarem a crise e, ao mesmo tempo, serem o condutor de reformas políticas capazes, como esperamos, de aperfeiçoar o sistema representativo e participativo", acentuou o chefe do Ministério Público paulista.
O procurador se referiu "à ampla mobilização pública que tomou as ruas das cidades brasileiras promovendo o debate de temas caros e sensíveis ao Estado e à sociedade". Ele disse que "o Ministério Público de São Paulo compreende as manifestações populares como vivas formas de expressão da democracia participativa, de exercício pleno do direito de expressão do pensamento, de expressão da cidadania; direito de pacificamente proclamar e reivindicar o quanto lhe seja valioso".
Elias Rosa liderou a mobilização contra a PEC 37, proposta de emenda à Constituição que alijava os promotores das investigações de âmbito criminal, conferindo tal atribuição, exclusivamente, às polícias judiciárias (Federal e dos Estados). A PEC 37 foi rejeitada pelo Congresso, em meio à pressão das ruas. "Ao longo de toda a caminhada o resultado favorável à rejeição (da PEC 37) não era apenas improvável; era impossível de ser obtido", disse o procurador-geral, revelando seu temor.
"Havia uma triste sensação de que, de fato, as investidas contra o regime jurídico do Ministério Público encontrariam êxito com a aprovação da PEC 37, constituindo a primeira modificação contra a instituição após a Constituição de 1988."
Apoio popular. Ele enalteceu o valor da imprensa. "Pelos principais veículos de comunicação, a imprensa nos conferiu espaço suficiente para a promoção do debate desejado, mesmo quando expressou posições contrárias à tese por nós defendida. Importava o debate, o acesso à informação e a difusão dos riscos emergentes daquela proposta. Para que tenhamos a noção da grandeza do que foi realizado, a petição eletrônica lançada pelo Ministério Público paulista, que passou a contar com o apoiamento de outros Ministérios Públicos, somou mais de 460 mil assinaturas."
Elias Rosa comoveu-se ao falar do apoio inesperado. "Como obra do destino, pura coincidência histórica e suma expressão de justiça, tiveram início as mobilizações sociais e populares no Brasil, que ganharam as ruas e praças e que ainda movimentam multidões. Na pauta os temas mais sensíveis, como saúde, educação, transportes coletivos e a rejeição à PEC 37", prosseguiu.
No último sábado, 22, ele mandou abrir as portas do prédio sede do Ministério Público de São Paulo, no Centro da Capital, para que uma multidão protestasse contra a PEC 37. "Escrevemos um dos capítulos mais espetaculares da nossa história político-institucional." O procurador disse que "todos participaram e todos foram decisivos, os membros da instituição, os seus órgãos da administração, os colaboradores e a entidade de classe (Associação Paulista do Ministério Público)."
Aos 78 novos promotores de Justiça, o chefe do Ministério Público enfatizou a meta a ser alcançada. "O que esperam de nós, meus colegas, é a atuação capaz de reverter o triste quadro de desigualdade que ainda assola o território paulista e brasileiro; idealizando e atuando como instância de representação de todos", prosseguiu. "Do Ministério Público contemporâneo o que se espera é a demonstração de sua capacidade de articulação, de conciliação, de mediação; verdadeiro instrumento de pacificação social."
Ele disse que a Procuradoria-Geral está atenta a uma outra PEC, em curso na Assembleia Legislativa de São Paulo, que também inquieta as promotorias – de autoria do deputado Campos Machado, líder do PTB, a emenda 01/13 tira dos promotores o poder de investigar prefeitos, secretários de Estado e deputados estaduais por improbidade.
Elias Rosa disse categoricamente aos novos promotores o que a sociedade deles espera e a responsabilidade do cargo. "Exige profissionalismo, serenidade, equilíbrio e o emprego da melhor técnica. Exige correção ética na vida pessoal e profissional, nos impõe sacrifícios, mas nos confere a expectativa de uma atividade profissional gratificante e realizadora. Não há, meus caros colegas, Ministério Público sem sociedade civil. Não há razão de ser da instituição se não for pela ótica única e exclusiva da concretização do Estado Social e Democrático de Direito."
Sob aplausos, o procurador-geral indicou o caminho aos novos pares. "Examinem, meus colegas, a realidade social da Comarca onde irão atuar, recebam e dialoguem com os vários atores da sociedade local. Não se tranquem no hermetismo de seus gabinetes porque será à porta deles que o cidadão irá bater em busca de soluções para as mazelas que o afligem. Estabeleçam com os Poderes locais o relacionamento institucional que o exercício das nossas funções impõe. O Brasil nos concedeu a Constituição para tomar conta e uma sociedade para defender. Promovam a Justiça." 

Suspeitos de matar garoto boliviano são ouvidos e liberados na zona leste

Quatros detidos foram interrogados no 49º DP, de São Mateus; as testemunhas não os reconheceram como autores do crime e eles acabaram liberados por volta das 21h


Tiago Dantas - O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Quatro homens suspeitos de ter matado o garoto boliviano Brayan, de 5 anos, em São Mateus, na zona leste, foram detidos na tarde desta sexta-feira, 28. Os homens, cujas identidades não foram reveladas, foram interrogados no 49° DP (São Mateus) e liberados por volta das 21h, porque a família da criança não os reconheceu como autores do crime. Cerca de 200 bolivianos ainda estavam na frente da delegacia quando os detidos foram soltos.
Bolivianos  que esperavam do lado de fora do DP chegaram a agredir um dos suspeitos, que chegou por volta das 18h15.
Incomodado com o choro da criança, que estava no colo da mãe, e inconformado porque ela dizia não ter mais dinheiro, o bandido atirou na cabeça de Brayan Yanarico Capcha. O ladrão e outros cinco comparsas assaltavam a casa dos pais de Bryan, trabalhadores bolivianos de uma confecção que estão há seis meses no Brasil.
Em entrevista à Rádio Estadão, o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, disse que determinou "prioridade absoluta" na apuração do crime, que classificou de "cruel".

Ministério da Justiça decidirá sobre expulsão de Cesare Batisti

STJ rejeitou nesta sexta-feira recurso do ex-ativista italiano para revisão da condenação no Brasil


Mariângela Gallucci - O Estado de S. Paulo
 BRASÍLIA - O Ministério da Justiça vai ter de decidir o futuro do ex-ativista italiano de extrema esquerda Cesare Battisti, que vive há anos no Brasil apesar de ter sido condenado na Itália à prisão perpétua por envolvimento com assassinatos na década de 1970. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou um recurso de Battisti para que fosse revista uma outra condenação, sofrida no Brasil, por uso de carimbos falsos do serviço de imigração brasileiro.
De acordo com informações do STJ, uma cópia da decisão será encaminhada ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para que sejam tomadas as providências que ele entender necessárias. O Estatuto do Estrangeiro prevê a possibilidade de expulsão do estrangeiro que praticar fraude para garantir a entrada ou a permanência no Brasil.
Extradição. Ex-integrante do movimento Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), Battisti enfrentou um processo de extradição no Supremo Tribunal Federal (STF). Ao final do julgamento, os ministros autorizaram a extradição, mas deixaram claro que caberia ao presidente da República entregar ou não o estrangeiro para a Itália. No seu último dia de governo, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu não extraditá-lo. Como consequência da decisão, Battisti passou a viver livremente no Brasil.
No julgamento mais recente, no STJ, os ministros da 5ª. Turma rejeitaram um pedido para que fosse revista a condenação por uso dos carimbos falsos. Conforme os integrantes da 5ª Turma, ficou comprovada a autoria do crime, inclusive com a confissão do réu. A fraude foi descoberta no período em que Battisti sofria o processo de extradição e estava preso por determinação do STF. Segundo o STJ, ficou demonstrado que o réu tinha consciência da falsidade dos carimbos.
"Não procede, nestas condições, a alegação de que a decisão está baseada tão somente em elementos contidos no inquérito policial, e, além disso, vale ressaltar que a última instância no exame da prova concluiu que ficou evidenciado que o ora denunciado, de forma livre e consciente, fez uso de sinais públicos falsificados em passaportes falsos e cartões de entrada-saída no intuito de entrar e permanecer clandestinamente em território nacional", concluiu o tribunal. 

STJ mantém prisão de suposto líder da 'máfia do asfalto'

Apontado como chefe de esquema que desviou R$ 1 bilhão, o empresário Olívio Scamatti está preso desde abril, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Fratelli


Fausto Macedo - O Estado de S. Paulo
A ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou liminar em habeas corpus e manteve o decreto de prisão do empresário Olívio Scamatti, apontado pelo Ministério Público Federal como líder de organização criminosa batizada Máfia do Asfalto – suposto esquema de fraudes em licitações de 78 prefeituras do interior de São Paulo que teriam provocado desvios de R$ 1 bilhão.
A liminar havia sido requerida pela defesa de Scamatti, que está preso desde que a Polícia Federal, em parceria com a Procuradoria da República, deflagrou a Operação Fratelli, em abril. Scamatti está preso em regime preventivo. O Ministério Público Federal e a PF descobriram que o núcleo empresarial liderado por ele se desdobrava em 31 pessoas jurídicas, algumas de fachada.
A Máfia do Asfalto é acusada de corromper políticos e servidores públicos para favorecer as empresas de Scamatti. Interceptações telefônicas flagraram a proximidade do grupo com prefeitos e deputados de vários partidos, inclusive do PT e do PSDB.
A defesa do empresário tentou derrubar inicialmente a ordem de prisão por meio de habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF3). Depois, ingressou com pedido de liminar em habeas no STJ. A ministra Maria Thereza de Assis Moura negou a liminar.
"O STJ não rejeitou o habeas corpus, apenas indeferiu a liminar", observou o criminalista Alberto Zacharias Toron, que defende Scamatti. “Agora, vamos esperar o julgamento de mérito." 

Confrontos entre islamistas e seculares deixam dois mortos no Egito

Um deles seria um jovem americano que fotografava protestos, segundo autoridades egípcias


O Estado de S. Paulo
Egípcios seculares protestam contra Morsi no Cairo. Foto: Hassan Ammar / Reuters
CAIRO - Ao menos duas pessoas morreram durante protestos de partidários e opositores do presidente do Egito, Mohamed Morsi nesta sexta-feira, 28, no Egito. Um deles seria um jovem americano, segundo fontes médicas egípcias. A Embaixada dos Estados Unidos no Cairo ainda tenta confirmar a informação.
Um jovem, que seria americano, foi esfaqueado até a morte em Alexandria, enquanto registrava um ato contra a Irmandade Muçulmana, da qual o governante do país faz parte. Ao menos 85 pessoas ficaram feridas.
A oposição pretende levar multidões para as ruas de todo o Egito no domingo, com a intenção de forçar a renúncia do presidente islamista. As principais autoridades religiosas do país pediram calma diante da violência ocorrida hoje, alertando para o risco de uma "guerra civil".
Nos últimos dias, opositores do presidente e integrantes da Irmandade Muçulmana, da qual Morsi faz parte, têm entrado em confronto em várias cidades do delta do Rio Nilo. Os combates deixaram pelo menos cinco mortos. A última vítima morreu ontem, em razão de ferimentos sofridos no dia anterior, informaram integrantes das forças de segurança egípcias.
Muitos temem que os confrontos sejam o prelúdio de batalhas mais amplas e violentas durante as manifestações previstas para ocorrer amanhã. O clérigo Hassan al-Shafie, da Al-Azhar, uma das mais importantes entidades islâmicas do Egito, advertiu sobre a possibilidade de uma "guerra civil" após os confrontos ocorridos no delta do Nilo.
Milhares de partidários de Morsi encheram a rua do lado de fora do templo, gritando palavras de ordem de cunho religioso. "Isso é por Deus, não por cargo ou poder", diziam. "Levantem sua voz forte, egípcios: sharia (lei islâmica)". Muitos participantes usavam lenços de cabeça verdes com slogans da Irmandade Muçulmana. / AP

Encontrada jovem estuprada e morta em parque de diversões no Paraná

Quatro funcionários do parque, suspeitos do crime, foram presos nesta manhã, em Colombo, onde jovem foi assassinada

Julio Cesar Lima - Especial para o Estado
CURITIBA - A polícia paranaense encontrou no início da tarde desta sexta-feira, 28, o corpo da jovem Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, estuprada e morta na quinta por quatro homens em um parque de diversões na cidade de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. Desaparecida da capital havia 15h, a adolescente havia sido enterrada pelos suspeitos na Rua Márcio Cardoso, no bairro de São Dimas, perto do parque. Os homens foram presos nesta manhã.
Revoltados, os familiares da garota fizeram críticas aos policiais da delegacia de Alto Maracanã, onde o caso foi denunciado. Eles afirmam que ao fazer a queixa na unidade, logo após o desaparecimento, não foram levados a sério.
Nesta manhã, após a detenção dos acusados, moradores da região colocaram fogo em uma parte do parque de diversões e chegaram a queimar diversos brinquedos. No final da tarde, alguns familiares e vizinhos ameaçaram bloquear a Estrada da Ribeira, próxima ao local do crime, para pedir maior segurança.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Em liberdade, ex-prefeito nega ligação com fraudes

Ex-prefeito, Carlos Aymar (PSL) - Por: ALDO V. SILVA


Jornal Cruzeiro do Sul

Amilton Lourenço
amilton.lourenco@jcruzeiro.com.br

Pouco mais de 24 horas após ter sido libertado da prisão (permaneceu detido na cadeia de São Roque por quase uma semana) o ex-prefeito de Araçariguama, Carlos Aymar (PSL), esteve no jornal Cruzeiro do Sul para negar qualquer envolvimento no suposto esquema de fraudes contra a administração pública de Mairinque. Visivelmente alterado, o Aymar contou, por mais de 50 minutos, a sua versão sobre o caso. Afirmou que sua prisão foi motivada por um equivoco de interpretação de uma conversa telefônica que ele teve com um dos investigados. Por outro lado, a delegada Simona Ricci Scarpa Anzuíno, que conduz as investigações, afirmou que o ex-prefeito segue indiciado por formação de quadrilha e tráfico de influência.

"Fui incluído no processo de investigação pelo fato de ter tido uma ligação interceptada. Na oportunidade, eu explicava para um dos investigados (o Marquinho) para levar umas amostras de "bandeirinhas" (eleitorais) para o Dennys (Veneri) avaliar se compraria ou não. O problema é que a investigação entendeu que eu estava falando "branquelinhas", expressão que foi associada a drogas. Foi um tremendo engano. Tanto é, que estou em liberdade", disse Aymar.

O ex-prefeito admite que teve outras duas conversas telefônicas interceptadas e que as ligações foram feitas para tratar incentivos para empresas que poderiam se instalar no município. "Eu apresentei mais de trinta empresas para o município. E não vejo problema nenhum nesse tipo de ação. Não é razão suficiente para ser preso algemado em minha própria casa. Inclusive, quando os investigadores chegaram eu não impus qualquer resistência. Pelo contrário, abri minha residência para eles revistarem, já que perguntaram por armas e drogas", afirma Aymar.

No processo conduzido pela delegada Simona, Aymar foi um dos últimos a serem ouvidos. Mas segundo ele, assim que a autoridade policial obteve seu depoimento na última segunda-feira, ela anunciou sua liberação.

Durante a visita ao Cruzeiro do Sul, Aymar repetiu várias vezes que não condena a ação policial, mas que foi vítima de um "grande mal-entendido". "A delegada cumpriu sua missão, mas se equivocou ao interpretar as interceptações telefônicas", reafirmou.

O ex-prefeito disse ainda que está pagando o preço por falar o que pensa. "Não sou ladrão e nem corrupto. Mas incomodo muito quando falo o que penso".


Condições deploráveis


Além de negar envolvimento nas fraudes apontadas pela chamada Operação Valência, Aymar também relatou os dias de "cão" que passou na prisão. "Lá não existe a menor condição de se manter uma pessoa. Há lixo esparramado pelo chão, baratas, ratos, não entra luz do sol e as janelas estão todas quebradas. Nesses dias de frio, tivemos que permanecer a noite toda acordados, em pé, para não sermos molhados pela chuva. Não desejo aquilo nem para o meu pior inimigo", relatou.


Inquérito prossegue


Procurada pelo Cruzeiro do Sul, a delegada Simona Ricci revelou que Aymar colaborou em relação às investigações sobre corrupção. Ela disse que decidiu liberá-lo porque outros envolvidos haviam conseguido habeas corpus e tinham sido liberados. Porém, a delegada reafirma que o inquérito por formação de quadrilha e tráfico de influência foi instaurado e que as investigações prosseguem. "O ex-prefeito ajudou nas investigações. Mas as acusações por formação de quadrilha e tráfico de influência estão mantidas", afirmou a delegada.

Manifestantes pedem tarifa zero em Sorocaba


Melhoria na saúde pública também estava entre as reivindicações

Jornal Cruzeiro do Sul

Veronica Viudes
veronica.viudes@jcruzeiro.com.br
programa de estágio

Um grupo de aproximadamente 50 sorocabanos se uniu ontem, no Centro, para dar continuidade às manifestações de protesto. Desta vez, o ato foi pela tarifa zero do transporte e melhoria no sistema público de saúde, além de protestar contra os gastos feitos pelo governo federal com a Copa do Mundo de 2014. A concentração da passeata, organizada pelo Movimento Estudantil Domínio Público e o Fórum Popular de Saúde de Sorocaba, foi às 16h na praça Dr. Artur Fajardo (Largo do Canhão), e o destino final foi a praça da Bandeira. Outras manifestações, apresentando as mesmas reivindicações, também aconteceram em várias cidades do país.

Por volta das 17h, os manifestantes saíram do ponto de concentração em direção ao terminal de ônibus Santo Antônio. Facilitando a passagem, a rua Dr. Álvaro Soares foi fechada por aproximadamente meia hora, deixando o trânsito lento. Já no terminal, o grupo permaneceu por aproximadamente 15 minutos, impedindo a entrada e saída de ônibus. No local, havia dez viaturas da Guarda Civil Municipal e duas da Polícia Militar. Depois, a passeata foi até a praça da Bandeira, onde onde os participantes ficaram até as 18h10, quando o grupo se dispersou. 

Durante a manifestação, grande parte dos comércios na região central da cidade permaneceram abertos, diferente do que aconteceu no protesto da última quinta-feira, quando aproximadamente 20 mil pessoas foram às ruas. Somente alguns bancos e casas lotéricas fecharam um pouco mais cedo, por volta das 15h. 

De acordo com o estudante e integrante do Movimento Estudantil Domínio Público, Jean Marcelo dos Santos Campos, 20 anos, Sorocaba apresenta diversos problemas no transporte público que precisam ser melhorados. "Nós reivindicamos pela revogação do aumento da tarifa e conseguimos. Agora, queremos a gratuidade do transporte público, queremos a tarifa zero. Mas há outros pontos que também serão pautados em outros atos quanto ao transporte público. Sorocaba apresenta vários problemas nesse quesito", ressalta.

Já de âmbito nacional, os manifestantes também demonstraram repúdio quanto aos gastos do dinheiro público para a Copa. A professora Fernanda Garcia, 35 anos, é coordenadora do Fórum Popular de Saúde de Sorocaba e acredita que o dinheiro público foi investido de maneira errada para as estruturas do evento. "Foi muito dinheiro público usado para as construções. E isso não ocorreu em outras áreas, como a própria saúde. Nós queremos que a questão da saúde melhore. Isso seria possível se 10% do PIB (Produto Interno Bruto) do país seja colocado na saúde pública", opina.

O estudante Anderson Costa Santana, 18 anos, também considera errada a atitude do governo. "Sou totalmente contra o acontecimento da Copa. Tem tanta coisa errada, tanta gente doente nos hospitais e eles investem na Copa. É muita sacanagem", diz. Maurício Santos, estudante de 17 anos, concorda. "No transporte público e na saúde não existe o conforto que o cidadão precisa. Está tudo um caos", completa. (Supervisão: Adalberto Vieira)

Manifestantes de São Roque, SP, interditam trecho da Raposo Tavares

Cerca de 200 pessoas participaram do protesto pacífico.

Rodovia ficou parada por aproximadamente 30 minutos.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí
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Cerca de 200 pessoas participaram de um protesto na noite desta quinta-feira (27) em São Roque (SP). De acordo com a Polícia Rodoviária, os manifestantes chegaram a interditar, por cerca de 30 minutos, os dois sentidos da rodovia Raposo Tavares.
Os manifestantes se concentraram na praça da Matriz e seguiram em direção ao terminal rodoviário. Em seguida, foram para a rodovia, de onde, depois de cerca de 30 minutos, acabaram se dispersando.
Segundo os organizadores, a manifestação é contra a corrupção, investimentos na saúde e redução da tarifa do transporte público, que atualmente custa R$ 2,80.
De acordo com a Polícia Militar, os participantes se dispersaram e o protesto ocorreu de forma pacífica, sem registro de ocorrências.

Traficante com R$ 20 milhões em bens é preso

Folha de S.Paulo

Rio - Um espanhol suspeito de tráfico internacional de drogas foi preso pela Polícia Federal ontem pela manhã em seu apartamento, um tríplex avaliado em R$ 3 milhões, próximo à praia da Barra da Tijuca, no Rio.
Suspeito de lavagem de dinheiro do tráfico, Oliver Ortiz De Zarate Martins, 35 anos, tem, de acordo com a polícia bens avaliados em R$ 20 milhões no Rio, entre móveis e imóveis.
Além do apartamento luxuoso, Martins possui ainda uma casa, avaliada em R$ 4 milhões, no Joá, também no Rio.
Na garagem do tríplex foram apreendidas duas camionetes Hilux e uma moto Harley-Davidson.
Uma Ferrari, recém-comprada pelo espanhol, foi apreendida em uma concessionária.
O carro ainda não tinha saído da loja porque estava sem seguro.