sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Cerimônia das Velas será sábado, às 19h


A tradicional Cerimônia das Velas de 2014 será realizada no próximo sábado, dia 1º de novembro, Dia de Todos os Santos, a partir das 19h, no cemitério municipal de Mairinque. Este ano, 16 mil velas iluminarão a 16ª edição do evento. São esperadas para a cerimônia religiosa aproximadamente dez mil pessoas nesta que é a única cerimônia do tipo em toda a região. 

Funcionários e voluntários do cemitério acenderão todas as velas que estarão espalhadas pelas ruas do local. 

Missa e procissão 

A missa será celebrada às 20h, logo depois da procissão conduzida pelo pároco local pelas ruas do cemitério. Após a celebração, acontecerão mais seis atos religiosos incluindo visitação à Capela Nossa Senhora do Carmo e à Capela de São Benedito. 

O cemitério fica localizado na rua Roberto Hoff, 68, no centro de Mairinque. 

Após a cerimônia, uma equipe da empresa que realiza a coleta do lixo da cidade fará a limpeza do cemitério para que as pessoas possam visitar os túmulos de seus entes queridos no Dia de Finados. Às 9h do dia 2 haverá uma missa no cemitério e as visitas seguirão até as 17h.

Homem é preso suspeito de matar namorada em Mairinque


Polícia descobriu que vítima foi vista pela última vez com o companheiro.
Homem de 33 anos está preso na cadeia de São Roque (SP).

Do G1 Sorocaba e Jundiaí
Um homem foi preso na tarde de quarta-feira (29) suspeito de ter matado a namorada em Mairinque (SP). De acordo com informações da Polícia Civil, a vítima estava desaparecida desde o dia 22 de outubro. Após depoimentos, a polícia descobriu que ela foi vista pela última vez na companhia do namorado, de 33 anos.
Conforme as investigações, na noite de terça-feira (28) foi encontrado o corpo de uma mulher no bairro Cebandilha, em Mairinque, em estado avançado de decomposição. O reconhecimento foi feito e a polícia descobriu que se tratava de Sueli Paula da Silva Eugênio, de 52 anos.
O namorado da vítima foi detido no bairro Santo Antônio, em São Roque (SP), perto da casa de um amigo. Ele, que nega o crime, já tem passagem pela polícia por roubo. O suspeito está preso na cadeia de São Roque.

Vídeo mostra presos fazendo churrasco

UOL

Dez presos do CDP (Centro de Detenção Provisória) do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís (Maranhão), foram filmados com telefones celulares e um facão dentro de uma das celas, durante um churrasco com direito a pagode.
O CDP de Pedrinhas é o complexo penitenciário mais violento do país: neste ano, 30 detentos já foram mortos no local, alvo de constantes fugas e resgates.
A prisão tem capacidade para 402 detentos, mas tem hoje 500.
As imagens foram publicadas na internet.
Durante a "festa", os presos improvisam instrumentos musicais, como baldes, para tocar músicas de pagode.
Resposta
A Secretaria da Justiça e Administração Penitenciária disse que analisa o material, mas declarou que "as imagens são antigas".

Guarda-civil morre baleado em assalto

Rafael Ribeiro

do Agora
O guarda-civil metropolitano Adriano de Souza Barbosa, 39 anos, foi morto com um tiro no pescoço, na noite de anteontem, por dois ladrões em um assalto em frente a um banco.
O crime aconteceu no Tremembé (zona norte de SP). A Polícia Militar prendeu um suspeito.
Segundo a polícia, Barbosa fazia bico como segurança de uma farmácia na região.
O guarda estava à paisana e armado com o seu revólver particular.
Ele acompanhava o dono da farmácia, seu amigo, que iria depositar R$ 2.400 na agência bancária.
Testemunhas afirmam que, quando os dois chegaram à agência, a dupla de ladrões já os aguardava em um Fiat Punto prata estacionado.
A polícia diz que era rotina das vítimas ir ao banco para fazer depósitos.

Mais um diz ter sido vítima de extorsão da CPI dos Alvarás

Folha de S.Paulo

O dono de uma casa noturna relatou à reportagem que um homem que se identificou como representante de vereadores da CPI dos Alvarás tentou extorquir dele R$ 200 mil para que o local não fosse investigado.
A CPI visava verificar a situação de locais com capacidade para mais de 250 pessoas.
O empresário, que pediu para não ser identificado, é sócio de uma grande boate no centro expandido.
O local foi vistoriado no primeiro semestre, diz ele, por uma comissão de vereadores.
"Vieram para achar pelo em ovo. E quando você procura pelo em ovo, você acha pelo em ovo", diz.

Represas têm outubro mais seco dos últimos dez anos

Felipe Amorim

do Agora
O mês de outubro, que historicamente marca a volta das chuvas na região das represas que abastecem a Grande São Paulo, foi o mais seco dos últimos dez anos.
Na área do sistema Cantareira, que abastece 6,5 milhões de pessoas na região, choveu em todo o mês apenas 42,5 mm até ontem.
A média histórica do mês é 130,8 mm, segundo dados da Sabesp.
A companhia de abastecimento divulga em seu site os volumes de chuva apenas a partir de 2003.
A seca se repetiu sobre os outros cinco sistemas que abastecem a região metropolitana da capital.
Apenas o Alto Cotia não registrou a pior marca para outubro nos últimos dez anos.

Prefeitura diminui serviço de recapeamento de ruas

William Cardoso

do Agora
O prefeito Fernando Haddad (PT) reduziu em cerca de quatro vezes o ritmo de recapeamento das ruas e avenidas da capital, em comparação com os dois últimos anos do antecessor, Gilberto Kassab (DEM).
A gestão atual refez, em média, 5,6 km de asfalto por mês (de janeiro de 2013 a setembro deste ano), contra 23,5 km ao mês nos últimos dois anos da anterior.
Os números foram obtidos pelo Agora por meio da Lei de Acesso à Informação.
De forma geral, as prefeituras deixam para os períodos próximos ao fim do mandato e à eleição o recapeamento de ruas e avenidas.
Especialista em trânsito, o engenheiro Humberto Pullin afirma que é fundamental ter cuidado com o recapeamento.
"Manter o pavimento em condição adequada é importante para a segurança das pessoas e para a conservação mecânica dos veículos", diz.
Resposta
A Secretaria da Coordenação das Subprefeituras afirmou, por meio de nota, que a expectativa é de que, até o fim de 2016, sejam renovados cerca de 750 km de asfalto em toda a cidade.
"A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras esclarece que o orçamento previsto para 2013, primeiro ano dessa gestão, para os serviços de recapeamento foi estimado pela gestão anterior, que solicitou R$ 240 milhões.
Entretanto, e isso faz diferença, Câmara Municipal de São Paulo aprovou apenas R$ 47 milhões", disse na nota.
A secretaria afirmou que, mesmo assim, conseguiu empenhar R$ 85 milhões em obras de recapeamento e pavimentação em 2013.
"Com este valor foi possível se manter dentro da média anual de investimentos, que é de R$ 80 milhões", diz.
A média de Gilberto Kassab (DEM), segundo a assessoria do ex-prefeito, foi de cerca de R$ 145 milhões por ano com os dois serviços.
Segundo a pasta, foram aprovados R$ 130 milhões neste ano –R$ 90 milhões já foram usados.
"É importante destacar que a disponibilidade e a liberação desses recursos ocorrem de acordo com a arrecadação de tributos do município", afirmou a pasta.
A secretaria disse ainda que "não é correta a comparação entre os quatro anos da gestão anterior com pouco mais de um ano e meio dessa gestão".
A prefeitura afirmou também diz que as ruas citadas na reportagem serão vistoriadas e, se necessário, incluídas no programa.

Amazônia acumula 762 mil km² de desmatamento em 40 anos, diz estudo

 Agência Brasil
desmatamento
Área desmatada noperíodo equivale a três estados de São Paulo, diz relatório Arquivo/Agência Brasil
Até o ano passado, o desmatamento acumulado na Floresta Amazônica, em 40 anos de análise, somou 762.979 quilômetros quadrados (km²), o que corresponde a três estados de São Paulo ou a 184 milhões de campos de futebol. É o que revela o relatórioO Futuro Climático da Amazônia, coordenado pelo pesquisador Antonio Donato Nobre, do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O relatório, divulgado na tarde desta quinta-feira (30)  na Sala Crisantempo, na zona oeste de São Paulo, reúne várias estudos feitos sobre a região e é destinado à população leiga. O objetivo é universalizar o acesso a mais de 200 estudos e artigos científicos e diminuir o que o pesquisador chama de “ignorância” sobre os problemas ambientais.
Nobre calcula que a ocupação da Amazônia já destruiu 42 bilhões de árvores, ou seja, mais de 2 mil árvores por minuto, de forma ininterrupta, nos últimos 40 anos. Somando-se o desmatamento e a degradação (que considera áreas verdes, mas inutilizadas) da floresta, a destruição da Amazônia alcança mais de 2,062 milhões de km².

De acordo com o relatório, o desmatamento pode pôr em risco a capacidade da floresta de rebaixar a pressão atmosférica, exportar sua umidade para outras regiões pelos chamados “rios voadores” e regular o clima, induzindo à seca. Os efeitos sobre a Região Sudeste, mais especificamente no estado de São Paulo, que enfrenta uma grande seca, ainda estão sendo estudados, mas Nobre acredita que parte disso seja reflexo do desmatamento da Mata Atlântica e do aquecimento climático.
“Estamos na UTI climática”, afirmou o pesquisador, comparando o problema do clima ao de um paciente internado em um hospital. Segundo Nobre, é difícil prever se o “paciente” – no caso, a Amazônia – vai reagir, embora ainda exista uma solução para o problema.

“Quando se está no processo de UTI no hospital, o médico vai dizer a que horas você vai morrer? Não vai. Depende do seu organismo e de muitos fatores, e o que o médico pode fazer é o que está ao alcance dele: informar. O que estou fazendo é informando [sobre o problema ambiental na Amazônia]. E acho que tem uma solução: desmatamento zero para anteontem e replantar em esforço de guerra. Mas, antes disso, um esforço de guerra real é acabar com a ignorância”, enfatizou.
De acordo com Nobre, o esforço para zerar o desmatamento é insuficiente, já que é preciso também confrontar o passivo do desmatamento acumulado e dar início a um processo de recuperação do que já foi destruído. “É preciso plantar árvores em todos os lugares, e não só na Amazônia”, ressaltou o pesquisador, lembrando que não podem ser plantados somente eucaliptos, como ocorre atualmente, já que esta não é a espécie mais indicada para trazer chuva.
Para ele, o governo tem uma grande tarefa a realizar e esse trabalho deve ser feito em conjunto com o Ministério Público, a Justiça, as organizações não governamentais (ONGs) e, principalmente, os cientistas, repetindo algo que foi feito após 2004, quando o Brasil alcançou o pico de área desmatada ([27,7 mil km²) “É possível fazer acordos e todos os setores serem beneficiados”, airmou.
Apesar de o desmatamento estar se reduzindo nos últimos anos, o Brasil ainda é o maior desmatador do mundo, afirmou Cláudio Amarante, da ONG WWF Brasil. “Pelos dados que temos hoje, por tudo o que reduziu, o Brasil ainda é o maior desmatador do mundo, embora dependa de como isso é medido. O Brasil tem dez anos de redução de desmatamento, mas os países andino-amazônicos vêm em processo contrário: há um crescimento do desmatamento. Após o Brasil, vêm a Bolívia, o Peru, a Colômbia, a Venezuela e o Equador, do ponto de vista absoluto [de área desmatada].”
De acordo com Amarante, o controle do desmatamento no Brasil está entrando agora em sua fase mais difícil: a de combate às pequenas manchas de desmatamento, pouco visíveis por satélites. “Até agora, o que foi possível foi conter o desmatamento que era mais fácil, o mais flagrantemente ilegal, das áreas maiores e de maior detecção. Agora vamos ter que combater as pequenas manchas de desmatamento e as feitas por pequenas propriedades ou assentamentos”, afirmou.

Derrota no Congresso pode ser resposta a erros de Dilma

São Paulo – Dois dias após conquistar a reeleição na disputa mais acirrada da História, Dilma Rousseff (PT) enfrentou sua primeira derrota no Congresso. Seu decreto para criar os conselhos populares foi derrubado na Câmara dos Deputados e, segundo Renan Calheiros (PMDB), pode ter a mesma sina no Senado.
Nesta quinta, Aloisio Mercadante, chefe da Casa Civil, se reuniu com o presidente da Câmara Henrique Alves (PMDB) para discutir as pautas da Casa até o final do ano. O esforço tem o objetivo de reatar o diálogo com os parlamentares e impedir novas derrotas no plenário.
Carlos Pereira, professor titular da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (EBAPE/FGV), acredita que, com essa postura, os membros do Legislativo pretendem enviar um recado claro para Dilma. “É uma sinalização crível de que eles querem um quinhão maior de poder”, diz o especialista.
Congresso Nacional: segundo professor, Dilma errou ao distribuir pouco poder entre aliados - e agora está sendo pressionada por isso© Pedro França/Agência Senado Congresso Nacional: segundo professor, Dilma errou ao distribuir pouco poder entre aliados - e agora está sendo pressionada por isso
Segundo Pereira, que é pós-doutor em Ciências Políticas pela Universidade de Oxford, Dilma não soube distribuir o poder em seu primeiro mandato graças, em parte, a uma sucessão de erros na maneira como ela gerenciou o governo de coalizão. “Ela teve os aliados apenas como acessório”, diz.
O especialista é autor do livro "Making Brasil Work: The Unexpected Success of Multiparty Presidential Regimes" (Fazendo o Brasil funcionar: o inesperado sucesso do multipartidarismo em regimes presidenciais). Veja trechos da entrevista que ele concedeu a EXAME.com:
EXAME.com – O que explica a ameaça de rebelião do Congresso?
Carlos Pereira – Para entender isso, é preciso ver como Dilma gerenciou sua coalizão no primeiro mandato. Eram muitos partidos e a gestão do governo Dilma foi muito unilateral. Ela teve os aliados apenas como acessório.
Agora o PT tem a chance de aprender e reajustar os erros do passado. Por isso, os partidos da coalizão estão sinalizando que, se isso não ocorrer, mais derrotas o governo vai enfrentar.
Por que agora?
Normalmente, presidentes reeleitos têm uma lua de mel mais curta com a sociedade e Congresso. A eleição foi muito competitiva e deixou Dilma fragilizada [já que] ela venceu por uma margem muito reduzida. Como esses parceiros foram maltratados no primeiro governo, eles querem dar um recado para a presidente. Em última instância é uma sinalização crível de que eles querem um quinhão maior de poder.
Quais foram os erros? 
A minha teoria é que quanto maior o número de parceiros, quanto mais heterogêneos eles forem, e quanto menos poder for compartilhado com eles, maiores serão os problemas de coordenação e as derrotas no Congresso. Ela cometeu estes três erros.
Por que ter muitos aliados pode ser um problema? 
Se você tiver que tomar uma decisão na sua vida e que várias pessoas tenham capacidade de interferir, você vai ter que levar em consideração a preferência de todas as pessoas envolvidas. Quanto menos pessoas estiverem envolvidas num processo de decisão desta natureza, menos problema de coordenação e de custo. Essa é a racionalidade.

O Congresso que irá assumir um novo mandato em janeiro de 2015 será o mais fragmentado desde a redemocratização. Como isso vai impactar o governo Dilma? 
Essa fragmentação vai impactar pouco o futuro do governo Dilma. O que impacta é a decisão de manter esse número de partidos ou tentar construir uma coalizão menor. Se ela partir para um menor número de partidos, vai ter mais facilidade para lidar com essa coalizão. Se continuar em uma coalizão ampla e tão heterogênea como essa, vai enfrentar dificuldades. 

Ela não fica em uma situação vulnerável ao fazer isso? 
Não, porque ela tem uma maioria mais do que qualificada para governar. Os problemas que ela tem não são decorrentes de ter a maioria – tanto é que as derrotas que ela enfrenta são por decepções da sua própria base. A oposição não tem voto suficiente para impor uma derrota para ela. O problema maior não está na fragmentação, está na gerência da coalizão. 

Então, o trabalho da Dilma é decidir como ela vai compartilhar o poder e com quem ...
Importa também o grau de homogeneidade ou de heterogeneidade de preferências de políticas. É muito mais fácil você e seus amigos decidirem onde vão jantar hoje à noite se vocês gostarem do mesmo tipo de comida. Se cada um gostar de um tipo de comida diferente e detestar o tipo de comida dos outros, vai ser mais difícil chegar a um acordo.
Como isso se dá no primeiro mandato de Dilma?
Na coalizão da Dilma tinha desde do PCdB, até um partido como o de Maluf [PP], passando pelo centro, que é o PMDB. Então, você tinha uma salada completa de preferências. Quanto mais diversa essa coalizão, mais difícil encontrar um ponto comum de política para colocar em prática. 

Quem seriam os melhores aliados a partir de 2015?
Do ponto de vista numérico, ela vai ter que dispensar alguns partidos minúsculos que têm pouca influência e que só geram barulho dentro da coalizão. Vai ter que construir uma agenda muito clara e política para negociar com eles.

Como isso vai determinar a escolha dos futuros ministros?

Demais. Se ela decidir fazer um governo de coalizão levando em consideração o peso de cada um, o PT necessariamente vai ter menos ministérios. Hoje tem 17 ministérios de 39. É muito. Para que exista algum grau de proporcionalidade, a presidente vai ter que cortar na própria carne e alocar mais poder para os aliados. 

Decisão da Câmara de barrar decreto não nos abate, diz ministro

Brasília – Após o PMDB da Câmara liderar uma rebelião da base aliada e, junto com a oposição, aprovar projeto que suspende os efeitos de decreto da presidente Dilma Rousseff sobre os conselhos populares, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse nesta quarta-feira, 29, que o governo não se abaterá com a derrota, definida por ele como uma “vitória de Pirro”, de uma “vontade conservadora de impor uma derrota política” para a presidente.
“É um vitória de Pirro, quando o Congresso, de maneira persistente, insistente, acabou criando um decreto legislativo que derrota o decreto da presidente. Nada mais anacrônico, contra os ventos da história, nada mais do que uma tentativa triste de se colocar contra uma vontade irreversível do povo brasileiro, que é de participação”, comentou o ministro, ao discursar na abertura da 42ª Reunião do Conselho das Cidades, em Brasília. A expressão "vitória de Pirro" é normalmente usada para classificar uma vitória conquistada com esforços demais e que pode causar prejuízos.
© Ed Ferreira/Estadão
“Aqueles que votaram a favor desse decreto legislativo que derruba o decreto de participação social foram exatamente contra uma lógica: o povo brasileiro não aceita uma postura de mero espectador.” O texto do projeto segue agora para o Senado. Caso seja derrubada também pelos senadores, a proposta do decreto perde seu efeito prático.
Ao todo, o governo federal conta com 35 conselhos, que enfrentam uma série de dificuldades de funcionamento, como falta de transparência, reuniões pouco produtivas e critérios questionáveis na escolha de representantes.
Dos atuais conselhos existentes, 14 foram criados durante os dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sete na era FHC - e nenhum no governo Dilma. Os conselhos da Saúde e da Educação remontam à década de 1930.
“Esse decreto mexia tão pouco nas estruturas. (A decisão da Câmara) É uma vitória que não significa nada a não ser a vontade conservadora de impor uma derrota politica à presidente, mas uma derrota que não nos abate”, disse Carvalho.
“O decreto legislativo vai ao Senado, seria muito importante uma forte presença dos senhores e senhoras, para deixar claro do que se trata, não se pode aceitar a tentativa de coibir a participação social”, discursou o ministro, dirigindo-se aos conselheiros do Conselho das Cidades.
Monitoramento. Os conselhos foram idealizados para auxiliar a administração pública federal na formulação e monitoramento de políticas públicas e desempenham, na maioria dos casos, papel consultivo.
O decreto de Dilma pretende “fortalecer e articular” esses mecanismos de “atuação conjunta” entre governo federal e a sociedade civil, definindo diretrizes gerais de atuação. Para críticos, a medida institui um poder paralelo dentro do Estado, usurpando prerrogativas do Congresso. Para defensores, democratiza as decisões públicas. O texto não altera a composição dos conselhos já existentes nem cria automaticamente mais instâncias.

“Nunca falamos em imitar o chavismo porque não nos cabe, não me cabe julgar essa adjetivização, falamos simplesmente em organizar e aprofundar a participação social. Participação social tem de ser um método de governo no nosso País, e disso não abriremos mão”, ressaltou Carvalho.

Não haverá 'pauta-bomba' no Senado, diz Renan

BRASÍLIA - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta quinta-feira que não haverá votação na Casa de projetos que causem grandes impactos nas contas públicas, a chamada "pauta-bomba".
O presidente reiterou, no entanto, que está prevista para a próxima quarta-feira a votação de projeto que altera a indexação da dívida dos Estados, calendário que, ressaltou, já estava acertado para ocorrer após as eleições.
“Não haverá pauta-bomba, nós temos preocupação com o equilíbrio fiscal”, disse a jornalistas.
Foto de arquivo do presidente do Senado, Renan Calheiros, durante sessão que elegeu presidente da Casa em 2013. 01/02/2013
O que há com relação à troca do indexador apenas é que havia um compromisso de que logo depois das eleições esse projeto, que foi mandado pelo governo, seria apreciado.”
Na Câmara, por outro lado, o presidente Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), já havia anunciado sua disposição de votar diversas matérias que podem ter impacto nas contas públicas.
É o caso da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da contribuição dos inativos e outra que aumenta os repasses da União ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM), além de concluir a votação da PEC do Orçamento Impositivo, que obriga o governo a liberar de emendas parlamentares individuais.
Renan defendeu a necessidade de “ esfriar os ânimos” passadas as eleições e construir uma “convergência”, uma “agenda nacional”.

“Mas isso não cairá do céu, não. Terá de ser construído por uma boa interlocução”, disse. “Definitivamente nós precisamos conversar. Essa interlocução precisará estar mais presente de lado a lado.")

Mulher é detida por correr nua em parque no RS

Uma mulher foi detida ao correr nua pelo Parque Moinhos de Vento, em Porto Alegre, na manhã desta quinta-feira (30). Segundo testemunhas, por volta de 11h, ela começou a se despir e deixou os tenis, a calça e a blusa embaixo de um dos bancos. Em seguida, tirou as vestes íntimas e prosseguiu a corrida, sendo detida pela Brigada.

Eles escolheram esperar: sexo só depois do casamento!

Em sociedades mais conservadoras é muito comum notar que boa parte da população ainda hoje defende alguns ideais que consideram fundamentais, em especial quando se traz à tona temas, de certa forma, relacionados diretamente com os conceitos religiosos e sócioculturais. Um deles é a questão da virgindade. Tanto é que até pouco tempo atrás, muito se dizia que a mulher sempre deveria casar virgem para ser respeitada pelo marido. No entanto, com as mudanças comportamentais nas relações, atualmente já não se nota tanta exigência quanto a isso.
Saiba o que pensam jovens que fazem parte do movimento "Eu Escolhi Esperar" (EEE) que, entre outras coisas, prega a castidade antes do casamento.
Apesar disso, ainda há quem levante a bandeira. A nova Miss Brasil 2014, por exemplo, a cearense Melissa Gurgel, de 24 anos, confessou recentemente em entrevistas que ainda é virgem. E revelou que só pretende fazer sexo após subir ao altar com o homem com quem pretende passar o resto de sua vida. Outro que fez esta opção e também levou a público o assunto foi o jogador Kaká. Quer mais um exemplo? O jogador David Luiz, durante a Copa do Mundo, no Brasil, se tornou uma espécie de símbolo não oficial da campanha "Eu Escolhi Esperar" (EEE), movimento que defende essa opção. 
Uma das adeptas é a secretária executiva Carla da Rocha Duarte, 27 anos, do Rio de Janeiro. Ela tomou uma decisão radical por entender que esta é a vontade de Deus e que um relacionamento duradouro não se baseia apenas no sexo. Sim, ela já teve sua primeira experiência sexual num relacionamento de cinco anos e decidiu que sexo, agora, só depois do casamento.
"Minhas amigas e minha família não entendiam porque escolhi esperar agora. Mas faz 5 anos que tomei esta decisão e posso dizer que foi a melhor escolha da minha vida", diz. Para Carla, casamento é uma das escolhas mais importantes da vida de uma pessoa e, quando um casal decide se unir, demonstra que há um sentimento maduro entre eles e o desejo de permanecerem juntos para sempre.
"Se entenderam tudo isso antes de ter uma experiência sexual, juntos, o sexo torna-se um complemento para a relação, uma experiência nova que os manterá ainda mais unidos", conta Carla. Para o músico Lincoln Borges, 28, de Cariacica, Espírito Santo, sexo após o casamento na verdade não é a definição mais correta. "Entendo que o sexo é o casamento, a palavra sexo é referência, união. Por isso a minha decisão de fazer o sexo com a minha esposa. Então, sexo apenas depois do casamento", ressalta.
Já os familiares do designer gráfico Emerson Santos Costa, 23 anos, acham a ideia meio cafona, mas respeitam sua escolha. "Amigos cristãos acham meio cafona, mas respeitam. Outros respeitam também e acham bacana. O preconceito vai existir sempre. É inevitável. Mas não me importo muito com o que as pessoas falam. Estou solteiro há dois anos e meio. Não que eu vá viver assim para sempre, mas hoje estou focado mais em investir no meu trabalho", conta Emerson, que mora na Bahia.
O designer conta, inclusive, que já tentou se envolver com alguém que não aceitava sua opção. "Conheci uma pessoa que achava isso errado. Eu trato o sexo, hoje, como algo que deve ser realizado com a pessoa certa e no momento certo, não com qualquer pessoa e em qualquer local. Neste caso, nos conhecemos, mas não tivemos nenhum envolvimento. Não teve porque... era uma questão de princípios. Eu a respeitei, ela me respeitou e continuamos amigos", revela.
Assim como Carla, Lincoln e Emerson há outros jovens que optam pela prática sexual apenas depois do casório. Mas Nelson Junior, 37, criador do "EEE", observa que as pessoas se enganam ao associar que essa campanha é focada apenas na virgindade. Segundo ele, que é casado há 16 anos com Angela Neto, 34, é mais que um movimento que defende a castidade.
"Tratamos a importância de se viver uma vida sexual e emocional de forma pura e saudável. A cada 10 jovens cristãos hoje, sete não são mais virgens e metade dos jovens cristãos tem uma vida sexual ativa. Isso porque a grande maioria não foi criada na igreja, se converteu quando jovem, ou seja, já vieram com um histórico sexual ativo. Mas perceberam que o prazer não pode estar acima dos princípios e valores, que tudo na vida tem limites e o sexo também", conta Nelson, que é formado em Teologia e trabalha com jovens há mais de 20 anos.
Nelson foi mais precoce do que Lincoln, Emerson e Carla em sua decisão: optou em esperar aos 11 anos. "Foi observando a vida de meus colegas de escola e a história de pessoas próximas que percebi como as suas aventuras amorosas proporcionavam frustrações. Não desejava repetir a mesma história. Foi quando decidi não ter pressa e saber esperar o tempo certo para viver minhas experiências sexuais e emocionais", completa.
Ele explica ainda que o movimento percorre o Brasil reunindo jovens simpatizantes desta escolha. "Mais de 200 mil pessoas já fizeram nossos cursos, já visitamos todas as capitais e realizamos mais de três mil palestras. Meu desejo é fortalecer, orientar e dar um apoio para os que esperam até o casamento para viver suas experiências sexuais. Friso que a campanha vai muito mais além da virgindade. Trabalhamos com preservação sexual e integridade emocional, encorajando as pessoas a buscarem relacionamentos saudáveis e duradouros", avalia Nelson.
Atualmente, 65% do público do EEE são de mulheres e a faixa etária que realiza doações, que segue a campanha nas redes sociais ou que frequenta os seminários é de 17 a 27 anos, o que representa 75% do público. "Os adolescentes representam 20% e os outros 5% são pessoas acima de 27 anos. E, pelo menos, 70% do nosso público não é mais virgem e/ou fez esta opção agora em suas vidas", revela Nelson. Ele ressalta ainda que o movimento não abrange apenas evangélicos, mas pessoas de outras religiões também.

Se interessou para saber mais detalhes sobre esse movimento? Clique nas imagens para conferir a entrevista na íntegra!

PSDB de Aécio Neves pede auditoria na votação

© Dida Sampaio/Estadão
O PSDB protocolou nesta quinta-feira no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedido de auditoria especial para verificar o resultado das eleições presidenciais deste ano. O candidato do partido Aécio Neves perdeu a disputa para a petista Dilma Rousseff por uma diferença de 3,28 pp. Na petição, assinada pelo coordenador jurídico do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP), o partido justifica que há "uma somatória de denúncias e desconfianças por parte da população brasileira" motivada pela decisão do tribunal de só divulgar o resultado da eleição presidencial após a votação no Estado do Acre.
"O aguardo do encerramento da votação no Estado do Acre, com uma diferença de três horas para os Estados que acompanham o horário de Brasília, enquanto já se procedia a apuração nas demais unidades da federação, com a revelação, às 20h00 do dia 26 de outubro, de um resultado já definido e com pequena margem de diferença são elementos que acabaram por fomentar, ainda mais, as desconfianças que imperam no seio da sociedade brasileira."

O partido pede ao TSE a abertura de processo de auditoria nos sistemas de votação e de totalização dos votos, por uma comissão de especialistas formada a partir de representantes indicados pelos partidos políticos. "É justamente com o objetivo de não permitir que a credibilidade do processo eleitoral seja colocada em dúvida pelo cidadão brasileiro que nos dirigimos neste momento à presença de Vossas Excelências", alega. O TSE ainda não se manifestou a respeito. 

Os 10 celulares mais reclamados no Brasil, segundo site

O levantamento traz o número de queixas de consumidores contra as marcas de celulares e as lojas de varejo físicas e virtuais (Reprodução Motorola)© Reprodução Motorola O levantamento traz o número de queixas de consumidores contra as marcas de celulares e as lojas de varejo físicas e virtuais
O site Reclame Aqui, que recebe diariamente queixas de consumidor sobre produtos, serviços, empresas e marcas, divulgou nesta semana a lista dos 10 celulares mais reclamados no Brasil.
No total, o site registrou 28.754 queixas de consumidores, realizadas nos últimos 12 meses (de 1º de outubro de 2013 a 30 de setembro de 2014), contra as marcas de celulares e as lojas de varejo físicas e virtuais.
No topo dos smartphones mais reclamados está o Moto G, da Motorola, com mais de 11.757 queixas de consumidores. Na segunda posição está o Galaxy S4, da Samsung. Cerca de 4.500 consumidores reclamaram do aparelho no Reclame Aqui no último ano. Fechando o top 5 dos mais reclamados estão: Moto X, da Motorola, com 2.967 registros, Galaxy S3, da Samsung, com 2.967 queixas, e o iPhone 5S, da Apple, com 1.845 reclamações.
Segundo o site, as principais queixas contras os aparelhos e as lojas estão relacionadas a problemas nas telas, bateria ruim ou ao atendimento  ruim. Confira abaixo o ranking completo do Reclame Aqui:
1. Motorola - Moto G - 11.757 reclamações
2. Samsung - Galaxy S4 - 4.468 reclamações
3. Motorola - Moto X - 2.967 reclamações
4. Samsung - Galaxy S3 - 2.226 reclamações
5. Apple - iPhone 5S - 1.845 reclamações
6. Apple - iPhone 5 - 1.724 reclamações
7. Sony - Xperia Z1 - 1.275 reclamações
8. Samsung - Galaxy Duos - 846 reclamações
9. LG - G2 - 825 reclamações

10. Samsung - Galaxy Gran Duos - 821 reclamações

RodapéNews - 2ª Edição - 30 de outubro de 2014


Advogado de Youssef confirma armação de Veja em conluio com PSDB no caso Petrobrá


VEJA E PSDB COMETERAM CRIMES ELEITORAIS

REVISTA VEJA "ARMOU" FALSA REPORTAGEM EM CONLUIO COM PSDB PARA INFLUENCIAR O 2º TURNO
Valor Econômico - versão impressa - 30/10/2014 (via RodapéNews)
Advogado de Youssef nega participação em 'divulgação distorcida'
O advogado que representa Alberto Youssef, Antonio Figueiredo Basto, negou envolvimento na divulgação de informações que teriam sido prestadas pelo doleiro no âmbito da delação premiada, sobre o conhecimento de suposto esquema de corrupção na Petrobras pela presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) e pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Asseguro que eu e minha equipe não tivemos nenhuma participação nessa divulgação distorcida", afirmou ao Valor Pro. A informação de que Dilma e Lula sabiam da corrupção na Petrobras foi divulgada na sexta-feira passada pela revista "Veja".
"Acho mesmo que isso tem que ser investigado. Queremos uma apuração rigorosa", garante Basto, que já integrou o conselho da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). 
A reportagem menciona que a declaração de Youssef teria ocorrido no dia 22 de outubro. "Nesse dia não houve depoimento no âmbito da delação. Isso é mentira. Desafio qualquer um a provar que houve oitiva da delação premiada na quarta-feira", afirma, irritado, Basto. O advogado diz ser falsa a informação de que o depoimento teria ocorrido na quarta-feira para que fosse feito um "aditamento" ou retificação sobre o que o doleiro afirmara no dia anterior: "Não houve retificação alguma. Ou a fonte da matéria mentiu ou isso é má-fé mesmo", acusa o defensor de Youssef

VEJA, PODRE E MENTIROSA, TERÁ QUE PAGAR POR SUAS MALDADES E CRIMES ELEITORAIS
Conversa Afiada
Lula: Veja foi o melhor panfleto da campanha do Aécio

DOCUMENTOS ESCONDIDOS POR JOAQUIM BARBOSA,  NO INQUÉRITO DO CHAMADO "MENSALÃO PETISTA", PROVARÃO A INOCÊNCIA DE HENRIQUE PIZZOLATO

LIVRE NA ITÁLIA, PIZZOLATO PROVARÁ ERROS DO SUPREMO NO PROCESSO EM QUE FOI CONDENADO INJUSTAMENTE NO BRASIL
Estadão Online - 30/10/2014 - 30/10/2014 - 14h07
Justiça italiana decide devolver passaporte a Pizzolato
La Spezia, Itália - Depois de liberar Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil e condenado por envolvimento no mensalão, a Justiça da Itália agora decide devolver todos os documentos do brasileiro, sob a argumentação de que não existe nada contra ele. Oficialmente, ele fica autorizado a viver sem qualquer tipo de constrangimento e até viajar para onde quiser, ainda que corra o risco de ser preso se sair da Itália.
Ao Estado, o procurador de La Spezia, Maurizio Caporuscio, informou que assinou nesta manhã uma autorização para que o passaporte e carteira de identidade original do brasileiro sejam devolvidos a ele. "Não encontramos nada contra ele aqui", declarou o procurador em entrevista ao Estado

O Cafezinho
Ocultação de documentos fez justiça italiana soltar Pizzolato
Ou seja, a Pizzolato foi negado, durante fase decisiva do processo, o acesso ao Laudo 2828, e a outros documentos que provavam sua inocência. Estes documentos foram escondidos no Inquérito 2474, o famoso gavetão, que só hoje está sendo liberado ao público. 
O Inquérito 2474 era um aprofundamento das investigações sobre o mensalão (ao contrário do que alegaria Joaquim Barbosa, que mentiu descaradamente sobre o tema). Ele trazia elementos que permitiriam à Justiça, aos réus e à sociedade, entender o contexto das denúncias, num quadro maior. E trazia documentos, reitero, que inocentavam Pizzolato, como o Laudo 2828, feito pela Polícia Federal, a pedido do próprio Joaquim Barbosa e da Procuradoria, e que atestava categoricamente a inocência de Pizzolato e Gushiken 

LEMBRANDO A TRAMA ARMADA POR JOAQUIM BARBOSA
Carta Capital - 24/01/2014
"Escondido" por Barbosa, inquérito da PF sobre valerioduto é liberado
Em 2011, CartaCapital teve acesso ao documento e ajudou a esclarecer por que a investigação foi mantida em segredo por tanto tempo. Acesse a íntegra