sábado, 31 de janeiro de 2015

Explosão de casos de dengue lota UBSs e deixa sorocabano em estado de alerta

Unidades de saúde das vilas Nova Sorocaba e Barão estavam cheias de pessoas com sintomas da doença
Giuliano Bonamim
giuliano.bonamim@jcruzeiro.com.br

A dengue tem avançado sem controle em Sorocaba e preocupa a comunidade. Pacientes com suspeita ou diagnóstico comprovado da doença superlotaram ontem as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em busca de atendimento. Na Vila Nova Sorocaba, um dos pontos mais críticos, o número de casos registrados neste ano saltou de 93 para 107 no intervalo de 24 horas. Na Vila Barão, 58 pessoas com sintomas procuraram o auxílio médico entre às 8h e às 11h15 e, em 20 delas, foi identificada a presença do vírus. O receio de o povo ser picado pelo mosquito transmissor é tão grande que o comércio já começou a registrar um aumento nas vendas de repelentes e raquetes elétricas.

A Secretaria de Saúde de Sorocaba não atualizou ontem o número de casos oficiais de dengue, apesar de a cidade estar em estado de emergência devido à epidemia. O último relatório divulgado anteontem, com dados referentes aos 28 dias de janeiro, mostrava 547 pessoas infectadas no município.





Esse número, certamente, já está desatualizado. A UBS da Vila Nova Sorocaba passou o dia lotada de pacientes com sintomas da dengue. Nas três primeiras horas de funcionamento foram identificadas 40 pessoas com pelo menos três sinais da doença: febre, manchas avermelhadas na pele e dores de cabeça, no corpo, atrás dos olhos e nas juntas.
A enfermeira Graziela Monteiro, que trabalha na UBS da Vila Nova Sorocaba, relatou que o movimento de pacientes com suspeita da doença tem aumentado diariamente. Tanto que, há uma semana, um espaço do prédio foi batizado de "sala de dengue" para atender a demanda. No local, a pessoa passa por uma triagem e tem uma mostra de sangue retirada do corpo para a comprovação do diagnóstico - que demora aproximadamente três dias.

Segundo Graziela, a procura pelo atendimento relacionado à dengue provocará até uma alteração no horário de funcionamento da UBS da Vila Nova Sorocaba. A partir de segunda-feira, o local fechará às 22h. Atualmente, o serviço é feito entre 8h e 19h.
Os assuntos relacionados à doença são explorados em todos os cantos da UBS da Vila Nova Sorocaba. Desenhos do mosquito estão expostos na sala de espera ao lado de dezenas de avisos. Um recado logo na entrada orienta os enfermos: "Pacientes com suspeita de dengue serão atendidos preferencialmente. Favor dirigir-se à sala de dengue". 

Na UBS da Vila Barão, outra concentração de casos em Sorocaba, o quadro de avisos mostrava anteontem o número de 37 registros da doença no bairro. Esse cálculo também já ficou para trás, pois somente pela manhã foram confirmadas mais 22 pessoas com o vírus.
De acordo com a Prefeitura, a transmissão tem ocorrido com mais intensidade nas regiões dos bairros Vila Barão, Lopes de Oliveira, Maria Eugênia, Nova Esperança, São Guilherme, Parque São Bento, Vila Angélica, Maria do Carmo, Fiori, Mineirão e Nova Sorocaba. Alguns focos foram registrados no sudoeste e norte da cidade, enquanto a zona leste está na fase inicial da proliferação. 

Infectados


Basta andar pelos bairros mais infectados para encontrar pessoas que estiveram ou estão com o vírus. O motorista Américo Dias da Silva, 67, teve o diagnóstico confirmado da dengue na quarta-feira. A sua esposa, Maria Aldina de Almeida Silva, 63, até ontem tinha somente os sintomas da doença. Ambos moram na Vila Nova Sorocaba e estiveram na UBS para dar continuidade ao tratamento.
Américo estava com o semblante triste, cansado, típico de um doente. "Não desejo essa doença a ninguém", afirma. "Os sintomas começaram no dia 24 e passei a noite delirando, com febre de 39 graus", conta. Maria Aldina teve como principal sintoma o vômito. "Começamos a passar mal no mesmo dia", relembra. 

A dona de casa Marisa Lima de Oliveira, 35, moradora do bairro Humberto de Campos, tem sofrido com o filho doente. Guilherme, 14, contraiu a doença nesta semana e esteve ontem na UBS da Vila Barão para ser examinado. "E eu conheço muito mais gente que pegou dengue neste ano, entre elas a minha irmã, uma vizinha e amigos", relata.

Já o empreiteiro Adenílson Alves, 33, acompanhou ontem a irmã e a sobrinha à UBS da Vila Barão. Ambas moram no bairro e contraíram a doença. "Elas estão muito debilitadas, mal conseguem ficar em pé e sentem muitas dores", relata.

Piloto fica preso fora da cabine

Agências

O copiloto de um avião da Delta Airlines teve que fazer um pouso de emergência porque o piloto ficou trancado do lado de fora da cabine.
O incidente ocorreu anteontem, no voo de Minneapolis, em Minnesota, para Las Vegas, em Nevada, nos Estados Unidos, com 168 pessoas a bordo.
A situação foi percebida pelos passageiros, já que o piloto estava fora da cabine quando a porta fechou e emperrou.
"Não foi um enorme pânico, mas houve alguma confusão", contou a passageira Jesse Dougherty à ABC News.

Empresário morre baleado ao tentar escapar de assalto

Fabio Pagotto

do Agora
O empresário Luís Fernando Chamelet Nogueira, 35 anos, morreu ao tentar escapar de uma tentativa de assalto dando marcha a ré no carro, um Honda CRV, após ser baleado no pescoço, anteontem, em frente à casa da sogra, na Rua Marani, na Vila Prudente (zona leste).
A Polícia Militar foi chamada e ele chegou a ser levado com vida pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) ao hospital da Vila Alpina, mas não resistiu ao ferimento.
O cunhado de Nogueira, o balconista Antônio Luiz Valentim, 43 anos, estava no banco de trás do carro, e a mulher do empresário, a empresária Patrícia Valentim, 39 anos, estava no banco do passageiro, no momento da tentativa de assalto.

Escolas estaduais aumentam número de alunos por sala

Isabella Palhares

do Agora
As aulas nas escolas estaduais de São Paulo começam nesta segunda-feira com turmas mais cheias, de acordo com professores.
Em alguns colégios, serão mais de 50 estudantes por turma.
Uma resolução de 2008 do Estado recomenda que as salas tenham, no máximo, 40 alunos nas classes de ensino médio.
Nas de ensino fundamental, o máximo recomendado é de 35 estudantes.
De acordo com a Apeoesp (sindicato dos professores do Estado), ao menos mil salas de aula foram fechadas neste ano em todo o Estado.
Apenas na capital, a medida atingiu 470 salas. Houve fechamentos, ainda, no interior e no litoral. Na região de Campinas (93 km de SP), 335 salas foram fechadas e, na Baixada Santista, 50.
Resposta
A Secretaria do Estado da Educação disse que a cada ano realiza uma readequação das salas de acordo com o número de alunos matriculados, mas que ainda não pode indicar o número de salas fechadas já que o período de matrículas se encerrou ontem.
Ainda de acordo com a secretaria, a informação de que as salas teriam um número maior de alunos que no ano passado é "prematura" e que será seguido a recomendação estadual de estudantes por turma.
Segundo a pasta, com o início das aulas, ainda haverá a distribuição de alunos e salas em todas as escolas.

Fralda e remédio continuam em falta em postos de saúde

Alan Santiago

do Agora
Pacientes reclamam que continuam faltando medicamentos para o colesterol e fralda geriátrica em alguns postos de saúdes mantidos pela prefeitura.
As faltas foram identificadas em unidades da zona leste e da zona sul de São Paulo.
O problema já havia sido revelado pelo Agora em 8 de janeiro.
Na época, a prefeitura afirmou que abriu um processo de compra emergencial para as fraldas e que remédios chegam semanalmente.
O vendedor Ricardo Cerquiare Tavares, 79 anos, ouve uma resposta desanimadora quando vai às UBS (Unidades Básicas de Saúde) das ruas Taquari e Marina Crespi, na região onde mora, no Alto da Mooca (zona leste de SP).
Resposta
A Secretaria Municipal da Saúde nega, por meio de nota, que haja falta do medicamento sinvastatina, mas diz que pode haver desabastecimento pontual nos postos de saúde por razões de logística.
Sobre as fraldas, a secretaria afirma que foi necessária nova compra porque técnicos reprovaram a qualidade do produto entregue pelo antigo fornecedor.
A promessa é distribuir os tamanhos G até semana que vem.

Cantareira nunca recebeu tão pouca água de rios no mês

A recepcionista Carolina Bento mostra roupa suja

Felipe Amorim e Folha de S.Paulo

do Agora
A quantidade de água que o sistema Cantareira recebeu neste mês foi ainda menor que a de janeiro do ano passado, quando o manancial registrou a pior seca da história para o mês de janeiro.
Apesar de ter chovido mais nas represas neste janeiro, o volume de água que chegou ao Cantareira pelos rios que o abastecem (a chamada "vazão afluente") teve redução de 41% ante janeiro do ano passado: de 14.300 para 8.400 litros por segundo.
A vazão, segundo especialistas, é um indicador mais importante que a chuva, pois os rios contribuem mais diretamente para o aumento do nível das represas.
Além disso, com a seca, parte da água da chuva se infiltra no solo e não ajuda o sistema.

Movimentos anticorrupção marcam protesto para o dia da posse de parlamentares

Agência Brasil Edição: Armando Cardoso
Movimentos populares de todo país devem se reunir domingo (1º), em frente ao Congresso Nacional, para protestar contra a corrupção. De acordo com o professor Josemar Dorilêo, integrante do Movimento Brasil Livre, pelo menos cinco estados serão representados no dia da posse dos novos deputados e senadores.
“No domingo, virão caravanas de São Paulo, Goiânia, Salvador, Belo Horizonte e do Rio de Janeiro. A partir das 8h, estaremos concentrados em frente do Congresso Nacional”, disse o professor. Ele adiantou que os ativistas devem fixar 300 cartazes ao longo da Esplanada dos Ministérios, com mensagens contra a corrupção e pedindo o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
Conforme Dorilêo, as denúncias de corrupção na Petrobras motivaram os manifestantes. “Já realizamos atos no protão da Embaixada dos Estados Unidos, um 'faxinaço' nas proximidades da sede da Petrobras e um buzinaço pela moralidade. Mas esta é a primeira aliança de todos os movimentos”, informou o professor.
Segundo ele, são dez movimentos, organizados em redes sociais, que se uniram para o ato de domingo. “A meta é  contar com o maior número de pessoas que querem um país sem corrupção, um país limpo, um país decente. Nossos movimentos são contra a corrupção. Precisamos unir os movimentos oposicionistas do Brasil em nossas manifestações”, ressaltou a médica Neila Aidar, uma das organizadoras do ato.
O domingo também será movimentado no Congresso. Além da posse dos novos parlamentares, PT e PMDB disputarão o comando da Câmara dos Deputados. Apesar de compor a base governista, o PMDB lançou Eduardo Cunha, enquanto, pelo PT, Arlindo Chinaglia tenta retornar à presidência da Casa. Líder do PSB na Câmara, Júlio Delgado (MG) corre por fora e também concorre. A eleição já é considerada a mais disputada desde 2005, quando o então deputado Severino Cavalcanti (PP-PE) derrotou o petista Luís Eduardo Greenhalgh (SP).
No Senado, a disputa pela presidência envolve apenas o PMDB, partido de maior bancada (19 senadores) e, por isso, com a prerrogativa de indicar o presidente. Renan Calheiros (AL) e Luiz Henrique são os candidatos. 
A eleição para a presidência da Câmara e a Mesa Diretora da Casa ocorrerá após a posse dos deputados para a próxima legislatura. Se nenhum dos candidatos conseguir a maioria absoluta dos votos, a eleição pode ser em dois turnos. O mesmo vale para os cargos da Mesa. 

Estado de SP já previa desabastecimento em estudo de 2009

SÃO PAULO - Uma crise na bacia hidrográfica do Sistema Cantareira em 2015, que desencadeia uma “guerra da água”, foi prevista em um estudo de planejamento feito há seis anos pelo governo José Serra (PSDB). O documento fazia uma projeção de São Paulo, a partir de cenários ambientais nas décadas de 2010 e 2020.
Intitulado “Cenários Ambientais 2020”, o documento foi elaborado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente em 2009 e contou com a colaboração de mais de 200 especialistas. O objetivo, segundo o estudo, era estabelecer diretrizes e planos de ação para o Estado de São Paulo e, assim, evitar que as previsões mais pessimistas se confirmassem.
Como se estivesse situado em 2020, mas olhando para os anos anteriores, o cenário de referência destaca impactos no balanço hídrico e períodos extremos de chuva (que aconteceram em 2010 e 2011, após a publicação do estudo) e seca (em 2014). E fala como se estivesse no futuro. “Por volta de 2015, a crise atingiu também a Bacia Hidrográfica dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí ”, diz o texto.
Os rios citados compõem o Sistema Cantareira – o principal manancial de São Paulo, que hoje opera com 5,1% da capacidade, incluindo volume morto. A projeção narra, ainda, que o Estado teria assistido nesse período a um “conflito pelo uso dos recurso hídricos, que desencadeou uma ‘guerra da água’ entre algumas regiões”. Essa “guerra” teria começado após “um ano atípico de chuvas, com precipitações muito abaixo do esperado”.
Desde o início da crise hídrica, há um ano, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) tem responsabilizado as chuvas abaixo da média histórica para justificar a má situação dos reservatórios paulistas. O cenário também prevê uma nova crise em 2018, em decorrência da primeira, quando águas superficiais e subterrâneas seriam afetadas, comprometendo o fornecimento de cidades.
“Ações judiciais se multiplicaram, no rastro das manifestações populares que reivindicaram abastecimento público em detrimento do agronegócio.” “A Agência Nacional de Águas (ANA) disponibilizou técnicos que auxiliaram na mediação do conflito. No auge da crise, prefeitos e vereadores aprovaram pacotes com leis restringindo temporariamente algumas atividades econômicas de uso intensivo de água”, continua o prognóstico.
Todos esses trechos fazem parte da projeção definida no documento como o “cenário de referência”. “Aquele que ocorrerá caso sejam mantidas as percepções atuais da evolução do presente. Matematicamente, é considerado o mais provável de ocorrer”, diz o texto. Além dele, o estudo discorre sobre os cenários Ideal (uma visão “quase utópica”, segundo o documento) e Alvo (o melhor futuro possível, considerando restrições econômicas e institucionais).
Medidas. Para promover uma gestão eficiente dos recursos hídricos, o estudo sugere medidas ambientais e específicas. Entre elas, incluir diagnósticos e cenários nos planos regionais, além de mapear, monitorar e implementar planos de ações. Outras propostas são estabelecer, por meio de lei, planos para o aumento da eficiência de uso da água nas principais atividades econômicas e criar áreas de proteção e recuperação de mananciais nas bacias de interesse regional. 

Brasileiro condenado à morte na Indonésia não quer deixar a prisão para ir ao médico

SÃO PAULO - Na iminência de ser executado, o brasileiro Rodrigo Gularte, preso na Indonésia desde 2004 ao tentar entrar no país com 6 quilos de cocaína dentro de pranchas de surfe, tem poucos momentos de lucidez e não quer deixar a prisão para ir a um hospital, a fim de obter um laudo que pode livrá-lo do corredor da morte. A família, que afirma que o curitibano sofre de esquizofrenia, tenta sua internação em um hospital psiquiátrico. Mas Gularte, com medo, tem receio de que qualquer deslocamento seja para levá-lo para a morte, e não para um médico.
Autoridades da Indonésia, segundo o jornal The Jakarta Post, confirmaram o nome de Gularte na lista dos presos que serão executados em fevereiro. A data ainda não está marcada. Não cabem mais recursos na Justiça. Na semana passada, o presidente da Indonésia, Joko Widodo, rejeitou o pedido de clemência feito pelo governo brasileiro.
- Ele está desorientado, com muito medo. Afinal, são dez anos no corredor da morte. Ele não quer sair para fazer os exames médicos - contou ao GLOBO o advogado Cleverson Teixeira, amigo da família e que conhece Rodrigo desde a infância. A prima Angelita Muxfeldt, que ainda está na Indonésia, relatou que corre contra o tempo para conseguir esta avaliação médica.
- A Angelita relata dificuldade, morosidade neste processo. Ela foi junto com o advogado para tentar conseguir um médico que faça esta avaliação, para reafirmar o que um primeiro laudo, feito por um médico indonésio, já apontou. Enquanto isso, o Rodrigo segue muito abalado, não fala coisas reais e idealiza situações também não reais. Em agosto, quando a mãe dele esteve na prisão, ele já falava coisas que não condiziam com a realidade - conta o advogado.
O Ministério das Relações Exteriores informou ao GLOBO, por intermédio de sua assessoria, que a embaixada do Brasil em Jacarta não recebeu comunicação oficial sobre a execução de Gularte.

Barba de Aécio rouba a cena em evento do PSDB

BRASÍLIA - A primeira aparição de Aécio Neves em Brasília após a eleição presidencial deu o que falar, menos por sua intervenção no PSDB para que a bancada se unifique em torno de Júlio Delgado (PSB-MG), e mais pela mudança no visual.
O senador surgiu nesta sexta-feira com uma barba bem aparada, mesclando proporções semelhantes de pelos ainda castanhos com grisalhos.
As reações ao novo visual foram diversas. Assim que chegou ao hotel Royal Tulip para o encontro com a bancada tucana, foi possível ouvir comentários tanto de aprovação, quanto de rejeição. O senador não escapou de comentar sobre a mudança, questionado por jornalistas logo na entrada do evento.
— O visual pode mudar, só não muda o discurso — pontuou o tucano.
No evento, duas mulheres discutiam a barba de Aécio, mas não concordaram sobre o resultado.
— Ele ficou ainda mais gato com essa barba — disse uma delas.
— Ah, eu não gostei, cobriu as covinhas dele — respondeu a outra.
A barba foi motivo de brincadeira durante a fala de Aécio aos deputados. Um deles disse, inclusive, que o visual ajudou a arregimentar votos a favor de Júlio Delgado.
— Depois dessa fala do nosso presidente, com certeza vamos seguir a orientação do partido e votar no Júlio no primeiro turno. Ainda mais com o Aécio com essa barba parecida com a minha — brincou o deputado eleito delegado Waldir (PSDB-GO).
Outros barbudos também aprovaram a mudança. O líder do PSDB, deputado Antonio Imbassahy (BA), acredita que Aécio "vai agradar ainda mais" com o visual.

'Não há nenhuma decisão sobre rodízio de água', diz Alckmin após reunião com Dilma

BRASÍLIA - Em meio à maior crise hídrica da história de São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse nesta sexta-feira, 30, que não há ainda nenhuma decisão tomada quanto à implementação do rodízio de água no Estado. Alckmin discutiu a crise no abastecimento com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto - foi a terceira audiência entre os dois nos últimos três meses.

Conforme informou nesta sexta-feira o Estado, entre as saídas estudadas pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para evitar o colapso completo do Sistema Cantareira, a mais provável é a adoção de um rodízio de 4 por 2 (quatro dias sem água e dois com).
"Não há nenhuma decisão tomada sobre rodízio de água, este é um assunto que a Sabesp está avaliando tecnicamente, monitorando permanente", disse Alckmin, em coletiva de imprensa. "Nós optamos pela válvula redutora de pressão, porque com ela você não zera o sistema e, não zerando o sistema, diminui o risco de contaminação, porque você mantém o sistema sob pressão."
Alckmin destacou que o governo está distribuindo gratuitamente caixa d'água para famílias de baixa renda e disse que não há decisão sobre a utilização da terceira reserva técnica do Cantareira. "Não há decisão sobre a utilização da terceira reserva técnica do Cantareira, mas não pretendemos utilizá-la, a não ser que haja uma extrema necessidade", observou o governador.
Por parte do governo federal, os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil), Nelson Barbosa (Planejamento) e Izabella Teixeira (Meio Ambiente) acompanharam a conversa entre Dilma e o governador no Planalto. Por parte do governo estadual, Alckmin trouxe o presidente da Sabesp, Jerson Kelman, e o secretário paulista de Saneamento e Recursos Hídricos, Benedito Braga.
Nesta quarta-feira, 28, a presidente recebeu no Planalto os governadores de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), e do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), para tratar da situação do abastecimento de água nesses Estados. Minas já cogita dentro de três meses adotar o racionamento, caso a situação se agrave.
"É responsabilidade do governo dos Estados a gestão e operação do abastecimento, mas podemos construir parcerias republicanas, que aumentem a oferta de água, não só projetos estruturantes, mas medidas emergenciais", destacou Mercadante, lembrando que o Planalto está buscando "desenhar todas as parcerias possíveis para aumentar a oferta de água".
Financiamento. No dia 4 de dezembro de 2014, Alckmin assinou com a presidente Dilma um contrato que garantirá o financiamento de R$ 2,6 bilhões às obras do Sistema Produtor São Lourenço. O empreendimento será financiado pela Caixa Econômica Federal com recursos do FGTS e ajudará a ampliar a capacidade de abastecimento de água da região metropolitana de São Paulo. A previsão é de que a obra beneficie sete municípios a oeste da capital, reduzindo a pressão sobre outros sistemas, como o Cantareira. 
Na semana passada, o projeto de interligação do reservatório Jaguari-Atibainha foi incluído na carteira do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) A decisão foi tomada no dia 22 pelo Comitê Gestor do Programa de Aceleração do Crescimento (CGPAC). A obra, estimada em R$ 830,5 milhões, faz parte dos projetos de segurança hídrica que o governo de São Paulo apresentou ao Palácio do Planalto com o objetivo de reforçar o abastecimento de água no Estado.
"A obra já está no RDC (regime diferenciado de contratação), já pode acelerar o processo licitatório, é uma obra que deve ficar pronta em torno de um ano e oito meses, o diagnóstico que hoje o Jaguari estaria numa cota de 0%, mas só o volume morto do Jaguari é aproximadamente metade do volume útil do Cantareira", destacou Mercadante.
"Hoje celebramos aqui uma conquista importante, que é a interligação da represa de Atibainha, que é do Sistema Cantareira, com a represa do Jaguari, que é do Paraíba do Sul. O que vamos fazer é interligar bacias hidrográficas", comentou o governador. "É uma obra estruturante, importante, que dobra a capacidade de reserva", completou o tucano.

'A vida no Brasil não é normal, é só trabalho', conta boliviana que foi escravizada em SP

Malena chegou a dormir, com a filha pequena, em cozinha de oficina em São Paulo.
Mariana Schreiber
Enviada especial da BBC Brasil a El Alto (Bolívia)
Malena chegou a dormir, com a filha pequena, em cozinha de oficina em São Paulo
"Eu sinto saudade do Brasil. Mas não era uma vida normal. Era só trabalho", resume a boliviana Malena Aruquipo Rios, de 37 anos, 15 deles vividos em São Paulo.
Após duas passagens pela capital paulista (uma de quatorze anos e outra de um), ela está de volta a El Alto, uma cidade satélite contígua à capital La Paz, desde 2013.
Com tradição no setor têxtil, El Alto é o principal pólo de emigração para São Paulo, a metrópole onde milhares de bolivianos são explorados em oficinas de costura.
Considerada a capital mundial da etnia aymara – do presidente Evo Morales –, a cidade se desenvolveu nos últimos anos, mas continua exportando mão de obra barata para o Brasil.
A presidente Dilma Rousseff desceu de seu avião no aeroporto de El Alto na última quinta-feira quando esteve por apenas quatro horas na Bolívia para prestigiar a posse do terceiro mandato de Evo Morales e reativar a relação entre os dois países.
Malena veio ao Brasil aos 20 anos de idade, em 1998, quando esse fluxo migratório começava a se intensificar. Falando com voz tímida e jeito desconfiado, ela conta que deixou a casa da sua família com objetivo de trabalhar um ano, juntar dinheiro e voltar para estudar ou abrir um negócio.
Mas a motivação econômica não foi a única razão que a levou a cruzar de ônibus os 2,9 mil km que separam as duas cidades – ela também tinha curiosidade.
"A princípio não queria, (porque) eu estava namorando e estudando. Mas depois pensei: por que não? Quem não quer conhecer outro país? Sempre gostei do idioma quando ouvia na TV", recorda.
Crescimento tem mudado a paisagem de região no entorno da capital boliviana
Foi seu pai que sugeriu que ela trabalhasse como babá para uma família conhecida de bolivianos. Mas a promessa de ganhar US$ 100 por mês (R$ 110 na época) não se concretizou e boa parte da sua vida nos anos seguintes foi de escravidão, segundo as leis brasileiras.
Ameaças
Em seu primeiro trabalho, numa oficina de costura em Tucuruvi (norte de São Paulo), sua jornada começava às 7h da manhã e terminava às 3h da madrugada, com apenas dois breves intervalos para refeições. Além de cuidar das crianças, ela cozinhava e arrumava a oficina.
Depois que os costureiros terminavam seus trabalhos, à 1h, Malena organizava o local: varria o chão, dobrava os tecidos e separava as peças de roupa que eram levadas por coreanos, os intermediários entre a oficina e as empresas de varejo.
Ao longo de seis meses nessa condição, tudo o que recebeu foram R$ 50. Sua patroa ameaçava denunciá-la à imigração brasileira se ela abandonasse o trabalho.
Certo dia, fugiu. "Uma noite, quando acabei de trabalhar, fui andando até Santana (também no norte de São Paulo)", lembra. Sem saber falar a língua, ficou perdida pelo bairro: "Eu chorava sem parar."
De manhã, foi socorrida por algumas pessoas na rua que sugeriram que ela deveria voltar para casa, mas não quis retornar de mãos abanando. "Eu tinha ido para juntar dinheiro e ainda não tinha conseguido nada. Então fiquei mais", lembra.
Malena havia conseguido o contato de outra oficina de bolivianos em Guarulhos. Lá, o trabalho era semelhante e ela recebia R$ 130. "(A patroa) pagava certinho, mas muitas vezes não tinha comida e a gente passava fome. E não podia sair para procurar outro emprego."
Nessa oficina, com dez trabalhadores bolivianos, ela conheceu seu marido. Depois de um ano, o casal decidiu procurar outro local para trabalhar. Quando saíram, os patrões se recusaram a pagar seu último salário.
Ainda foram costureiros em Santana, no Bom Retiro, em Itaquera e na Penha. Os patrões costumavam ser brasileiros ou bolivianos. Em um desses lugares, sem alojamento, chegou a dormir com sua filha Taina, de dois anos, no chão da cozinha. Também era comum sofrer assédio dos donos das oficinas, conta.
Escravidão
O Código Penal Brasileiro considera que uma atividade é "análoga à escravidão" se houver qualquer um desses quatro elementos presentes: trabalho forçado, jornada exaustiva, condições degradantes de trabalho ou restrição à locomoção por dívida.
A BBC Brasil perguntou a Malena se ela entendia que estava sendo explorada como escrava. Na sua visão, isso só acontecia quando não recebia. "No início sim, não me pagavam, a comida era muito ruim. Depois melhorou."
No início da vida em São Paulo, Malena mal saía na rua: além de coragem, também lhe faltavam tempo e dinheiro. "Eu demorei três anos para falar português e andar pela cidade sozinha", diz.
Em 2003, uma oficina pagou ao casal com máquinas de costura e eles decidiram trabalhar por conta própria com mais dois casais. Alugaram um apartamento de três quartos na Armênia onde todos moravam e trabalhavam juntos.
Costurando por conta própria, Malena conseguia ganhar até R$ 600, mas ela diz que a rotina era até mais pesada.
"Tínhamos que trabalhar mais para conseguir pagar as contas – aluguel, luz, água. Muitas vezes nem dormíamos para entregar o serviço."
Ainda assim, preferia esse esquema por causa da filha, que nasceu em 2000. "Na oficina em que a gente trabalhava antes, eu tinha que deixar ela trancada num quarto. Os donos reclamavam."
Retorno
Em 2011, a boliviana decidiu voltar com Taina para El Alto, após uma separação complicada do marido. Pesou em sua decisão o futuro da filha – na Bolívia ela poderia ter uma educação e um ambiente familiar melhor, perto dos avós e dos tios.
"As amiguinhas que ela tinha no Brasil eram muito precoces. Com nove anos, ela queria ir sozinha passear no shopping. Isso me preocupava."
Quatro anos depois do retorno, Taina parece adaptada, mas o início foi difícil. "Ela achava tudo feio aqui, a cidade, as pessoas", diz a mãe.
Malena ainda voltou sozinha para o Brasil por um ano em 2013. Novamente trabalhou em oficina de costura, ganhando cerca de R$ 500 por mês. Dessa vez, conseguiu cumprir seu objetivo de estudar – nos fins de semana, fez um curso profissionalizante gratuito de manicure.
Apesar da vida difícil no Brasil, ela diz sentir saudade de São Paulo. "Lá é muito bonito", diz, contrariando a fama de feia da capital paulista. "Foram 15 anos…", repete, justificando o sentimento.
Acordo
Um acordo de 2012 do Mercosul, do qual a Bolívia já é membro associado, dá direito a qualquer boliviano solicitar visto permanente para morar e trabalhar no Brasil. O governo brasileiro entende que a própria legalização dos bolivianos é uma forma de deixá-los menos vulneráveis à exploração, explica o diretor do Departamento de Estrangeiros do Ministério da Justiça, João Guilherme Granja.
Outra prioridade, diz Granja, é melhorar o atendimento ao estrangeiro que chega ao país. Ele cita a inauguração do Centro de Integração e Cidadania do Imigrante, em São Paulo, que conta com atendimento da Defensoria Pública da União e terá em breve um posto da Polícia Federal para regularização de papéis.
O local foi construído pelo governo estadual com recursos de multas aplicadas em empresas que exploravam trabalho escravo e também com R$ 6 milhões doados pela Zara, que em 2011 foi responsabilizada por escravizar 16 bolivianos em duas oficinas de fornecedores.
"O imigrante não é um problema. Queremos que ele seja bem tratado", afirma Granja.
No último sábado, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva discursou para milhares de bolivianos em uma praça no centro de São Paulo. Um vídeo postado em sua página no Facebook mostra o momento em que, sob aplausos, ele parabeniza Morales e afirma que "os imigrantes têm que ser tratados (no Brasil) como irmãos, como brasileiros, como iguais".
Inês, ao centro, não quer que a filha Malena (dir.) e a neta Taina (esq.) voltem a morar no Brasil
A Embaixada brasileira em La Paz informou à BBC que tem atuado junto a rádios locais de El Alto para alertar a população sobre as redes de aliciamento de trabalho escravo e explicar sobre a possibilidade de emigrar legalmente para o país.
Segundo a Embaixada, estima-se que mais de um milhão de bolivianos vivam no Brasil, mas é muito difícil saber precisamente, pois muitos não são registrados ou vão e voltam com regularidade. Os números do Ministério da Justiça indicam que há 121 mil regularmente no país.
O valor crescente de recursos enviados do Brasil para a Bolívia nos últimos anos são outro indicativo da expansão da imigração. Segundo dados do Banco Central boliviano, em 2007, os reais representavam cerca de 0,6% das remessas enviadas por bolivianos no exterior ao país – que somam cerca de US$ 1 bilhão por ano. Já em 2014, eram 5% do total.
'Não quero isso para minha filha'
Malena conseguiu regularizar sua vida no Brasil ainda antes de completar um ano no país, mas nunca obteve um trabalho de carteira assinada. Apesar disso, ela diz que não se sentiu excluída do restante da sociedade. "Muitos chamavam os bolivianos de bêbados, mas eu tinha amigas brasileiras também", conta.
Sua intenção é fazer uma visita com a filha a São Paulo no fim do ano, mas voltar definitivamente não está nos planos. A maior preocupação de Malena é a educação de Taina. "Não quero que ela passe pelo sofrimento que eu passei."
Segundo a procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT) de São Paulo Christiane Nogueira, há milhares de oficinas de costura em São Paulo. Devido à fiscalização na cidade, o órgão tem notado o surgimento de oficinas em municípios vizinhos e também em Minas Gerais e Santa Catarina.
"É impossível fecharmos todas. Tem que ser feita uma discussão maior sobre a terceirização do trabalho pelas empresas de moda. Há uma cegueira deliberada das empresas, que fingem que não veem o trabalho escravo nos fornecedores", afirma a procuradora.
Um balanço divulgado pelo Ministério do Trabalho na quarta-feira mostra que 1,4 mil trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão em 2014, sendo 82 deles de oficinas de costura no estado de São Paulo.
No caso mais recente, de novembro, a varejista Renner foi responsabilizada pela exploração de 37 costureiros em uma oficina terceirizada em São Bernardo (SP).

INPE registra 98 mortes por raios em 2014

O número de pessoas mortas por raios no Brasil chegou a 98 em 2014, uma a menos do que o registrado em 2013.
O número de pessoas mortas por raios no Brasil chegou a 98 em 2014, uma a menos do que o registrado em 2013, de acordo com levantamento do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), baseado em informações da imprensa, da Defesa Civil e do Ministério da Saúde.
A maior parte das mortes por raios aconteceu em São Paulo, com 17 casos, seguido de perto pelo estado do Maranhão, com 16 registros de mortes. Depois vêm Piauí, com sete casos,  Amazonas e Pará, com seis mortes, cada. Os números de São Paulo se destacam pelas duas mortes que ocorreram no segundo semestre de 2014: Em 7 de novembro morreram três moradores de rua, atingidos simultaneamente por um raio; e em 29 de dezembro quatro banhistas receberam descarga atmosférica em Praia Grande, no litoral.
As cidades que tiveram maior número de vítimas em 2014 foram: São Paulo, com cinco vítimas; Praia Grande (SP), quatro vítimas; Pauini (AM), Wanderley (BA) e Igarapé Grande (MA) com duas vítimas, cada. Entre as vítimas, 56% viviam na zona rural.

Ações da Petrobras atingem menor valor em 10 anos após Moody's cortar ratings

As ações da Petrobras fecharam nesta sexta-feira com a menor cotação em mais de 10 anos, após a agência de classificação de risco Moody's rebaixar todos os ratings da estatal envolvida em um grande escândalo de corrupção.
As ações preferenciais da Petrobras recuaram 6,5 por cento, a 8,18 reais, no menor nível de fechamento desde setembro de 2004. A ação ordinária recuou 5,1 por cento para a menor cotação desde maio de 2004, a 8,04 reais.
A Moody's cortou os ratings da estatal na noite de quinta-feira, citando preocupações com investigações sobre corrupção e possível pressão sobre a liquidez da companhia em função de atraso na divulgação de resultados financeiros auditados.
Moody's manteve os ratings em revisão para rebaixamento adicional.
"Repercute a possibilidade da nota de crédito da empresa ser rebaixada à frente, e chegar a perder o chamado grau de investimento", disse a Guide Investimentos em relatório. Segundo a
.: 29/01/ 2015.© REUTERS/Sergio Moraes 29/01/ 2015.
Desde a divulgação na quarta-feira dos resultados do terceiro trimestre sem as esperadas baixas contábeis relativas ao escândalo de corrupção, os papéis preferenciais da estatal perderam 19,6 por cento, ou quase 2 reais.
(Por Marcela Ayres e Priscila Jordão)

Janot dá parecer favorável à prisão de Renato Duque

Por Mateus Coutinho, Ricardo Brandt e Fausto Macedo
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot enviou ao Supremo Tribunal Federal, parecer favorável à prisão preventiva do ex-diretor de Serviços e Engenharia da Petrobrás, Renato de Souza Duque, apontado como operador do PT no esquema de propinas na estatal investigado na Operação Lava Jato.O parecer foi encaminhado no habeas corpus ajuizado por Duque que tramita no STF. O ex-diretor foi preso em 14 de novembro do ano passado, na sétima etapa da Lava Jato, e solto em dezembro, após decisão liminar do ministro Teori Zavascki. A Corte agora analisa o mérito do habeas corpus.
Para Janot, há dados suficientes para a prisão, sendo insuficientes medidas como proibição de deixar o País e obrigação de entregar o passaporte. 
No parecer, o procurador-geral da República afirma que o ex-diretor da Petrobrás "possui inúmeras possibilidades de se evadir por inúmeros meios e sem mínimo controle seguro, especialmente se consideradas as continentais e incontroladas fronteiras brasileiras".
Duque foi apontado pelos delatores Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa como responsável pelo PT do esquema de arrecadação de propina via Diretoria de Serviços na Petrobrás. Por meio dela, o partido ficaria com 2% de todos grandes contratos da estatal. Sua indicação teria sido feita pelo ex-ministro José Dirceu.
A força-tarefa do Ministério Público Federal avalia que já dispõe de elementos suficientes para afirmar que a Diretoria de Serviços da Petrobrás, na gestão do ex-diretor Renato Duque - nome indicado pelo PT -, captou cerca de R$ 650 milhões em propinas sobre contratos fechados de 2004 a 2012 com as seis empreiteiras que são alvo do primeiro pacote de denúncias criminais da Operação Lava Jato feitas no fim do ano passado.
Histórico. O juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato na Justiça Federal do Paraná, converteu a prisão temporária de Duque em preventiva no fim do ano passado, após a deflagração da sétima etapa da Lava Jato. Na decisão, ele se baseou nos depoimentos de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef. Para o magistrado, "sem a preventiva, corre-se o risco do investigado tornar-se foragido e ainda fruir de fortuna criminosa, retirada dos cofres públicos e mantida no exterior, fora do alcance das autoridades públicas".
A defesa do ex-diretor recorreu ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que mantiveram a prisão. No recurso ao STF, o ministro Teori Zavascki deferiu parcialmente a liminar no habeas corpus para revogar a prisão preventiva, substituindo-a por medidas mais brandas: proibição de deixar o País, proibição de mudar de endereço sem autorização, obrigação de entregar o passaporte no prazo de cinco dias e obrigação de comparecer a todos os atos do processo.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Homem mantinha pássaros, mas é preso por posse ilegal de armas


Jornal Cruzeiro do SulA Polícia Militar Ambiental prendeu, na tarde de ontem, um homem que mantinha 11 pássaros silvestres em cativeiro e possuía três espingardas calibre 28 em sua casa, em Porto Feliz.

O flagrante ocorreu durante patrulhamento preventivo na área rural do município. Segundo a polícia, um dos pássaros apreendidos era utilizado para atrair outras aves, capturadas por meio de alçapão que estava preparado para essa finalidade no momento da abordagem. Além das três armas, durante vistoria na casa do indiciado os PMs localizaram também grande quantidade de munição.

O homem, que já tinha passagem por furto e roubo, foi detido e conduzido ao distrito policial de Porto Feliz, onde foi autuado por posse ilegal de arma de fogo. Pelo crime ambiental, foi multado em R$ 5 mil. (Da Redação)

Sorocaba vive epidemia de dengue

Nos primeiros 28 dias de janeiro, 547 pessoas adoeceram, segundo a Secretaria da Saúde
Leandro Nogueira
leandro.nogueira@jcruzeiro.com.br 

Sorocaba está vivendo uma epidemia de dengue. Nos primeiros 28 dias deste ano 547 pessoas adoeceram, sendo que do dia 15 de janeiro até anteontem, dia 28, o número de infectados na cidade saltou de 62 para 547. Em 13 dias, o índice multiplicou em quase 9 vezes, ou 782%, infectando uma média de 37 sorocabanos a cada dia. O problema foi anunciado pela Secretaria Municipal da Saúde (SES) na tarde de ontem, quando o prefeito Antonio Carlos Pannunzio (PSDB) assinou o decreto que coloca Sorocaba em estado de emergência para a dengue. Antes de acabar o primeiro mês, 2015 já tem mais do que os 469 confirmados em todo o ano passado. "Um momento crítico, a gente nunca viu um cenário desse no município", reconheceu a diretora da Vigilância em Saúde da SES, Daniela Valentim dos Santos, ontem, durante coletiva à imprensa. Dos 547 deste ano, 487 foram contraídos na cidade (autóctones) e outros 60 adquiridos em outros municípios (importados). Em 2014 foram 341 autóctones e 128 importados. Se considerado o período de transmissão da doença no País, de 29/06/14 a 27/07/15, são 734 casos em Sorocaba.

Bairros em alerta

Os casos predominam onde há maior concentração de pessoas. A transmissão ocorre mais nas regiões dos bairros Vila Barão, Lopes de Oliveira, Maria Eugênia, Nova Esperança, São Guilherme, Parque São Bento, Vila Angélica, Maria do Carmo, Fiori, Mineirão e Nova Sorocaba, classificadas pela Prefeitura como a área noroeste e centro-norte de Sorocaba. Na sequência, o alerta são para os bairros da região sudoeste e norte, enquanto a zona leste está na fase inicial da proliferação. De acordo com a diretora Daniela Santos, Sorocaba foi uma das últimas cidades de seu porte a enfrentar esse cenário. "Quando começa a transmissão a progressão é geométrica, assim é a dengue", declarou. Segundo ela, tal situação era previsível há alguns anos e agora, com dias em que chove e imediatamente faz sol, a atmosfera abafada propicia o clima ideal para a rápida procriação do mosquito que transmite a doença, o pernilongo Aedes aegypti.

Atendimento gratuito

Para atender a demanda de doentes, o secretário municipal da Saúde, Vagner Guerrero Rinaldo, disse que o atendimento público gratuito é prestado nas 31 Unidades Básicas de Saúde (UBS - postinhos nos bairros), três Unidades Pré-Hospitalares e dois Pronto- Atendimentos. Quem tiver algum dos sintomas, como febre, vômito, dor no corpo, dor na cabeça ou dor atrás dos olhos deve procurar imediatamente a UBS mais próxima de sua residência. 

A situação de emergência decretada ontem pelo prefeito permite que os serviços de combate à proliferação e atendimento sejam contratados pelo município sem a exigência de concorrência pública. Daniela estima que os investimentos para combater a dengue possam elevar em 40%.

Com ha previsão de aumento na procura spor atendimento médico, serão buscados os espaços vagos nas unidades de saúde para acomodar os doentes. A diretora da Vigilância em Saúde disse que para isso haverá a necessidade de aumentar os leitos de hidratação por meio de soro, mas que não precisam ser necessariamente para que os pacientes fiquem deitados. Anunciou que a partir da semana que vem a coleta para a constatação da doença será feita em uma pessoa de cada grupo de dez que chegarem com os sintomas, e de todos os que precisarem de internação. "Vamos começar a fazer o exame por amostragem, como orienta o Ministério da Saúde, a partir do momento que a doença está instalada na cidade, com grande número de casos", disse Daniela. 
O secretário-chefe do gabinete do Poder Executivo, Rodrigo Maldonado, disse que o sorocabano não precisa armazenar água em casa, já que não há desabastecimento na cidade. Lembrou que ocorreram problemas nos últimos dias por problemas pontuais na rede, mas em Sorocaba não falta água. Daniela disse que nas ações de fiscalização e retirada de entulho foram encontrados até galões sob calhas para reservar água.

Prevenção é fundamental

A Prefeitura divulga que todo cidadão deve fazer a sua parte e eliminar de casa todos os materiais que possam acumular água da chuva e se transformar em criadouros do mosquito transmissor da dengue. Alerta sobre a necessidade de confirmar se não há nenhuma calha entupida, objetos espalhados no quintal e vasos de plantas que acumulem água. E divulga como fundamental tampar vasos sanitários e cobrir a piscina. "Estamos em alerta e preocupados com a situação. Não é um momento de pânico, e sim de ação. Por isso é fundamental que toda a população fique atenta aos cuidados preventivos contra o mosquito transmissor da doença, já que os registros estão aumentando a cada semana", declara Daniela.

Advogado ganha na Justiça direito de ter água o dia todo

Alan Santiago

do Agora
A Justiça proibiu a Sabesp de interromper o fornecimento de água na casa do advogado Marco Antônio Silva, 50 anos, morador da rua Canápolis, na Vila Medeiros (zona norte de SP). Se descumprir a decisão, a companhia terá de pagar multa de R$ 200 por dia.
Para cumprir a ordem, a Sabesp instalou, perto do hidrômetro, um aparelho que mede a pressão da água que chega ao imóvel, segundo o advogado. O medidor tem uma antena para o envio de dados.
A companhia não informou como esse equipamento funciona.
Resposta
A Sabesp informou ontem, por meio de nota, que vai recorrer da decisão judicial.
A companhia disse considerar que, "neste momento crítico, o interesse coletivo deve vir acima do interesse particular".
"Diante da maior seca dos últimos 84 anos, a Sabesp tem realizado todos os esforços para manter o abastecimento de água para a população, contando com apoio da grande maioria", continua a companhia.
A empresa oferece bônus na conta para quem economiza e multa os gastões.

PM protege prédio de Haddad durante protesto

DE SÃO PAULO

Manifestantes voltaram a fazer ontem um protesto contra o aumento das tarifas de transporte público na capital.
O grupo chegou a parar na frente do prédio onde mora o prefeito Fernando Haddad (PT), no Paraíso (zona sul). O ato foi pacífico.
Apesar disso, segundo a PM, duas pessoas foram detidas com bolas de gude e lata de spray.
O Monumento às Bandeiras, no Ibirapuera (zona sul), foi pichado, e uma vidraça de uma agência bancária depredada na avenida Brigadeiro Luís Antônio.

Teste reprova mais da metade dos formados em medicina

FSP

Mais da metade (55%) dos recém-formados em medicina no Estado reprovaram na terceira edição do exame que se tornou obrigatório para quem deseja atuar em território paulista.
É o que mostra resultado do "provão" do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), divulgado ontem.
Dos 2.891 recém-formados, só 45% acertaram mais de 60% do conteúdo da prova critério mínimo definido pelo Cremesp.
Entre as escolas médicas públicas, o índice de reprovação foi de 33%. Entre as particulares, a taxa foi quase o dobro, de 65,1%.

Venda de caixas-d'água dispara e fábricas preveem alta no preço

Felipe Amorim

do Agora
O anúncio de que poderá haver rodízio fez disparar a procura por caixas-d'água em São Paulo. Na loja de material de construção Nicom, na zona sul, as vendas quase triplicaram, indo de 157 em janeiro do ano passado, para 453 este mês.
Já a Telhanorte, rede de materiais de construção, registrou um crescimento de 84% nas vendas em 2014.
"Em fevereiro corre o risco de faltar [o produto nas lojas]", diz o gestor de compras da Nicom, Adinilso da Silva.

Cantareira fica estável pelo quarto dia consecutivo

Agência Brasil Edição: José Romildo
Pelo quarto dia consecutivo, o nível do Sistema Cantareira, o principal manancial da região metropolitana de São Paulo, ficou estável. Hoje (29), o nível continua em 5,1%, embora tenha recebido ontem (28) apenas 6 milímetros (mm) de chuva. Desde o começo do mês, choveu sobre esse sistema 147,8mm, pouco mais da metade da média histórica calculada para janeiro (271,1mm).
No Sistema Alto Tietê, o volume armazenado teve alta de 0,1 ponto percentual entre ontem e hoje, passando de 10,6% para 10,7%. No entanto, o sistema acumula menos da metade da média histórica, com captação pluviométrica mantendo-se em 101,7mm em comparação a 251,5mm.
Em uma situação mais confortável em relação a esses dois sistemas, o Guarapiranga já superou a média histórica de chuva para o mês de janeiro com um total de 247,2mm em relação a 229,3mm. De ontem para hoje, o  sistema teve ligeira alta, 0,4 ponto percentual. No entanto, ainda opera com menos da metade de sua capacidade (47,8%).
O Sistema Alto Cotia, cuja disponibilidade é 28,5%, a mesma de ontem, igualmente, acumula volume de chuva abaixo da metade do previsto com 77,2mm ante 232mm. Já o Sistema Rio Grande é o que mais se aproxima da capacidade total de operação, com 74,4%, apesar de ter indicado queda de 0,2 ponto percentual hoje. O volume de chuva também está quase alcançando a média, com 229,4mm em relação a 251,5mm.
Em situação oposta, o Sistema Rio Claro acumula 157,3mm em comparação à média de 298,9mm. De ontem para hoje, o nível caiu de 26,6% para 26%.
Com a aproximação do fim do verão, a estação do ano que apresenta o maior volume de chuva no Sudeste do país, as medições ganham importância. Ontem, 30 prefeitos de um total de 39 de municípios da região metropolitana de São Paulo discutiram a crise hídrica com o secretário de Recursos Hídricos do estado, Benedito Braga.