terça-feira, 31 de março de 2015

PM detém rapaz e apreende adolescente por tráfico em São Roque

Apreensão foi feita na Vila Amaral.

Garota foi lilberada na presença dos pais.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí
Polícia apreendeu porções de cocaína, crack e maconha em São Roque (Foto: Divulgação/Polícia Militar)Polícia apreendeu porções de cocaína, crack e
maconha (Foto: Divulgação/Polícia Militar)
A Polícia Militar prendeu um rapaz e apreendeu uma adolescente em flagrante por tráfico de drogas na noite deste domingo (29), em São Roque (SP).
Segundo informações da PM, os policiais faziam patrulhamento pela Travessa dos Cravos, na Vila Amaral, quando visualizaram um veículo ocupado por casal em atitude suspeita. Durante a abordagem foram localizadas 100 porções de cocaína e 128 pedras de crack embaladas para a venda, além de R$ 267.
Os policiais foram até a residência do rapaz e apreenderam mais 182 porções de maconha debaixo de um colchão, além de um celular e um caderno com anotações sobre a venda dos entorpecentes.
Após ser ouvida na delegacia, a adolescente foi liberada na presença dos pais. Já o rapaz permaneceu detido.

Polícia apreende frascos de lança-perfume em caixas de brinquedos

Drogas foram apreendidas com um homem em Araçariguama(SP).

Mais de 200 frascos estavam escondidos na bagagem de um ônibus.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí
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Fracos estavam dentro de caixas de brinquedos (Foto: Polícia Rodoviária/Divulgação)Frascos estavam dentro de caixas de brinquedos (Foto: Polícia Rodoviária/Divulgação)
Um homem foi flagrado com mais de 200 fracos de lança-perfumes na manhã desta segunda-feira (30), no quilômetro 46 da  Rodovia Castello Branco (SP-280), em Araçariguama (SP). De acordo com informações da Polícia Rodoviária, os policiais suspeitaram do nervosismo de um dos passageiros de um ônibus e, durante vistoria, foram encontrados os entorpecentes escondidos em várias caixas de brinquedos.

Ao todo, foram apreendidos 240 fracos cheios de lança-perfume escondidos na bagagem do passageiro. O homem foi preso e encaminhado para a Polícia Federal em Sorocaba (SP). 
Ainda segundo a polícia, o ônibus vinha de 
Marechal Cândido Rondon (PR) com destino a São Paulo (SP).
Fracos de lança-perfume foram apreendidos em Araçariguama (Foto: Polícia Rodoviária/Divulgação)Frascos de lança-perfume foram apreendidos em Araçariguama (Foto: Polícia Rodoviária/Divulgação)

Falsa ameaça de bomba desvia voo

Folha de S.Paulo

Com 256 passageiros e 18 tripulantes a bordo, um avião da Turkish Airlines que partiu de Istambul com destino a São Paulo teve sua rota desviada e aterrissou em Casablanca, em Marrocos, depois de declarar emergência por conta de uma ameaça de bomba, informou uma porta-voz da companhia.
O Boeing 777 (voo TK15) pousou no aeroporto Mohammed V, em Casablanca, às 9h30 (horário de Brasília), após um bilhete ter sido encontrado no banheiro com a palavra "bomba".
Os passageiros foram desembarcados e encaminhados para um terminal.
O avião foi inspecionado em uma área isolada, e nenhuma bomba foi encontrada.

Família confirma que jovem decapitada estava grávida

Mari Cavalcante

do Agora
A adolescente Shirley Souza, 16 anos, que, segundo a polícia, foi decapitada pelo namorado, estava grávida de sete meses.
A afirmação é da mãe da vítima, a dona de casa Luciana Souza, 37 anos.
Segundo a polícia, o matador é o ajudante-geral José Ramos dos Santos, 23 anos, que se entregou na noite de sábado levando a cabeça da namorada em uma mochila.
José disse, de acordo com a polícia, que matou a adolescente, na quinta-feira, em Cidade Ademar (zona sul), porque ela o traiu com um amigo dele no final do ano.

Monotrilho em teste fica vazio

Folha de S.Paulo

Não há filas na bilheteria ou nas catracas.
Nos trens, com capacidade para 1.002 pessoas, de tão reduzido, o número de passageiros caberia numa van – cada viagem reúne de 5 a 25.
Esse é o cenário diário no monotrilho da linha 15-prata, na zona leste de São Paulo, obra do governo Geraldo Alckmin (PSDB) que parece um trem fantasma se comparado com qualquer transporte público da cidade.
Os trens funcionam em esquema de testes desde agosto, das 9h às 14h e num trecho de 2,9 km entre Vila Prudente e Oratório –a obra completa terá 18 estações.

Entulho obriga veículos a invadir ciclovia no Butantã

Felipe Amorim

do Agora
Os montes de entulho na rua Paolo Agostini, no Butantã (zona oeste de SP), estão tornando perigosa a passagem de veículos e obrigando os carros a invadirem a ciclovia, próxima à calçada.
O local é um ponto viciado de descarte de entulho, segundo moradores da região.
Ontem, havia ao menos dez montes de lixo no meio da via –alguns deles com aproximadamente um metro de altura, com blocos de concreto, terra, troncos de árvores, pedaços de madeira e restos de móveis.
Também havia sacos de lixo, telhas e garrafas plásticas.
Funcionário de um estacionamento no bairro, o motociclista Paulo da Silva, 37 anos, afirma que tem medo de passar no local, pois os montes de entulho dificultam a visão dos carros que vêm na mão contrária.
"O perigo vem que a gente não espera. E de noite é tudo escuro aqui", ele afirma.
Resposta
A Subprefeitura do Butantã informou, por meio de nota, que o entulho na rua Paolo Agostini será retirado até a quinta-feira.
Segundo a subprefeitura, a multa para quem despeja entulho na rua irregularmente é de R$ 16 mil.
Na nota, a subprefeitura também pede a colaboração da população para que embale adequadamente o lixo, não jogue entulho nas vias públicas e terrenos baldios, e para que respeite o horário do caminhão de coleta.

Água de M'Boi Mirim era esgoto, aponta laboratório

O químico Marco Aurélio Oliveira com as amostras

William Cardoso

do Agora
A água que chegou na última semana às casas de moradores da estrada do M'Boi Mirim, no Jardim Turquesa (zona sul de SP), era esgoto.
Agora levou o líquido a um laboratório que constatou grande quantidade de coliformes fecais (presentes nas fezes), o que torna a água imprópria para consumo, mesmo após fervura.
"O aspecto e o odor são objetáveis, ou seja, dá para ver que tem cor e cheiro. Não sabemos se tem gosto porque, obviamente, não experimentamos", diz o diretor do laboratório Precision Labs, Antonio Fernando Cabral Cardoso.
O químico Marco Aurélio Oliveira diz que não há dúvida de que a água é esgoto.
"Tinha tanto coliforme fecal que não deu para fazer a contagem. São tantos que chegam a formar cadeias. A água potável não pode conter nenhum."
Em contato com um reagente e sob luz própria, o líquido ganha coloração azulada, enquanto a água potável fica incolor.
Resposta
A Sabesp diz que houve infiltração de "água não potável" e "imediatamente interrompeu o abastecimento" para fazer os reparos, concluídos na sexta-feira passada.
Segundo a companhia, o fornecimento foi normalizado na sexta-feira, após testes comprovarem que a água estava em "perfeita potabilidade".
A Sabesp diz que técnicos foram ao local diariamente até ontem, confirmando a qualidade da água.
A companhia diz que as famílias foram orientadas sobre a limpeza das caixas.
A empresa fala que, caso tenha havido algum gasto comprovado, o morador poderá pedir o reembolso.

Casos de dengue explodem em cidades do litoral paulista

Felipe Amorim

do Agora
Oito das principais cidades do litoral paulista, para onde milhares de turistas irão no feriado da Páscoa, registram mais do que o dobro de casos de dengue nos primeiros três meses deste ano em relação ao mesmo período de 2014.
Em Caraguatatuba e Itanhaém, a doença já é caracterizada como epidemia.
As outras cidades com uma explosão no número de casos são Peruíbe, São Sebastião, Mongaguá, Praia Grande e São Vicente.
Ao menos três pessoas já morreram neste ano por causa da doença nessas cidades: uma em Santos e duas em Caraguatatuba.

Joaquim Levy diz estar confiante sobre acordo para dívida dos estados

  • 30/03/2015 20h07
  • Brasília
Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil* Edição: Armando Cardoso
O senador Romero Jucá, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o presidente do Senado, Renan Calheiros, durante encontro (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Após encontro com os senadores Romero Jucá e Renan Calheiros, Joaquim Levy disse que o mais importante é que todos contribuam para o ajusteFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse hoje (30) estar confiante em relação a um acordo para renegociação da dívida dos estados. Ele fez o comentário ao sair de uma reunião de cerca de uma hora com o presidente do Senado, Renan Calheiros.
“Estou muito confiante em um encaminhamento positivo. Há um entendimento generalizado dos entes [públicos]”, declarou Levy.

“O importante é todo mundo contribuir para o ajuste. Hoje, a gente tem de vencer essa etapa para já criar as bases para a retomada do crescimento e do emprego. Acho que há cada vez mais convergência nesse entendimento”, acrescentou o ministro.
Apesar de mostrar confiança em relação a um acordo, o ministro informou que os estados terão de fazer concessões, indicando que o projeto de lei aprovado semana passada pela Câmara dos Deputados poderá sofrer ajustes no Senado.
Atualmente, a dívida dos estados renegociada com a União no fim da década de 90 é corrigida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), mais 6%, 7,5% ou 9% ao ano. Um projeto de lei aprovado ano passado mudou o indexador para a taxa Selic (juros básicos da economia) ou a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mais 4% ao ano, prevalecendo o menor índice.
Como a lei da mudança dos indexadores não foi regulamentada até agora, semana passada a Câmara aprovou um projeto de lei com prazo de 30 dias para o governo federal aplicar os novos índices de correção aos contratos assinados.
A medida teria impacto fiscal de pelo menos R$ 3 bilhões para a União em 2015, ano em que o Ministério da Fazenda está comprometido em obter meta de superávit primário (economia para pagar os juros da dívida pública) de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país).
* Colaborou Mariana Jungmann

Famílias que serão removidas por causa de Belo Monte recorrem à defensoria

  • 31/03/2015 06h32
  • Brasília
Sabrina Craide - Repórter da Agência Brasil Edição: Lílian Beraldo
Atendimento da Defensoria Pública da União em Altamira, no Pará
Atendimento da Defensoria Pública da União em Altamira, no ParáRicardo Joffily/Ascom DPU
Mais de 500 famílias de Altamira (PA) que terão de ser deslocadas por causa da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte procuraram ajuda da Defensoria Pública da União (DPU), nos últimos dois meses, para buscar direitos relativos a moradia. Cerca de 120 casos estão resolvidos, mas, por falta de acordo, muitos estão sendo levados para a Justiça.
“O princípio básico é que todas as pessoas que forem retiradas de suas casas recebam outra moradia, e isso não estava sendo respeitado à risca. Estamos lá para fazer valer esse direito à moradia, para que quem era morador da área receba uma nova casa”, explica o defensor público Francisco Nóbrega, um dos coordenadores da força-tarefa que está em Altamira.
As pessoas que têm casas na área que será alagada pelo reservatório da hidrelétrica têm direito a uma indenização ou a uma das moradias que estão sendo construídas pela Norte Energia, responsável pela usina.
Uma das casas que será atingida é a da coordenadora do Movimento Xingu Vivo para Sempre, Antonia Melo. Ela diz que vai optar por receber a indenização pelo imóvel, pois o local do reassentamento é muito distante. “Vou optar pela indenização, centavo por centavo, não vou dispensar nada. Não estou pedindo para sair da minha casa nem estou vendendo nada para eles”, reforça.
Antonia conta que um dos problemas é que a Norte Energia subestimou o número de famílias que precisavam de reassentamento. Além disso, muitas pessoas alegam que não foram incluídas no cadastro feito pela empresa. “Tem que apresentar mil e um documentos, recibos, parece um calvário de dificuldade que a empresa está fazendo com essas pessoas”, explica.
O defensor público reconhece a existência de problemas no cadastramento das famílias. Segundo ele, a maior parte da demanda por indenização vem de famílias que não constam do cadastro e se dizem moradoras do local. “A empresa desconfia de quem vai pedir indenização ou reassentamento”, diz Nóbrega.
Segundo a Norte Energia, o cadastro socioeconômico feito pela empresa constatou 5.241 famílias moradoras em 5.141 imóveis, com direito a casas nos bairros construídos pela empresa ou a indenização em dinheiro, carta de crédito ou aluguel social. Com base no cadastro, foi determinada a construção de 4.100 casas em cinco novos bairros, estimando que os demais moradores optassem pelas outras modalidades.
“Os demais proprietários, no universo de 7.790 cadastros socioeconômicos, são pessoas que detêm mais de uma posse, pessoas jurídicas, espólio e outros para os quais será dado o tratamento adequado, dependendo de cada caso”, explica a empresa.
Obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira
Obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira Ricardo Joffily/Ascom DPU
Outra reclamação comum entre os moradores de Altamira atingidos pela usina diz respeito à qualidade das moradias construídas para reassentar as famílias. Segundo Antonia Melo, a empresa tinha apresentado um projeto prevendo casas de alvenaria em três tamanhos diferentes – a serem construídas a dois quilômetros de distância da atual moradia e perto de escolas, posto de saúde e com acesso fácil a transporte.
“Foi empurrado goela abaixo uma casinha de um tamanho só, de concreto, que é muito quente, com uma construção de péssima qualidade, [as paredes]  já estão rachando e com vazamentos. Além disso, [as casas] ficam a até oito quilômetros de distância, sem transporte e de difícil acesso”, conta a moradora.
Nóbrega diz que a DPU vem recebendo reclamações de problemas estruturais e das condições das novas moradias, mas que também há pessoas satisfeitas com as casas. Segundo a Norte Energia, a empresa optou por construir as casas com um modelo que garanta segurança estrutural, durabilidade, conforto térmico e acústico.
“As edificações atendem às normas técnicas aplicáveis à construção civil e oferecem vantagens por consumir menos recursos naturais e gerar menos resíduos a serem lançados no meio ambiente”, alega a empresa.
Ainda segundo a Norte Energia, uma consultoria técnica foi contratada para avaliar as casas já entregues e recomendar o atendimento à demanda dos moradores. As novas casas têm 63 metros quadrados (m²), três quartos e dois banheiros.
O valor das indenizações pagas a quem tem de deixar as casas também é alvo de crítica por parte da população de Altamira. Segundo Nóbrega, os terrenos são avaliados com valores muito baixos, que não condizem com a realidade atual do município – que registrou alta no valor de imóveis devido à especulação imobiliária desde a chegada das obras, em 2011. Na cidade também há problemas de grilagem e de dificuldades de comprovação da posse dos terrenos. “O valor da indenização é tão baixo que, na verdade, as pessoas nem têm essa opção. Ou ficam no reassentamento ou ficam sem nada porque a indenização não vai dar nem para comprar um terreno”, diz o defensor público.
A Norte Energia alega que os valores das indenizações oferecidos às famílias foram definidos de acordo com o caderno de preços referendado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Segundo a empresa, as compensações por meio de indenização têm como base pesquisas do mercado imobiliário local, feitas por avaliadores habilitados pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea). As pesquisas foram feitas em janeiro, junho e outubro de 2012 e revisadas de janeiro a março de 2013.
A Usina Belo Monte é uma das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Com previsão de contribuir com 11.233 MW, a usina está orçada em R$ 28,9 bilhões.
A previsão é que a força-tarefa da DPU fique em Altamira até o fim de abril, mas esse prazo pode ser prorrogado para que mais famílias possam ser atendidas.

Cunha se diz 'absolutamente indiferente' a protestos contra ele

PORTO ALEGRE - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), afirmou nesta segunda-feira, 30, que é "absolutamente indiferente" aos protestos que vem sendo realizados contra ele em atos públicos. Nessa segunda, na abertura de um fórum sobre a reforma política, no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, ele recebeu vaias e gritos de um grupo de militantes defensor dos direitos LGBT. Por causa do barulho, o encontro foi transferido para o plenário da Casa para um público restrito. Na última sexta-feira, um protesto semelhante ocorreu quando Cunha participava de evento na Assembleia Legislativa de São Paulo.
"Não estou nem um pouco preocupado", disse a jornalistas. "São 20 ou 30 pessoas de um grupo específico que vem só para agredir, isso não tem que causar nenhuma preocupação. Isso não faz parte da democracia, isso é intolerância." Segundo ele, é bom que a sociedade conheça quem são os "intolerantes".
'São 20 ou 30 pessoas de um grupo específico que vem só para agredir', diz Cunha sobre manifestantes Helvio Romero/Estadão
Cunha se diz 'absolutamente indiferente' a protestos contra ele© Fornecido por Estadão Cunha se diz 'absolutamente indiferente' a protestos contra ele
O peemedebista afirmou que sempre está aberto ao diálogo e que não é nem contra nem a favor dos direitos LGBT, mas que nesta ocasião estava em Porto Alegre para debater reforma politica, e não "costumes". Cunha disse que não pensa mudar sua agenda por causa dos protestos recentes e sugeriu que, no caso de hoje, os manifestantes faziam parte de um grupo "previamente determinado a esse tipo de agressão" e com motivação política - entre os ativistas, havia integrantes da juventude de partidos como PSOL e PSTU. "A gente vê claramente quem é." 
Cunha também afirmou que existem temas no Congresso Nacional que estão prontas para serem votados ou não, e que a defesa dos direitos LGBT não está na pauta. "Isso (os protestos) é um movimento de pressão de um determinado grupo para uma pauta que não existe. Não tem uma pauta (LGBT) na Câmara para ser votada com relação a esse assunto", revelou. 

‘Vem pra Rua’ passa a ver impeachment de Dilma como factível

Manifestações© Fornecido por Estadão Manifestações
SÃO PAULO - O empresário Rogério Chequer, um dos líderes do “Vem pra Rua”, disse ontem que há “um clamor muito alto” das bases do movimento para que um eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff seja admitido, dentro do grupo, como uma possibilidade concreta entre suas metas e palavras de ordem. “Não é um clamor pelo impeachment em si. E, de novo, lembramos a precondição de que tem de ser tudo dentro da lei”, afirmou. “Mas o fato é que começamos a perceber várias iniciativas que trazem motivos novos, argumentações de que a presidente poderia estar sujeita a uma ação por crime comum”, afirmou ele ao Estado. Disse também que hoje ou amanhã o movimento vai “oficializar” essa posição no documento sobre temas que defenderá na próxima manifestação, dia 12 de abril.
Criado no final do ano passado, o “Vem pra Rua” destacou-se nos recentes protestos de rua defendendo o “Fora Dilma” mas entendendo – até a semana passada – que “por enquanto” não via razões legais para o impeachment (da presidente)”. Essa posição vinha sendo cobrada por vários outros grupos.
Um dos motivos para se incluir o impeachment, agora, como perspectiva concreta – segundo o empresário – é a movimentação do governo em favor dos acordos de leniência que vêm sendo negociados com empresas envolvidas em casos de corrupção. “Já foram aprovados cinco, e temos vários pedidos novos em andamento”, afirmou. Chequer ressalta que não é advogado e que não tem “competência nem a função” para entrar no mérito jurídico do problema e que o impeachment não é a “causa central” do movimento. Mas admite ter ouvido muitas análises de estudiosos que consideram a instrução 74 da Advocacia Geral da União (AGU) – que trata das condições para os acordos de leniência – uma invasão do Executivo sobre áreas de competência do Judiciário. 
‘Plano’. “Não podemos ficar calados diante disso. O que parecia um plano iniciado no Executivo, interferido no Judiciário, invadindo a AGU, passado pelo TCU e aterrissado na Controladoria-Geral (CGU) começa a se deflagrar”, explicou.
Ele diz não estar sozinho nessa percepção. Menciona “outras iniciativas” de advogados e de partidos políticos, como o PPS – cujo deputado Raul Jungmann (PE) pediu ao Supremo Tribunal Federal uma avaliação sobre a constitucionalidade dos acordos de leniência. “Cresce a ideia de que se consiga pelo menos uma investigação sobre o papel da presidente nisso tudo”, resumiu Chequer.
Ele diz não ter medo de que esse gesto seja visto como um passo à direita e, assim, prejudique a imagem do grupo. “Não é radicalização, de modo algum. Não estamos fechando o foco, continuamos com todas as outras demandas – por ética na política, por cidadania, por um basta à corrupção e à má gestão dos recursos públicos”, concluiu.

Maior esmeralda do mundo descoberta na Bahia é alvo de disputa internacional

Maior esmeralda do mundo
O governo brasileiro entrou em uma longa briga judicial nos Estados Unidos para reivindicar a propriedade da maior esmeralda já encontrada no planeta. A pedra bruta de 381 quilos é avaliada em 372 milhões de dólares (aproximadamente R$ 1,2 bilhão) e foi tirada de uma mina na Bahia em 2001. Desde então, ela foi protagonista de disputas entre investidores ambiciosos, desapareceu no furacão Katrina e foi roubada de um cofre.
Após a descoberta em 2001, a gema foi transportada para São Paulo e passou por várias mãos nos anos seguintes. Oito pessoas diferentes já reivindicaram a propriedade da pedra preciosa, e nesta semana uma corte de Los Angeles, na Califórnia, irá ouvir as partes envolvidas no processo para definir com quem ela ficará. 
Segundo o jornal Los Angeles Times, a pedra foi levada em 2005 para Anthony Thomas, um empresário na Califórnia que conhecia os mineradores. Ele então a transportou para Nova Orleans, Estado norte-americano que foi devastado pelo furacão Katrina naquela época. Após ser recuperada, a esmeralda acabou caindo nas mãos de um investidor chamado Larry Biegler, que tempos depois reportou à polícia o desaparecimento da pedra de um cofre em Los Angeles. As investigações levaram a um outro cofre, localizado na cidade de Las Vegas, sob a responsabilidade dos empresários Kit Morrison e Todd Armstrong.
O advogado de Morrison, Andrew Spielberger, disse que os dois empresários pagaram a Biegler uma soma de sete dígitos pela pedra, sem revelar o valor exato. As investigações da polícia não chegaram a uma conclusão sobre quem era o proprietário da esmeralda, então ela foi confiscada e está escondida em algum lugar de Los Angeles.
O governo brasileiro entrou na disputa pela preciosidade em setembro de 2014, dizendo que os outros argumentos de posse são irrelevantes. Segundo o advogado que representa o País em Los Angeles, John Nadolenco, a esmeralda foi extraída e exportada ilegalmente. Se ela for recuperada, a intenção é levá-la para o Museu da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e colocá-la em exposição devido ao seu imenso valor cultural e científico.
A outra parte que restou no processo é um grupo liderado por Morrison, e seu advogado diz que o Brasil demorou demais para reivindicar a propriedade da esmeralda. "Meu cliente não comprou a pedra para deixá-la no porão. Se o Brasil está interessado em comprá-la para deixá-la exposta, nós vemos valor nisso", disse o advogado ao Los Angeles Times.

PM é preso por explodir caixa eletrônico


© SSP/Divulgação
SÃO PAULO - O soldado da Polícia Militar Ricardo Reginaldo Pereira, de 35 anos, foi preso na madrugada do último sábado, 28, acusado de explodir um caixa eletrônico, em um posto de gasolina em Ilha Comprida, na Baixada Santista. Além do PM, outros cinco suspeitos que formavam a quadrilha junto com Pereira foram presos em flagrante. 
Segundo a polícia, o bando estava com R$ 53.128 em dinheiro, três fuzis, duas pistolas calibre .380 e 9 mm, munições para as armas, quatro coletes à prova de balas, quatro toucas-ninja, uma mira laser, um rádio para ouvir a frequência da Polícia Militar e 15 celulares. 
Por volta das 4h, a quadrilha explodiu uma caixa eletrônico de um posto de combustível. Após a ação, as Polícias Civil e Militar montaram uma operação com cerca de 100 homens e um helicóptero Águia da PM. Com as informações de testemunhas, os policiais encontraram um dos carros utilizados pelo bando, que fugiu por um matagal às margens da Rodovia Prefeito Casemiro Teixeira. 
Houve uma troca de tiros, uma viatura da PM foi atingida e um PM foi atingido por estilhaços no rosto. No meio da mata, o soldado da PM foi preso. O policial estava desarmado e portava algumas notas chamuscadas pela explosão do caixa eletrônico. 
Na sequência, outros dois criminosos foram detidos: um vendedor de 22 anos e um pizzaiolo de 30 anos. A dupla estava com todo as armas, coletes, toucas, celulares e o dinheiro. 

Levados para a Delegacia de Iguape, os assaltantes disseram que estavam uma casa na cidade de Ilha Comprida, também na Baixada Santista. Na residência, os policiais detiveram dois mecânicos, de 27 e 20 anos, e o operador de máquinas, de 32. A polícia ainda apreendeu duas bananas de dinamite, estopin, um sistema de acionar explosivos e ferramentas. Os bandidos também mantinham uma Hyundai Tucson preta, roubada e com placadas adulteradas

Lubitz temia perder licença de voo por problemas de saúde, afirma jornal

Segundo distintas informações, Lubitz tinha que renovar sua licença de voo no próximo mês de junho.
A investigação alemã da tragédia aérea dos Alpes, na qual morreram 150 pessoas há uma semana, trabalha com a hipótese de que Andreas Lubitz jogou o avião contra as montanhas desesperado perante a possibilidade de perder sua licença de piloto devido a seus problemas médicos.
O popular jornal alemão 'Bild' publica nesta terça-feira as declarações de um investigador do caso nas quais reconhece que as investigações apontam que este é o 'principal motivo' que levou Lubitz a fazer cair propositalmente o Airbus 320 da companhia alemã de baixo custo Germanwings, filial da Lufthansa, que viajava entre Barcelona (Espanha) e Düsseldorf (Alemanha).
'O principal motivo para nós neste momento é que Lubitz provavelmente tinha medo de perder sua licença de voo por seus problemas de saúde', comentou o investigador, que não é identificado.
Segundo essa fonte, por esse motivo, faria sentido que o copiloto ocultasse da empresa as licenças médicas que recebia e que visitasse diferentes médicos na busca de uma segunda opinião.
Segundo distintas informações, Lubitz tinha que renovar sua licença de voo no próximo mês de junho.
O 'Bild' informa ainda que o copiloto do voo 4U 9525, um alemão de 27 anos, esteve em 'pelo menos em três ocasiões' na clínica universitária de Düsseldorf entre fevereiro e março deste ano.
A procuradoria federal alemã indicou ontem que o copiloto recebeu há anos, e durante um longo período, tratamento psicoterapêutico por 'tendências suicidas'.
Isto se unia à paralisação brusca que o jovem realizou em 2009 durante sua formação como piloto devido a uma depressão.
Além disso, o 'Bild' publicou no último domingo que Lubitz estava sendo tratado por um possível descolamento de retina.

Estações da linha 5 do metrô de São Paulo vão atrasar mais

São Paulo - O governador Geraldo Alckmin disse nesta segunda-feira que as obras da linha 5 - lilás, do metrô de São Paulo vão atrasar mais um ano.
A inauguração completa da linha estava prevista para 2017. Com o adiamento, o prazo foi estendido para o primeiro semestre de 2018.
A expansão da Linha 5-Lilás custa ao governo de São Paulo R$ 8,9 bilhões. A previsão é de que a linha atenderá cerca de 780 mil passageiros por dia.
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Alckmin culpou a "questão do meio ambiente, desapropriações e interferências".
O governador disse ainda que espera que as estações Alto da Boa Visa, Borba Gato e Brooklin sejam entregues no primeiro semestre de 2017, outras seis estações no segundo semestre do mesmo ano e que apenas a última ficará para 2018.
Atrasos
A inauguração completa da linha lilás, que estava prevista para 2017, só ocorrerá em 2018© Friedemann Vogel/Getty Images A inauguração completa da linha lilás, que estava prevista para 2017, só ocorrerá em 2018
A linha 4 - amarela também está com as obras bem atrasadas. As estações Vila Sônia e Morumbi, que tinham prazo de entrega para 2017, só devem ser abertas ao público em 2018. 
Segundo Alckmin, a empresa responsável pelo consórcio, Isolux Córsan-Corviam, será multada e terá até abril para retomar as obras das estações Oscar Freire e Higienópolis-Mackenzie, paradas há cerca de seis meses. As estações Vila Sônia e Morumbi serão licitadas. 
Além das linhas 5 e 4, o monotrilho da linha 15-prata também está atrasado.

Família da mãe de Bernardo espera que análise de carta reabra investigação

PORTO ALEGRE - Após a divulgação de perícia que afirma que a carta supostamente deixada por Odilaine Uglione foi escrita por outra pessoa, a família da mãe de Bernardo, assassinado aos 11 anos, espera que o documento reabra a investigação de suicídio da mulher. O advogado da família, Marlon Taborda, acredita que apenas uma ordem do Tribunal de Justiça (TJ-RS) será capaz de prosseguir com a apuração.
"Há um jogo de vaidades das autoridades da cidade", afirma o representante da família Uglione, referindo-se à Polícia Civil e ao Ministério Público de Três Passos, onde Odilaine morreu. Taborda já pediu a reabertura do caso em novembro do ano passado, mas até agora o MP analisa o requerimento.
"O MP ainda não se manifestou sobre o pedido. Vamos reforçar as provas técnicas (para reabrir o caso) e clamar para que haja essa análise. Há graves constatações levantadas de forma técnica e cientifica", argumenta o advogado. Ele acredita que, caso o MP dê uma resposta negativa à reabertura, apenas um recurso no TJ-RJ poderá ordenar diligências para apurar a morte da mãe de Bernardo.
Carta. Uma nova perícia foi contratada pela família de Odilaine. De acordo com peritos, a suposta carta suicida da enfermeira teria sido forjada, escrita por outra pessoa.
A família acredita que Odilaine foi assassinada pelo marido, Leandro Boldrini. Ele está preso há quase um ano, acusado pela morte do filho, achado morto em Frederico Westphalen, a cerca de 80 km de Três Passos, onde a família morava.
Também são acusados pela morte do menino de 11 anos a madrasta do garoto, Graciele Ugulini, e os irmãos Edelvânia Wirganovicz e Evandro Wirganovicz.
A morte de Odilaine foi considerada suicídio pela polícia. Mas, com o assassinato de Bernardo no ano passado e a prisão do pai como principal acusado, a família Uglione passou a desconfiar que ele também matou a mulher e forjou um suicídio.

Acidente nos Alpes: como é calculada a indenização?

(Reuters): Voo da Germanwings que seguia de Barcelona para Dusseldorf caiu nos Alpes franceses com 150 a bordo© Copyright British Broadcasting Corporation 2015 Voo da Germanwings que seguia de Barcelona para Dusseldorf caiu nos Alpes franceses com 150 a bordo
O terrível e chocante custo humano do desastre do voo 4U9525 da Germanwings, que caiu nos Alpes franceses na semana passada, é fácil de determinar: 150 pessoas mortas.
Mas muito mais difícil de estimar é o efeito sobre as famílias das vítimas que perderam seus entes queridos na tragédia.
E a cada vez que mais notícias surgem sobre o que ocorreu na manhã daquele fatídico 24 de março, maior é a dor dos familiares.
Na segunda-feira, investigadores afirmaram que o copiloto Andreas Lubitz, suspeito de ter deliberadamente provocado o acidente, escondeu informações sobre seu estado de saúde e teria recebido tratamento para tendências suicidas no passado.
Mas uma companhia aérea é legalmente obrigada a compensar as famílias das vítimas? E um eventual problema mental sofrido pelo copiloto pode interferir no momento das indenizações a serem pagas?
A resposta a ambas as perguntas parece ser sim, segundo advogados especializados em assuntos relativos à aviação.
Segundo as regras da aviação sobre a morte de passageiros, existe uma determinada quantidade de dinheiro que a companhia aérea deverá pagar, se a família consegue provar que sofreu um dano econômico, de acordo com o advogado Jim Morris, sócio da Irwin Mitchell.
Morris, que se especializou como representante de vítimas e de suas famílias em desastres aéreos, disse que há um conjunto de regras ─ a convenção de Montreal ─ que esclarece o valor das indenizações que familiares podem reclamar à Justiça.

Números específicos

Para começar, a companhia aérea deve pagar 113 mil Direitos Especiais de Giro (DEGs) ─ uma forma de dinheiro internacional – valor equivalente a US$ 156 mil (R$ 504 mil) por passageiro ─ se a família conseguir provar o impacto do dano econômico.
Em outras palavras, se a perda de renda ocasionada pela interrupção brusca da vida da vítima for de pelo menos US$ 156 mil (R$ 504 mil), a companhia aérea deve pagar a quantia imediatamente, sem recorrer a um advogado.
No caso de uma morte, a empresa também deverá pagar 16 mil DEGs, valor equivalente a US$ 22 mil (R$ 71 mil) às famílias das vítimas.
Na hipótese de que todos os familiares reivindiquem o valor de US$ 156 mil (R$ 504 mil), a Germanwings, e sua empresa-mãe, Lufthansa, teria de desembolsar algo em torno de US$ 30 milhões (R$ 97 milhões).
Mas a Lufthansa, e em última análise as seguradoras – incluindo a gigante Allianz – possivelmente terão de pagar uma conta maior do que essa, argumenta Morris.

Negligência

Se a família da vítima conseguir provar que sofreu perdas econômicas superiores a 113 mil DEGs, cabe a companhia aérea atestar que não foi negligente ou pagar a quantia exigida.
Na opinião de Morris, nesse caso, a Germanwings teria dificuldade em provar que seu copiloto, Andreas Lubitz, não foi negligente.
"O dever da companhia era assegurar que sua equipe seria capaz de pilotar um avião", disse ele. E esse critério inclui a saúde mental de Lubitz, nota.
"Aparentemente por causa desse problema um empregado da companhia bateu deliberadamente o avião contra uma montanha. Do ponto de vista da companhia aérea, ficaria surpreso se eles negassem suas responsabilidades. Tudo o que as famílias têm de fazer é provar o valor econômico da perda", observou o advogado.
E esse montante "seria significativo", acrescentou. Nesse caso, Morris nota que o custo total do pagamento de uma indenização para os familiares das vítimas poderia superar US$ 150 milhões (R$ 484 milhões).

Variação

No entanto, segundo o professor alemão Elmar Giemulla, também especialista em indenizações, é "muito difícil" estabelecer um valor global para a remuneração a ser paga pelas empresas em tragédias como essas.
Para Giemulla, o local de onde as familiares optarem por reivindicar a indenização poderia alterar radicalmente o montante do valor a ser pago.
Isso porque, explica, o entendimento legal varia de acordo com o país. No Reino Unido e na Alemanha, por exemplo, os chamados danos morais não poderiam ser reivindicados em um acidente como o da Germanwings.
"Qualquer um que perde um filho ou um companheiro nessas condições está completamente fragilizado. Mas na Alemanha não há nenhuma obrigação legal para o dano moral", disse Giemulla à BBC.
O especialista esclarece que, nesses países, a Justiça leva em consideração apenas a perda financeira. Como resultado, famílias com crianças que tenham morrido no acidente tendem a receber indenizações menores.
"Em teoria, não há praticamente compensação para um bebê", acrescentou.

Dor

(Reuters): Lufthansa, empresa-mãe da Germanwings, informou que pagará pelo menos US$ 54 mil (R$ 174 mil) por vítima© Copyright British Broadcasting Corporation 2015 Lufthansa, empresa-mãe da Germanwings, informou que pagará pelo menos US$ 54 mil (R$ 174 mil) por vítima
No entanto, nos Estados Unidos, as famílias das vítimas têm a opção de reivindicar uma indenização pela dor causada.
"Nos EUA, a indenização tenta compensar não só a perda do familiar, mas também a vida que aquele indivíduo poderia ter", explica.
O voo da Germanwings, que partiu de Barcelona, na Espanha, com destino a Düsseldorf, na Alemanha, transportava 144 passageiros e seis tripulantes. A maioria era de nacionalidade alemã e espanhola, mas também havia cidadãos da Colômbia, México, Argentina, Venezuela, Reino Unido, Estados Unidos, Holanda, Japão, Dinamarca e Israel.
No entanto, talvez o interesse da Lufthansa não seja contestar as indenizações ou tentar reduzi-las, diz Giemulla.
"A Lufthansa deveria pagar além de suas obrigações legais. Eles não tem interesse de manchar sua reputação", supõe.

Silêncio

Muitos escritórios de advocacia que representam companhias aéreas no Reino Unido se recusaram a falar com a reportagem da BBC sobre questões de responsabilidade em caso de acidentes como o da Germanwings.
Mas, no último final de semana, a Lufthansa informou que pagaria pelo menos US$ 54 mil (R$ 174 mil) por vítima e que o pagamento não afetaria indenizações futuras.
"Em apoio à Germanwings, a Lufthansa vai cobrir as despesas ocasionadas por este trágico acidente, fazendo um adiantamento de até US$ 54 mil (R$ 174 mil) por passageiro", disse um porta-voz da Germanwings à BBC.
O próprio presidente da Lufthansa, Carsten Spohr, disse que a companhia aérea tem os meios e a intenção de tratar as famílias da forma mais justa.
"Poderemos responder por obrigações financeiras. Nossa prioridade é ajudar às famílias em tudo o que pudermos", disse Spohr.