domingo, 31 de maio de 2015

98 novos soldados reforçarão patrulhamento na região de Sorocaba

Sorocaba receberá 6 novos PMs, Votorantim 19 e Itu 58

A região de Sorocaba receberá 98 novos soldados de 2ª classe para reforçar o efetivo e o patrulhamento nas ruas da região, segundo divulga a Secretaria de Estado da Segurança Pública. Eles fazem parte de uma turma de 2.614 policiais que se formaram na manhã da quarta-feira (27/5). 

Foram destinados 25 para o batalhão sediado em Itapeva (54º BPM/I), 48 para Itu (50º BPM/I) e 19 para Votorantim (40º BPM/I). Além destes, outros 6 reforçarão o 5º Batalhão de Polícia Rodoviária (5º BPRv), em Sorocaba. 

No total, foram enviados 1.548 PMs para a Capital, 436 para a Grande São Paulo e 630 policiais militares ao Interior. 

"Após um ano de intenso treino e estudo, estes policiais estão prontos para servir e defender o povo paulista", destacou o secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes. Os policiais passaram por 1.516 horas de aula durante todo curso de formação na Escola Superior de Soldados da Polícia Militar (ESSd). 

O concurso público que selecionou os soldados teve 57.212 inscritos. Do total de formandos, 2.123 são homens e 491 mulheres. Os policiais que passam pela ESSd se formam no Curso Superior de Técnico de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública. 

Moraes ressalta que este foi um dos concursos públicos mais disputados. "Uma média de quase 25 candidatos por cada vaga". O secretário ressaltou ainda que, com os formandos, mais de 16 mil novos policiais militares estarão patrulhando as ruas do Estado até 2016. 

Reforço de efetivo 

Também estão em formação 3.442 futuros PMs. Do total, 2.865 são soldados e 577 alunos oficiais na Academia de Polícia Militar do Barro Branco (APMBB). Amanhã (28), mais 2.914 alunos iniciam curso na ESSd. 

Além dos policiais em formação, ainda estão em andamento concursos públicos para contratar mais 4 mil soldados de 2ª classe e 240 futuros oficiais para a Academia da Polícia Militar. 

As inscrições para o processo seletivo de oficiais começaram na terça-feira (26) e ficarão abertas até o dia 24 de junho. Além disso, está em andamento concurso para 2.301 vagas na Polícia Civil e 996 para a Polícia Técnico-Científica.

'Júri vai ter mais bom senso', diz advogado de autor de cotovelada

Defesa diz que não vai recorrer da decisão, anunciada nesta semana.

Anderson está preso desde agosto de 2014, após agressão em São Roque.

Do G1 Sorocaba e JundiaíTássia Lima
Momento em que jovem é agredida com cotovelada (Foto: Reprodução/TV Globo)Momento em que jovem foi agredida com
cotovelada (Foto: Reprodução/TV Globo)
O advogado de Anderson Lúcio de Oliveira, preso desde agosto de 2014 por agredir a auxiliar de produção Fernanda Regina Cézar com uma cotovelada na saída de uma boate, em São Roque, informou nesta sexta-feira (29) que não vai recorrer da decisão da Justiça de levar o caso a júri popular."Acredito que o júri vai ter muito mais bom senso para desclassificar a acusação ou absolver o Anderson", disse Luiz Pires de Moraes Neto ao G1.
Com a expressão "desclassificar a acusação", o advogado explica que espera que os jurados entendam o caso como lesão corporal culposa, diferentemente do que entendeu a acusação, que classifica a agressão como tentativa de homicídio. "Recebi a notícia com muito espanto. O laudo mostra que houve lesão grave, e isso não se discute. O que não houve foi a tentativa de homicídio. O perito foi claro em afirmar que não há lesão permanente nem incapacitação", explica Moraes Neto.
Em entrevista ao G1, Gomes considerou a decisão uma “vitória da acusação”. “As pessoas achavam que não iria a júri por considerarem apenas uma agressão. Ele contribuiu para o evento e houve o dolo, ele quis matá-la”, afirmou o advogado de acusação. Ainda segundo ele, se for considerado culpado por tentativa de homicídio, Anderson pode pegar até dez anos de prisão.Ainda segundo a defesa, recorrer não ajudaria o réu, porque, até que o recurso fosse julgado, Anderson já teria cumprido quase toda a pena. A decisão de que ele vai a júri popular foi divulgada na última quarta-feira (27) pelo advogado de Fernanda, Ademar Gomes, por meio de nota da Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo (Acrimesp).
O juiz Flávio Roberto de Carvalho não se pronunciou sobre o assunto, já que o caso segue sob segredo de Justiça.
Audiência
A primeira audiência sobre o caso foi realizada no dia 11 de novembro de 2014, em São Roque (SP). A auxiliar de produção sofreu traumatismo craniano após ser atingida pelo comerciante na frente de um clube na madrugada de 16 de agosto do mesmo ano.
Durante a audiência, Fernanda e Anderson não se encontraram. Depois de ser ouvida, a jovem comentou que não pretende ver o comerciante. "Não vi e nem quero ver. Quero ficar em paz", comentou logo após deixar o Fórum da cidade.
Ainda durante a audiência, o juiz Flávio Roberto de Carvalho ouviu cinco testemunhas, a vítima e o agressor, e analisou as provas entregues pela polícia. O juiz aguardava então o laudo sobre o estado de saúde da vítima antes de dar a sentença.
Discussão e cotovelada
As imagens da agressão, que ocorreu na madrugada do dia 16 de agosto de 2014, foram registradas por câmeras de segurança de uma loja de motocicletas na Avenida Antonio Dias Bastos, no centro de São Roque.
Segundo o irmão da vítima, Eduardo Cézar, Fernanda e Anderson são conhecidos e se encontraram ocasionalmente após uma festa realizada por uma casa noturna.
O vídeo, que foi solicitado pela própria família da vítima ao dono do comércio, mostra Fernanda discutindo primeiro com uma pessoa vestindo uma blusa branca. Depois, ela fala com Anderson, que está de terno e com uma lata de cerveja na mão.
Na sequência, o rapaz desfere uma cotovelada contra ela. Pessoas que estavam no local chamam o resgate, que chega pouco tempo depois. Anderson permanece no local, impassível.
Após a agressão, Fernanda ficou internada e só teve alta no dia 2 de setembro - mais de duas semanas depois. Em seguida, ela passou um mês internada em uma clínica psiquiátrica de São Roque, onde fez tratamento neurológico.
“Ela fala com dificuldade e tem tontura, problemas de memória e dor de cabeça frequentes. Os médicos foram bem taxativos: eles não sabem se ela vai se curar dessas sequelas”, disse o irmão Eduardo Cézar, em entrevista ao G1 em novembro de 2014.
Juiz ouve agressor e vítima de cotovelada durante audiência (Foto: Tássia Lima/TV TEM)Anderson permaneceu algemado durante audiência (Foto: Tássia Lima/TV TEM)

Moradores protestam contra aterro sanitário perto de rio em Araçariguama

Grupo pediu avaliação da Justiça para apontar danos ao meio ambiente.

Projeto ainda não foi aprovado e não há data de instalação, diz prefeitura.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí
Moradores de Araçariguama (SP) fizeram um protesto no centro da cidade neste sábado (30) contra a instalação de um aterro sanitário no município. O grupo de ambientalistas aguarda agora a avaliação pedida pela Justiça na área para apontar possíveis danos ao meio ambiente. A propriedade fica no bairro Butantã, local é próximo ao ribeirão que abastece a cidade.
A implantação de um aterro sanitário na área é vista como uma ameaça para muitos moradores e até um movimento foi criado em 2013 na tentativa de evitar a execução do projeto. O lixo de várias cidades da região seria despejado na fazenda de 1,3 milhão metros quadrados, onde, segundo o grupo, existem cinco nascentes com papéis importantes na formação do ribeirão.

Segundo a Prefeitura de Araçariguama, a certidão de uso e ocupação do solo só foi dada à empresa com uma série de exigências de infraestrutura, entre elas a recuperação do ribeirão do Colégio e da área de preservação permanente. Além disso, licenças prévias já foram emitidas pela Cetesb e pelo Departamento de Águas e Energias do Estado (Daee), mas o projeto físico do aterro ainda não foi aprovado pelo município e não há data para a instalação.
De acordo com um dos representantes do grupo, Robson Navarro Diniz, em 2011, a Prefeitura de Araçariguama concedeu uma certidão de uso e ocupação de solo à empresa que deve executar o serviço. Para tentar impedir um grande impacto ambiental, o movimento em defesa do ribeirão entrou com uma ação no Ministério Público que pediu uma avaliação e o relatório constatou que a área não é adequada.
Já a empresa contratada informou que o projeto possui estudo de impacto ambiental que concluiu a viabilidade do aterro. Segundo a análise, o ribeirão do Colégio não será prejudicado por causa da faixa de proteção permanente e a unidade empresa está aguardando licença ambiental para iniciar as atividades. O Ministério Público informou que a ação foi aberta no Tribunal de Justiça a pedido do grupo de moradores e que está acompanhando o caso para garantir o cumprimento da lei.
Implantação de terreno perto de rio preocupa ambientalistas (Foto: Reprodução/TV TEM)Implantação de terreno perto de rio preocupa ambientalistas (Foto: Reprodução/TV TEM)

Mães sem creche pagam para vizinha cuidar de filhos

Monique da Silva brinca com sua filha, no colo, e com criança de uma vizinha no Jardim Ãngela

Érika Valois

do Agora
Mulheres da periferia que não conseguem vaga em creches para seus filhos acabam contando com ajuda de outras mães na mesma situação, mas que decidiram ficar em casa.
Para isso, pagam mensalidades que variam de R$ 150 a R$ 350 por criança.
Este mês a gestão Fernando Haddad (PT) reconheceu que não deverá cumprir a meta de construir 243 creches até o fim do seu mandato.
O número final deve ficar em 147, segundo cálculo interno da prefeitura.
Enquanto a mãe trabalha, os irmãos Evelyn, 6 anos, e Gabriel, 3 anos, ficam na casa da mãe crecheira Monique da Silva, 28 anos.
"O Gabriel está na fila da creche desde que nasceu. Como saio cedo para trabalhar, pago R$ 250 por mês para a Monique tomar conta deles", conta a mãe do casal, Keila Moreira, 27 anos, que ganha R$ 800 num restaurante e paga R$ 400 de aluguel.

Perto do fim do prazo, poucos estados e municípios entregaram planos de educação

Perto do fim do prazo, poucos estados e municípios entregaram planos de educação

  • 30/05/2015 10h27
  • Brasília
Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado
Falta pouco menos de um mês para o fim do prazo a fim de que os estados e municípios tenham os próprios planos de educação sancionados. Para entidades que representam os entes federados, o prazo não será cumprido por todos. Entre os estados, três sancionaram os planos: Maranhão, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Quanto aos municípios, dos quase 5,6 mil, só 151 têm planos sancionados. As informações são do site Planejando a Próxima Década do Ministério da Educação (MEC).
Os planos estaduais e municipais de educação estão previstos no Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado no ano passado pela presidenta Dilma Rousseff. Ele traça metas para serem cumpridas nos próximos dez anos. As metas vão desde a inclusão de crianças e adolescentes na escola até a pós-graduação. Trata ainda da valorização do professor e dos investimentos em educação, que até 2024 deverão ser de, no mínimo, o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB). Atualmente o investimento na área é 6,6%. 
Pela lei, os planos locais têm até o dia 24 de junho para serem sancionados. O prazo é o primeiro estipulado no PNE. Os planos municipais e estaduais devem, de acordo com a realidade local, estabelecer estratégias para o cumprimento de cada uma das metas do PNE. Eles têm liberdade, inclusive, para avançar nas metas caso elas estejam superadas. 
A situação mais crítica é entre os municípios. "Não vamos cumprir em todos os municípios", disse a presidenta da União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Repulho. "Mas quero deixar claro que é muito importante que esses planos reflitam a realidade. Muito mais que prazo, é a importância que os planos têm na execução, que sejam feitos com a discussão ampla, com a participação de todo mundo, para refletir a realidade". 

Para constituir os planos, o MEC estipula fases. A primeira é a constituição de uma comissão coordenadora, depois, produzir um diagnóstico da educação na localidade, a elaboração de um documento-base, consulta pública e elaboração de projeto de lei. O projeto é então enviado ao Legislativo, aprovado e sancionado. 
Segundo ela, mesmo após o fim do prazo, a Undime continuará trabalhando com os municípios para que todos tenham os planos aprovados. 
Entre os municípios, um não tem sequer comissão coordenadora instituída;  só 531 instituíram a comissão e 1.049 concluíram apenas o diagnóstico. Os demais avançaram na elaboração do documento-base (1.560), fizeram consulta pública (1.185), têm o projeto de lei elaborado (505), enviaram o projeto ao Legislativo (534) e apenas 54 aprovaram a lei e 151 a sancionaram. 
Entre os estados, a expectativa é que até o fim do ano todos os planos estejam em vigor, segundo o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Eduardo Deschamps. "Temos um número significativo de estados que estão concluindo seus planos para remeter às assembleias legislativas. Eu acho que o número de estados que terão os planos aprovados até o dia 24 de junho vai ser reduzido, mas entre os que estarão com os planos nas assembleias legislativas, teremos um número significativo. Todos os estados estão trabalhando fortemente para isso", informou. 
Todos os estados têm pelo menos o documento-base elaborado. Dois, o Rio Grande do Sul e Paraná, além do Distrito Federal avançaram até o envio dos projetos ao Legislativo. Rondônia tem o projeto aprovado, mas ainda não sancionado. 
Como o prazo está em lei, de acordo com o MEC, ele não será adiado, a não ser que se altere a lei. Em entrevista, o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, ressaltou que o MEC "não quer que os estados e as prefeituras se sintam coagidos com o prazo e acabem comprando um plano pronto de educação, que não vai emanar de uma discussão da sociedade. O mais importante é a sociedade se mobilizar e discutir o que quer para a educação”.

Acidente em canteiro de obras da Usina Belo Monte mata três operários

  • 30/05/2015 20h06
  • Brasília
Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado

De acordo com o Consórcio Construtor Belo Monte, que administra a obra, as vítimas são: Denivaldo Soares Aguiar, José da Conceição Ferreira da Silva e Pedro Henrique dos Santos Silva, que atuavam como ajudantes de produção. Em nota, o consórcio lamentou o acidente.  “O CCBM solidariza-se com a dor dos familiares e amigos, e está prestando todo o apoio às famílias”, diz trecho do documento. 
O Corpo de Bombeiros localizou no fim da tarde de hoje (30) os corpos dos três funcionários da obra da Usina Belo Monte, no Pará, que estavam sob os escombros de um dos silos da central de concreto que desabou durante uma operação de descarga de caminhões de cimento por volta das 2h desta madrugada. 
Mais três pessoas que foram atingidas no desabamento foram socorridas por equipes médicas do Corpo de Bombeiros. Dois sofreram ferimentos leves e um teve fratura no ombro.

PF suspeita que empresa de primeira-dama de Minas é 'fantasma'

Brasília - A Polícia Federal e o Ministério Público Federal suspeitam que a empresa Oli Comunicação e Imagens, da primeira-dama de Minas Gerais, Caroline de Oliveira Pereira, seja "fantasma". A afirmação consta em documento encaminhado pela PF à Justiça, no qual pede autorização para um mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Acrônimo, deflagrada ontem pela polícia.
A PF aponta que a Oli Comunicação e Imagens funcionava em local cadastrado em nome da PP&I Participações Patrimoniais e Imobiliárias, empresa que está sob investigação. Documento obtido pelo Estado diz que, "embora a recepcionista do local tenha referido o funcionamento da empresa Oli não foi encontrada qualquer indicação da existência da mesma". Com isso, a PF conclui que "tanto quanto a empresa PP&I Participações patrimoniais e imobiliárias, a empresa Oli Comunicação e Imagens também seria uma empresa fantasma, possivelmente utilizada para os fins da organização criminosa com a conivência de sua proprietária Caroline de Oliveira Pereira", diz o documento. 
O Ministério Público Federal concordou com as ponderações feitas pela PF e encaminhou pedido de busca à Justiça Federal. Em 12 de maio deste ano, o juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10a Vara do Distrito Federal, autorizou os pedidos encaminhados pela PF e pelo MPF.A primeira-dama de Minas Gerais, Carolina Oliveira PimentelDivulgação
ctv-2tf-esposapimenteldiv: A primeira-dama de Minas Gerais e presidente do Servas Servico Voluntário de Assistência Social, Carolina Oliveira Pimentel
De acordo com o advogado de Carolina, Pierpaolo Bottini, a avaliação da PF está incorreta. "A interpretação que o agente da PF fez é uma interpretação equivocada, não tem base fática e menciona que as duas empresas funcionavam no mesmo lugar", disse o advogado ao Estado. Ele explicou ainda que Carolina deixou de ocupar o endereço onde foi realizada a busca e apreensão, em Brasília, em julho do ano passado e que a proprietária solicitou à Receita Federal o fechamento da empresa em novembro de 2014, fato que só se concretizou este ano. No site da Receita Federal, consta como data de encerramento da Oli Comunicação a data de 6 de janeiro deste ano. 
Acrônimo. A Polícia Federal deflagrou ontem a Operação Acrônimo, que resultou na prisão do empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, colaborador de campanhas do PT. A Operação foi desencadeada em três Estados e no Distrito Federal para investigar a suspeita de um esquema de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Além da antiga sede de sua empresa, o apartamento onde Carolina residia também foi alvo das ações da PF. Carolina casou-se recentemente com o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT),
Além de Bené, que é tido como o operador da organização criminosa, outras quatro pessoas foram presas na operação. A investigação foi iniciada em outubro do ano passado, quando a Polícia Federal apreendeu, no Aeroporto de Brasília, R$ 113 mil em dinheiro numa aeronave que trazia Bené e outros colaboradores da campanha de Pimentel de Belo Horizonte. O empresário foi preso em sua residência, em Brasília.

Mãe mata a filha de 3 anos asfixiada com almofada

<p>A mãe teria dado remédio de uso controlado e depois asfixiado a criança.</p>
Uma mulher foi presa, na madrugada deste sábado (30), em Anápolis, no interior de Goiás, suspeita de matar a própria filha de 3 anos.
Segundo a Polícia Militar, Rosana Nascimento, de 28 anos, teria dado remédio de uso controlado e depois asfixiado a criança.
Segundo o jornal Extra, a própria mulher chamou a polícia e, quando os agentes chegaram ao local, encontraram a criança ainda com vida, porém a menina morreu antes da chegada do Samu.
De acordo com a delegada, Maísa Pesarini, a suspeita permaneceu calada durante interrogatório e não revelou a motivação do crime.
— Ela mesmo chamou a Polícia Militar. Quando os policiais chegaram ao local, ela afirmou que havia se deitado sobre a criança e a asfixiado. Depois, os agentes verificaram que a criança estava com os braços para cima, como quem tentava se defender, e perguntaram de novo. Ela admitiu que pegou uma almofada e asfixiou a criança e contou ainda que tentou cortar o pulso da filha. Havia um pequeno corte no pulso esquerdo da criança, mas não foram encontradas manchas de sangue no local — disse a delegada ao Extra.
A delegada informou que as investigações sobre o caso ainda não estão encerradas e que suspeita deve ser indiciada por homicídio doloso qualificado (quando há a intenção de matar). Rosana foi levada para o presídio de Anápolis. 

Rede Sustentabilidade estreia com menos verba que PCO

Um ano e meio depois do Tribunal Superior Eleitoral rejeitar o primeiro pedido de registro de criação da Rede Sustentabilidade, o grupo político da ex-ministra Marina Silva deve estrear na urna eletrônica em 2016 na condição de “nanico”. 
Contratado como advogado do partido, o ex-ministro do Superior Tribunal Federal Sepúlveda Pertence apresentou ao tribunal na quinta-feira as 50 mil assinaturas, devidamente certificadas, que faltaram em 2013 para que a Rede alcançasse as 492 mil exigidas pela lei. 
Quando sair do papel, a nova legenda contará com uma estrutura pequena, orçamento espartano e pouca militância de, no melhor cenário traçado pelos próprios dirigentes, três deputados federais e um senador. 
Marina Silva: A fundadora da Rede e ex-ministra do meio ambiente Marina Silva
De acordo com a nova legislação eleitoral do TSE, aprovada na minirreforma eleitoral de 2013, os novos partidos terão direito a apenas 0,15% dos recursos do Fundo Partidário reservado a todos os partidos. 
Segundo levantamento do Estadão Dados, isso significa que a Rede contará com R$ 1,3 milhão para gastar em 2015. Para efeito comparativo, esse valor é menor do que o orçamento anual do radical Partido da Causa Operária (PCO), que conta com R$ 1,4 milhão em caixa e nunca elegeu um deputado. Isso deve acontecer porque, como o novo partido não existia na última eleição, não recebeu votos. Logo, só terá direito à parcela dos recursos divididos entre todas as legendas existentes. 
Com quatro deputados em sua bancada, o PSOL contará com R$ 15 milhões. Já PT e PMDB terão direito a R$ 108 milhões e R$ 89 milhões, respectivamente. “Faremos a diferença com a nossa atuação. A Rede surgirá como a primeira organização não governamental do planeta que se transformará em partido. Por mim, acabariam o Fundo Partidário e o tempo de TV. O dinheiro estragou os partidos”, minimiza o deputado Miro Teixeira (PROS-RJ). Decano da Câmara, ele será o principal nome da Rede na Câmara. 
Na TV. Nas campanhas municipais de 2016, o partido de Marina contará com um tempo exíguo, já que 89% do espaço será dividido conforme o tamanho das bancadas eleitas em 2014. O restante será dividido entre todos os partidos. 
“Não teremos uma grande bancada”, reconhece Pedro Ivo, membro da direção executiva da legenda em gestação. O número de militantes da Rede também é ínfimo em relação aos partidos que já estão na praça. São 5.754 “marineiros” registrados, segundo informou a assessoria de imprensa da legenda. É bem menos que o pequeno PSOL, que conta com 104.845 membros de carteirinha. O PT, por sua vez, tem cerca de 1,7 milhão de cadastrados. 
Raiz
O grupo político de Marina rachou depois do 1.º turno da eleição presidencial. Derrotada na chapa do PSB, a ex-ministra decidiu apoiar o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) no 2.º turno. Os “marineiros” da ala mais à esquerda, no entanto, decidiram fundar um outro partido, o Raiz Movimento Cidadanista. Embora a assessoria da Rede afirme que o grupo está organizado “politicamente” em todos os Estados, a informação sobre o número de diretórios da sigla é vaga.
“A Rede está se enraizando em um processo de formação de Elos Estaduais – um conceito que se sobrepõe à definição de diretórios adotados por outros partidos”, diz seu texto. 
Se passar a atuar organicamente na Câmara, o partido de Marina deve atuar afinado com o bloco de oposição ao governo, mas não de forma sistemática. “Eu não vejo possibilidade de pensar em impeachment. Não há fato concreto”, diz Teixeira. 
Deve, porém, combater o pacote de ajuste fiscal. Seus dirigentes afirmam que não cogitam lançar Marina para disputar alguma prefeitura. A ideia é prepará-la para a grande disputa presidencial de 2018. 
No ano que vem, ideia é lançar candidatos próprios onde for possível. Onde não, os marineiros subirão em palanques de aliados como o PPS e PSB.

FAB confirma ter encontrado helicóptero desaparecido

<p>Aeronave com um piloto e quatro passageiros desapareceu no Amazonas desde sexta-feira.</p>
Na noite deste sábado (30), foi confirmado pela Força Aérea Brasileira (FAB), a localização do helicóptero desaparecido no Amazonas desde a sexta-feira (29). De acordo com a assessoria da FAB, aviões de resgate avistaram a aeronave às 19h35 (20h35 pelo horário de Brasília). Duas pessoas teriam sido vistas; informa o G1.
Informações atualizadas no início da tarde de sábado indicam que um piloto e quatro passageiros estão no helicóptero que presta serviços para a Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) e Casai (Casa de Saúde Indígena).
Segundo a assessoria da Força Aérea, aviões de resgate não conseguiram pousar em razão do horário, e houve tentativa de contatar equipes que dão apoio às buscas por terra.
A FAB não informou se os trabalhos de resgate serão realizados durante a madrugada. Também não há informações sobre a área onde o helicóptero foi localizado.
 O Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidente Aeronáuticos (Seripa-7) disse ter recebido o comunicado sobre o desaparecimento às 20h30 (22h30 em Brasília).
Segundo informações do gerente de operações da Defesa Civil, Donizete Cruz Matos, as buscas contam com a ajuda de moradores e mateiros. "Foi passada uma informação de que ele tinha caído no km 12 na estrada entre Benjamim Constant e Atalaia do Norte. As equipes de resgate foram ao local e não localizaram o helicóptero. Outro morador relatou pouso forçado. As equipes estão entrando com mateiros para tentar localizar esse helicóptero", conta.
A namorada do piloto informou ao G1 que falou com ele por telefone e depois perdeu contato. “Ele me ligou e disse que pousaria em 10 minutos. A gente está na espera, continuamos sem notícias. Ele nunca havia se envolvido em algo assim”, disse a namorada, sem se identificar.
Donizete confirmou a conversa entre o piloto e namorada dele minutos antes do pouso. "Por volta das 18h30 ele entrou em contato com a namorada falando que estava a 10 minutos do pouso e, depois que ele fez contato, sumiu da torre de controle do aeroporto", disse Donizete.

Evangélicos protestam contra corrupção em Marcha para Jesus

Milhares de pessoas participam na tarde de hoje (30) da décima quarta edição da Marcha para Jesus, no centro do Rio de Janeiro. O evento, organizado por igrejas evangélicas, tem como tema, neste ano, o combate à corrupção.
Com o tema da marcha é 'Pela Família, pelo Brasil e contra a Corrupção', artistas da música gospel se apresentaram durante o evento.
No Rio de Janeiro a marcha é realizada desde 1998. Em 2014 registrou seu maior público, quando 500 mil pessoas participaram do evento. Com informações da Agência Brasil.

Suspeito de desvio de recursos para o PT mentiu à PF

O empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, preso pela Polícia Federal na última sexta-feira, dia 29, por suspeitas de desvio de recursos públicos para campanhas do PT, mentiu em depoimento que prestou à PF em 2014, quando a polícia apreendeu R$ 113 mil no avião particular em que ele voou de Belo Horizonte a Brasília.
Segundo documentos obtidos pelo Estado, Bené afirmou não ser filiado a partido político em depoimento prestado em 7 de outubro do ano passado, quando o avião onde estava o dinheiro foi fiscalizado. No entanto, de acordo com registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bené é filiado ao PSB do Distrito Federal desde 2 de outubro de 2009.
Uma das empresas de que Bené é sócio, a GMB Comércio de Vinhos Ltda, doou R$ 3 mil à campanha de Jofran Frejat (PR-DF) ao governo do DF e outros R$ 3 mil à campanha de Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que foi eleito governador.
A PF vê indícios de que Bené seria o operador de uma organização criminosa que desviava recursos públicos por meio de contratos não executados e/ou superfaturados com entes federais. Os contratos, segundo a Polícia Federal, eram feitos principalmente nas áreas de eventos e serviços gráficos e o dinheiro era lavado por ele. Com informações do Estadão Conteúdo.

Partidos protocolam pedido de suspensão da reforma política no STF

Um grupo de 61 deputados federais de seis partidos protocolaram neste sábado, 30, um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão da votação da Proposta e Emenda Constitucional 182/2007, a PEC da Reforma Política. O documento ainda não foi distribuído para nenhum ministro.
O grupo é liderado por 36 parlamentares do PT, que acusam o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de "ato coator" contra as regras da Casa para conseguir aprovar uma menda aglutinativa no âmbito da PEC para conseguir aprovar o financiamento empresarial a partidos. O documento é assinado por parlamentares de mais cinco partidos: PPS (8 deputados), PSB (6), PCdoB (6), PSOL (4) e PROS (1).
O apoio dessas legendas foi angariada pelo deputado Alessandro Molon (PT-RJ), depois que a bancada rachou e o partido decidiu não subscrever a ação sozinho. "Estamos recorrendo ao STF porque não aceitamos esta violação da Constituição cometida pelo presidente da Câmara para liberar a doação de empresas. Não aceitamos essa manobra. Isso é golpe", disse.
Eduardo Cunha é acuado por opositoress durante votações da reforma política na Câmara Dida Sampaio/Estadão
Eduardo Cunha é acuado por opositoress durante votações da reforma política na Câmara
O pedido de suspensão da tramitação da PEC é feito para que o STF decida sobre a aprovação da emenda do PRB, recolocando na pauta da votação o financiamento privado. O tema foi aprovado na última quarta-feira, 27, um dia após as doações de empresas terem jeitadas em plenário. 
Segundo os deputados, a Constituição não permite que proposta de emenda rejeitada seja reapresentada na mesma legislatura. "O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, feriu o processo legislativo de forma acintosa", diz a deputada Erika Kokay (PT-DF), uma das signatárias do documento. A iniciativa foi ironizada ontem por Cunha, que chamou o mandado de "choro" dos deputados. O texto do documento acusa Cunha de promover uma "ruptura com os costumes democráticos da Casa" ao encerrar a comissão especial que discutia a reforma por discordar do relatório em confecção. "O trabalho de meses era preterido pelo que se poderia apresentar, literalmente, da noite para o dia", registra o mandado de segurança. 

'Consultorias' de Palocci e Dirceu são investigadas em contratos do pré-sal

A força-tarefa da Operação Lava Jato investiga se os pagamentos das empreiteiras WTorre e Engevix por consultorias dos ex-ministros Antonio Palocci e José Dirceu, entre 2007 e 2012, podem ter servido para ocultar propina do esquema de cartel e corrupção, na Petrobrás, em contratos do pré-sal.
Os investigadores da Lava Jato encontraram indícios de desvios de recursos da Petrobrás na construção do Estaleiro Rio Grande (RS), iniciada em 2006, e nos contratos fechados para produção de cascos de plataformas e sondas de exploração de petróleo, no local, a partir de 2010.
Uma das unidades é a base da P-66, que ficou pronta no final do ano passado e está desde dezembro, no Estaleiro BrasFels, em Angra dos Reis (RJ), em fase de montagem para entrar em operação 2016, no Campo de Lula (BM-S-11) – na Bacia de Santos. O bloco do pré-sal é operado pela Petrobrás em parceria com a inglesa British Gas e a portuguesa Galp Energia.
O negócio envolve a WTorre e a Engevix, que nos períodos em que foram contratadas pela Petrobrás (direta ou indiretamente) tinham como consultores Palocci e Dirceu.
A suspeita do Ministério Público Federal e da Polícia Federal é que os dois ex-ministros possam ter sido elos do PT, no esquema de corrupção envolvendo o negócio. O ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto já foi apontado por delatores como operador da propina em parte desses contratos.
Parceiros 
A WTorre foi quem construiu o Estaleiro Rio Grande, a partir de 2007, com investimento da Petrobrás – via operação de mercado. Em 2010, a empresa vendeu seus direitos no negócio para a Engevix.
A empresa de Palocci, a Projeto Consultoria, foi contratada pela WTorre entre 2007 e 2010. O ex-ministro informou ter prestado quatro palestras aos diretores da empresa em 2007 e duas em 2010, cada uma por R$ 20 mil.
A WTorre afirmou que os serviços foram palestras sem relação com a Petrobrás. Apresentou 18 notas fiscais, que totalizaram R$ 350 mil, emitidas pela Projeto, em 2007, 2008, 2009 e 2010.
A partir de 2010, o negócio alvo da Lava Jato envolve a Engevix – empresa denunciada por corrupção na estatal em contratos de refinarias. Ela comprou o Estaleiro Rio Grande, da WTorre, com parte dos recursos vindos do fundo de pensão dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal (Funcef), por R$ 400 milhões, aproximadamente.
A aquisição foi parte do contrato que ela venceu para produção de 8 cascos para plataformas (FPSOs-sigla em inglês para unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de óleo) para Petrobrás, no valor de US$ 3,4 bilhões, para uso nos campos do pré-sal na Bacia de Santos.
Em 2011, o grupo fechou o segundo grande negócio no Estaleiro Rio Grande: a construção de três navios-sondas, via Sete Brasil, empresa criada pela Petrobrás em parceria com o Funcef e outros dois fundos de pensão federais (Petros e Previ). O valor foi US$ 2,4 bilhões.
Quebra de sigilo fiscal obtida pela Lava Jato mostrou que entre 2008 e 2012 JD Assessoria e Consultoria, de Dirceu, recebeu R$ 2,6 milhões da Engevix. Parte diretamente e outra parte por meio da Jamp Engenheiros Associados, do lobista Milton Pascowitch.
O ex-ministro e a empresa negam que os pagamentos foram referentes ao negócio com a Petrobrás.
LEIA ÍNTEGRA DO DEPOIMENTO DE PEDRO BARUSCO SOBRE WTORRE E CONTRATOS DE PLATAFORMAS E SONDAS
Propina
Em depoimento prestado em 23 de abril, o ex-gerente da Petrobrás Pedro Barusco afirmou ter havido corrupção tanto nos contratos de plataformas e de sondas do pré-sal, que envolvem a Engevix, como nas obras de conconstrução do estaleiro – iniciadas em 2006 pela WTorre.
Barusco afirmou ter recebido valores “de um representante da WTorre chamado Carlos Eduardo Veiga”, via Mário Góes – um dos 11 acusados de operar propina na Diretoria de Serviços da Petrobrás, preso pela Lava Jato, em Curitiba.
“Por volta do ano de 2008 ou 2009, um valor aproximado de R$ 400 mil ou R$ 600 mil”, declarou Barusco.
Os pagamentos eram destinados a ele e seu superior, Renato Duque, a título de “boa interlocução” e de “boa vontade”. O esquema fazia parte da cota de arrecadação do PT, via Diretoria de Serviços, comandada pelo ex-diretor Renato Duque – também preso preventivamente em Curitiba.
“Carlos Eduardo Veiga se ‘acertou’ com Mário Góes para oferecer referida quantia para obter uma ‘boa interlocução’ e a ‘boa vontade’ de ambos no acolhimento das demandas que a WTorre estava apresentando em decorrência do projeto do Estaleiro Rio Grande com a Petrobrás”, registra o MPF.
A WTorre confirma que Veiga foi consultor da empresa. Ele não foi encontrado.
Barusco não cita Palocci, nem políticos no negócio do estaleiro. O ex-ministro, no entanto, é alvo de inquérito aberto pela Lava Jato após seu nome ser citado em delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa.
Nela, Costa afirmou que o doleiro Alberto Youssef pediu R$ 2 milhões que seriam para a campanha presidencial de 2010, a pedido de Palocci. “Tinha esse pleito do ex-ministro Palocci para atender a campanha da dona Dilma Rousseff em 2010. ‘Paulo, pode fazer?’. ‘Faça’.”
Investigadores da Lava Jato buscam elementos para saber se o suposto pagamento teve relação com duas doações que a WTorre fez em 2010 que totalizaram R$ 2 milhões para o Comitê Financeiro Nacional para Presidente da República do PT.
Em 2006, quando foi candidato a deputado, Palocci recebeu R$ 119 mil de doação eleitoral da empresa. O partido e o ex-ministro alegam que todas doações são legais.
Plataformas
Barusco revelou ainda nesse termo complementar da delação que em relação ao contrato “com a Petrobrás para construção de oito casos FPSOs do pré-sal houve o oferecimento da Engevix, via Milton Pascowitch, de pagamento de 1% do valor total do contrato”. Os beneficiários seriam ele, o ex-diretor Duque e o PT.
“Tal contrato firmado em 2010 ou 2011, teve custo muito alto no início, de modo que o primeiro e único pagamento de propina, que se recorda, ocorreu em janeiro de 2014 via transferência bancária no valor de US$ 260 mil da conta MJP Internacional pertencente a Pascowitch.”
Houve propina, ainda segundo o delator, nos contratos assinados em 2011 para construção das três sondas. Um dos sócios da Engevix, Gerson de Mello Almada, admitiu também ter pago “comissões” ao lobista Milton Pascowitch nesse negócio.
Defesas
Os ex-ministros Antonio Palocci e José Dirceu e as empresas WTorre e Entevix negam que os contratos de consultorias prestados tiveram relação com os negócios envolvendo o Estaleiro Rio Grande e refutam qualquer possibilidade de pagamento de propina.
“As relações profissionais entre Projeto e WTorre se limitaram, exclusivamente, à realização de apresentações e palestras ao corpo diretivo desta última, sempre envolvendo temas de análise do cenário econômico e perspectivas do mercado imobiliário”, informou o criminalista José Roberto Batochio, defensor de Palocci.
Segundo ele, as palestras foram remuneradas no valor bruto de R$ 20 mil, sendo quatro realizadas em 2007 e duas em 2010. “Como os serviços eram eventuais, na medida da solicitação da cliente, não havia contrato por prazo determinado.”
A WTorre confirma que que os serviços não tinham relação com os negócios da Petrobrás, apresentou as 18 notas recebidas da Projeto e informou que tudo foi lançado no balanço da empresa e declarado ao Fisco.
A empresa nega o pagamento de vantagens no negócio. “Os aditivos surgiram em função de alterações no projeto original, sempre a pedido da contratante e com as devidas justificativas técnicas.”
Segundo Palocci, ele recebeu de fato contribuição eleitoral paga pela WTorre, no valor de R$ 119.715,00, em setembro de 2006, mas “nunca a ela solicitou contribuição para campanha de terceiros”.
Quanto a Carlos Eduardo Veiga, apontado como pagador de propina em nome da WTorre para Pedro Barusco, a empresa nega e diz que ele “prestou serviços de assessoria técnica em offshore, uma área que, até então, a WTorre não dominava”. “Podemos assegurar que a WTorre não efetuou qualquer pagamento a quem quer que seja.”
A construtora Engevix nega propina e informou que comprou o Estaleiro Rio Grande “depois de vencer uma acirrada concorrência internacional”. No caso das três sondas contratadas pela Sete Brasil, a empresa afirma que elas “foram negociadas a preços de mercado, muito semelhantes entre si” e que o Estaleiro Rio Grande “ficou com o menor lote”.
A consultoria prestado pela JD Assessoria e Consultoria foi relativa a “abertura de oportunidades na América Latina, em particular no Peru e em Cuba e é anterior ao negócio da Petrobrás”.Dirceu também nega que tenha recebido propina e que os serviços de consultoria para a Engevix foram prestados, não tendo qualquer relação com contratos da Petrobrás.