quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

SUSPEITOS DE MATAR AMBULANTE SÃO OUVIDOS PELA POLÍCIA. MULTIDÃO PEDE JUSTIÇA

Conselho Municipal de Educação sobre os cursos da repatriação


Alckmin precariza Metrô: não havia seguranças na estação em que ambulante foi morto

IRRESPONSABILIDADE

Trabalhadores da companhia denunciaram a situação durante ato em memória de Luiz Carlos Ruas, espancado até a morte na estação Pedro II, centro de São Paulo
por Rodrigo Gomes, da RBA publicado 27/12/2016 15:38, última modificação 27/12/2016 17:22
VÍDEO/REPRODUÇÃO
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Ambulante é espancado e morto após defender morador de rua homossexual em estação do metrô de SP, que não tinha nenhum segurança no momento da agressão: irresponsabilidade da gestão
São Paulo – Diretores do Sindicato dos Metroviários disseram hoje (27) que não havia seguranças na estação Pedro II, da Linha 3-Vermelha do Metrô paulista, no momento em que dois agressores mataram o vendedor ambulante Luiz Carlos Ruas, na noite do domingo de Natal (25). "Havia somente três funcionários nesta estação naquele momento. Um na bilheteria, outro na catraca e outro no CCO (Centro de Controle Operacional). Se olhar a escala vai ver que tem dois seguranças em cada estação, mas, na verdade, é a mesma dupla atuando em três estações diferentes", afirmou Marcos Freire, ativista LGBT e diretor do sindicato.
Segundo Freire, situações de violência vêm se repetindo no Metrô, sendo cada vez menos combatidas, devido ao número insuficiente de trabalhadores no sistema. Segundo dados do Portal da Transparência do governo Geraldo Alckmin (PSDB), responsável pela gestão do Metrô, a companhia tem déficit de aproximadamente 600 funcionários. Outros 632 aderiram ao Programa de Demissão Voluntária lançado esse ano e devem ser desligados em breve.
"Fazemos um apelo para que nos ajudem a denunciar essa situação e exigir do governo Alckmin que contrate trabalhadores para o Metrô. Não é possível ficar desse jeito", disse Freire. Ainda segundo o sindicato, durante a noite, o Metrô tem 68 seguranças para atuar em 63 estações. No entanto, como a atuação dever ser, no mínimo, em dupla, seria possível atuar apenas em 34 estações simultaneamente, necessitando que os agentes transitem entre os pontos de parada. Além disso, estações maiores exigem mais funcionários.
As declarações foram dadas durante um ato em memória de Ruas, realizado no início da tarde de hoje, na estação Pedro II, região central de São Paulo. Ativistas LGBT, trabalhadores metroviários e religiosos da Pastoral do Povo da Rua acenderam velas e estenderam bandeiras contra a homofobia e exigiram ações das autoridades para impedir que casos como esse se repitam.
Ruas foi brutalmente agredido após tentar defender uma travesti, identificada apenas como Brasil, que estava sendo perseguida por dois homens, após reclamar por eles estarem urinando na rua. Uma outra travesti, que também foi agredida, conseguiu escapar. O ambulante foi espancado até a morte no hall da estação Pedro II, em frente à bilheteria. No vídeo de quase dois minutos divulgado pela polícia, nenhum segurança do Metrô aparece para conter os assassinos.
Para o ativista LGBT Bruno Diego Alves, esse caso demonstra como a homofobia e a transfobia afetam toda a sociedade. "Eles estavam agredindo uma travesti. Ruas foi assassinado por defendê-la. Estamos aqui pra demonstrar nossa indignação, exigir punição e o fim do descaso do Metrô com a população mais vulnerável", afirmou Alves.
Fábio Vinícius, amigo do ambulante, que vive sob um viaduto próximo à estação, estava indignado. "Era um cara que ajudava todo mundo. Foram 20 anos aqui (sob o acesso da passarela em frente à estação), 'trampando' e ajudando quem precisasse, com comida, com remédio. E foi ajudando alguém que fizeram isso com ele. Se a pessoa é travesti, se é gay, se tá na rua, não interessa. Tem de respeitar. Mais aí vem uns desgraçados e faz isso. É muita revolta, os lixo fica e os bons vão embora", afirmou.
O padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo da Rua, comandou uma oração em homenagem a Ruas. Na próxima sexta-feira (30), a pastoral e outros grupos vão realizar outro ato em memória do ambulante, no mesmo local, às 15h. "Vamos reivindicar do Metrô uma justa homenagem, que troque o nome desta estação para Luiz Carlos Ruas. Foi um caso de intolerância, mas também um caso de ódio social contra a população. Foram três irmão de rua agredidos. Pessoas que não podem acessar o Metrô e nem ser protegidas por seus funcionários", afirmou o padre.
Para ele, a empresa controlada pelo estado atua de forma totalmente seletiva sob o governo Alckmin. "Quando os estudantes estão protestando, tem agentes, tem cassetete, tem equipamento. Nós mal podemos chegar perto das entradas da estação. Mas quando é uma ação de ódio contra os desassistidos, um assassinato, aí não tem segurança, não tem equipamento, não tem nada", desabafou.
A polícia já identificou os dois homens filmados agredindo Ruas. Seus nomes são Alípio Rogério Belo dos Santos e Ricardo Nascimento Martins. O velório e o sepultamento do ambulante serão no cemitério Vale da Paz, em Diadema.
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Ato foi marcado por emoção, revolta e lembranças da generosidade do ambulante Luís Carlos Ruas

2016: o ano em que se tentou matar a esperança do povo brasileiro


27 de Dezembro de 2016
A situação social, política e econômica do Brasil mereceria uma reflexão severa sobre a tentativa perversa de matar a esperança do povo brasileiro, promovida por uma corja (esse é o nome) de políticos, em sua grande maioria corruptos ou acusados de tal, que, de forma desavergonhada, se pôs a serviço dos verdadeiros forjadores do golpe perpetrado contra a Presidenta Dilma Rousseff: a velha oligarquia do dinheiro e do privilégio que jamais aceitou que alguém do  andar de baixo chegasse a ser Presidente do Brasil e fizesse a inclusão social de milhões dos filhos e filhas da pobreza.
        Obviamente há políticos valorosos e éticos, bem como  empresários da nova geração, progressistas que pensam no Brasil e em seu povo. Mas estes não conseguiram ainda acumular força suficiente para dar outro rumo à política e um sentido social ao Estado vigente, de cariz neoliberal e patrimonialista.
         Ao se referir à corrupção todos pensam logo no Lava Jato e na Petrobrás. Mas esquecem ou lhes é negada, intencionalmente pela mídia conservadora e legitimadora do establishment, a outra corrupção, muito pior, revelada exatamente no dia de Natal que junto com o nascimento de Cristo se narra a matança de meninos inocentes pelo rei Herodes, hoje atualizado pelos corruptos que delapidam o país.
         Wagner Rosário, secretário do Ministério da Transparência, nos revela que nos últimos treze anos esquemas de corrupção, de fraudes e desvios de recursos da União, repassados aos Estados, municípios e ONGs e direcionados a pequenos municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano podem superar um milhão de vezes o rombo na Petrobras descoberto na Lava Jato. São 4 bilhões mas camuflados que podem se transformar, num estudo econométrico, em um trilhão de reais. As áreas mais afetadas são a saúde (merenda) e a educação (abandono das escolas).
       Diz o Secretário: “A gente chama isso de assassinato da esperança. Quando você retira merenda de uma criança, você tira a possibilidade de crescimento daquele município a médio e a longo prazo. É uma geração inteira que você está matando”.
         A nação precisa saber desta matança e não se deixar mentir por aqueles que ocultam, controlam e distorcem as informações  porque são anti-sistêmicas.
         Mas não se pode viver só de desgraças que macularam grande parte do ano de 2016. Voltemo-nos para aquilo que nos permite viver e sonhar: a esperança.
        Para entender a esperança precisamos  ultrapassar o modo comum de vermos a realidade. Pensamos que a realidade é o que está aí, dado e feito. Esquecemos que o dado é sempre feito e não é todo o real. O real é maior. Pertence ao real também o potencial, o que ainda não é e que pode vir a ser. Esse lado potencial se expressa pela utopia, pelos sonhos, pelas projeções de um mundo melhor. É o campo onde floresce a esperança. Ter esperança é crer que esse potencial pode se transformar em real, não automaticamente, mas pela prática humana. Portanto, a utopia que alimenta a esperança não se antagoniza com

Patrus: Medida provisória do governo golpista favorece grileiros e desmatadores

viomundo

27 de dezembro de 2016 às 16h43

  
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Foto: Lula Marques, AGPT, via Fotos Públicas
PATRUS: MP FAVORECE GRILEIROS E DESMATADORES
por Patrus Ananias, via sua assessoria de imprensa
O governo publicou no Diário Oficial de 23 de dezembro a Medida Provisória 759, em que se mantém fiel a um autoritarismo sem povo, sem debate, sem nenhuma conversa com setores atuantes e organizados da sociedade civil.
Especialmente no campo, não há porque modificar todo o arcabouço legal agrário do país (leis 8.629/93, 11.952/09 e 13.001/04 e até mesmo a Lei de Licitações Públicas) sem debater com ninguém que vive no meio rural.
É vergonhoso excluir a democracia do processo da reforma agrária, onde ela tanto vicejou, seja na amplitude e no conhecimento de causa das grandes entidades de camponeses, como a CONTAG, a CONTRAF, o MST, a CNS, a CONAQ e outras, seja na participação de toda sociedade nas discussões de desenvolvimento rural, por meio de organizações interessadas no âmbito das igrejas, das universidades e nas nossas cidades.
A Medida Provisória 759 nos leva a vislumbrar o passo inicial de um grande retrocesso, que seria a municipalização da reforma agrária. É certo que os municípios têm importante papel de apoio nesta seara, mas a Constituição Federal exprime sabedoria ao designar, em seu artigo 184, a exclusividade do protagonismo da União na reorganização fundiária do território.
A nossa história demonstra que a grande força contrária a reformar o campo sempre foi a das oligarquias rurais locais, costumeiramente ligadas aos poderes políticos locais. E este é o sentido de nacionalizar o tema para se levar a sério uma reforma agrária.
Mas há, na MP 759/16, a abertura de possibilidade para que, no futuro regulamento previsto, isso seja desfeito, contrariando o texto constitucional e tornando mais distante a execução da reforma agrária.
Por último, e principalmente, não podemos nos calar perante um ataque perpetrado pela MP 759 à preservação do patrimônio público e à soberania brasileira.
Ao mudar a Lei 11.952/09 e a Lei 8.666/93, a MP 759 descaracteriza, amplia e perpetua o Programa Terra Legal.
É um projeto criado especificamente para a Amazônia, onde planos federais de colonização reiterados desde a ditadura militar geraram problemas fundiários graves. O Terra Legal foi instituído para resolver aqueles problemas em um mutirão de 10 anos que separasse os que realmente seriam agricultores familiares – e por isso deveriam ter as terras regularizadas – dos grileiros e desmatadores, cujas terras deveriam ser retomadas para o patrimônio publico.
A nova medida provisória acaba com essa separação, simplesmente tornando perene o programa até mesmo para áreas que não sejam regularizáveis por ocupação efetiva.
Ou seja, possibilita a concessão e alienação de áreas para grileiros e, mais grave ainda, autorizando a pilhagem de nosso território, tornando a solução governamental não mais a retomada ética dessas áreas, mas a alienação para aqueles que as pilharam de nós.
E, ainda, muda as regras para que, daqui em diante, esse processo não se resuma à Amazônia, mas se estenda a todo o território nacional.
É um descalabro, sorrateiro, mas não surpreendente.
É próprio de um governo golpista comprometido com o capital especulativo transnacional, que mira com olhos gulosos o solo de nossa pátria e cujo próximo passo será a alteração da Lei 5.079/71, para ampliar as possibilidades de aquisição de nosso território por estrangeiros.
Essa proposta já está em curso na Câmara dos Deputados, também com rito de urgência, para evitar qualquer debate que faça nosso povo perceber que a soberania nacional está sendo escandalosamente roubada.
Patrus Ananias é deputado federal (PT-MG).
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