domingo, 27 de agosto de 2017

O desabafo de uma professora: cortar salários e fechar escolas não dá para aceitar!!!!


 Quando se pensa em  políticas públicas direcionadas à valorização docente, e a uma educação de qualidade , pensa se em não medir esforços para que a essência da nação a FORMAÇÃO CULTURAL DOS CIDADÃOS, realmente aconteça. 
Mas é com triste pesar que analisamos as políticas públicas no município de São Roque.
Anos achando bonito...
Implantação de uma política de escola integral nas escolas sem estruturas físicas, sem material, sem capacitação específica para gerenciar tal atividade e acima de tudo com amadorismo da falta de uma análise séria do impacto financeiro da mesma.
Em paralelo à desvalorização docente que há anos vem sendo colocado em último plano. No que tange às legislações , elas existem, mas nunca há a intenção de cumprir.
O aluno e o professor são a essência no processo educacional. Mas, o modismo  e a vaidade de ser o primeiro a municipalizar tudo, ser o primeiro a “adequar” a rede com quase totalidade do ensino integral,  e a inércia de gerenciamento sério e responsável, faz com que se colha os indigestos frutos.
Mas, a maior surpresa é que a bandeira da educação apresentada:  É mais,  do mesmo!!
Não existe valorização docente, pois as políticas de formação profissional e de valorização educacional estão em discrepância com o que se ouve de ideia e o que se vê de prática.
Passado profissional não é trabalho...
Trabalho é arregaçar as mangas e construir sua história no presente!!
É buscar alternativas e se indispor com o grupo dominante da minoria privilegiada.
É buscar outras alternativas para cortar gastos.
 Não é fechar escolas!!!
O aluno tem garantido por lei, O DIREITO de estudar próximo a sua residência.
Será que foi feito o exercício econômico de fechar escola e o gasto com transportes?
Será que foi avaliado as escolas fechadas na gestão do ex - prefeito Efaneu, onde hoje são prédios abandonados e invadidos?
Seria importante a visita do Legislativo nestas escolas abandonadas e invadidas como Santo Antônio de Baixo, Capela do Cepo, entre outras...
Educação  não consiste em  economizar, cortar gastos, é muito mais que isso, é buscar uma melhor qualidade de vida das nossas crianças é investir  no futuro, proporcionando a formação acadêmica, política, social e cidadã.
Ouvir que a  saída é devolver o Ensino Fundamental é uma irresponsabilidade, conformismo para não dizer incapacidade de gerenciar.
E ouvir que cortará os 20% do bônus dos docentes é uma vergonha para quem não cumpre uma Lei em benefício ao docente e pra quem tem uma chefe de finanças que tem seu alto salário incorporado, é desrespeita o magistério com suas propostas.
Traduzindo isto em um exemplo prático, tem que ter coragem para acabar com o privilégio das minorias e não se esconder atrás das mesmas cabeças pensantes de outrora.
Leitores, solicitem as planilhas do FUNDEB  ( são públicas)observe que os cargos de coordenadores, vices diretores, supervisores, cargos comissionados ( CONTRARIANDO A LEI QUE EXIGE SER CONCURSO PÚBLICO PARA CARGO PERMANENTE- artigo 37 da CF), pegam aulas, ampliam de sua jornada mínima, que é garantida por seu concurso, ampliam para a carga máxima  ( carga suplementar) e optam pelo salário do cargo acrescido de 20% por ocupar cargo em comissão e mais 20% de gratificação de assiduidade. O município paga aquele profissional em 40% a mais e ainda paga outro profissional para dar suas aulas, ou exercer sua função, ou seja, pagam duas vezes a mesma aula.
Estes profissionais INCORPORAM estes vencimentos em seus salários não só onerando a despesa pública, bem como, o fundo de aposentadoria.
Temos hoje na rede, gestor ganhando entre 8 mil a 12 mil reais ( vide planilhas do FUNDEB)
Os mesmos de sempre!!
E se falarmos nos altíssimos alugueis de prédios?
E os tantos cargos em comissões?
E as comissões remuneradas conforme mostra documento abaixo?
Sem contar as readaptações sem critério, aposenta-se num dia num setor e no outro está readaptado na equipe  gestora.
As escolas que já tem uma equipe gestora, ainda conta com mais um na equipe com 20% de assiduidade fora da sala de aula.
Quantidade de gestores não é qualidade.Diretor também tem de fazer função pedagógica. Faz parte de suas funções.A administrativa(pagamento, histórico escolar e outros conta com apoio da secretaria da escola).
E passou da hora de fazer uma reciclagem e redução neste setor, além é claro de critérios para a escolha através de concurso e não mais coorporativismo ou indicação política.
Há escolas com alguns projetos e outras não.
Por que sempre as mesmas? Alunos do centro têm mais direitos que de bairros?
Ou são sempre as mesmas escolas privilegiadas?
Pra que tanto supervisor que na rede é conhecido como "supervidão".
A efetiva chefe A.T.E. supervisionava muito melhor que os mesmos sem necessidade de tantos cargos.
E quantos chefes de serviços técnicos!!
Pra que tantas regalias?
Por que não manter um supervisor de Educação Básica?
Outros exercendo coordenação de núcleo especial nomeada como supervisão, conhecido como "supervidão".Ou então por que não manter um só chefe de divisão de educação básica. E um supervisor de educação básica.
As práticas paternalistas e corporativistas latentes continuam.
Está na hora da categoria se mexer e exigir mudanças.
Administrar com dinheiro é fácil, sem ele é desafio.
Tem que ser bom e não fazer escola com quem tanto criticou.
Reposição parcelada virou moda...
Administração privada não é administração pública.
E principalmente ensino fundamental não é ensino superior.
Não deu certo, tem que mudar.
Num trabalho, você faz experiência por três meses prorrogados por mais três e não passando cai fora...
Será que as amarras políticas impedem??
Educação não é brincadeira!!
Responsabilidade e capacidade é o mínimo que esperamos.
São Roque definitivamente está longe das boas mãos...

Prof. Anita G.




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